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Ano Par › 21/02/2018

Quarta Feira – 1ª. Semana da Quaresma

Amados irmãos e irmãs27971753_1587863931298826_4242342491269850688_n

É muito comum pedirmos a Deus que nos dê sinais para termos certeza de que estamos no caminho certo ou então por vezes pedimos sinais para que outros se convertam em especial as esposas para com os maridos ou os pais para com os filhos.
Uma fé embasada em sinais deste tipo é uma fé sem compromisso algum com os valores do evangelho; pois ao menor acontecimento na vida que for considerado negativo será suficiente para acabar com esta fé, pois isto será também encarado como sinal. Como é valiosa a fé daquele para o qual não foi dado nenhum sinal, mas que se mantém firme e comprometido com o Evangelho. Cristãos assim saberão como enfrentar os momentos difíceis das provações como a dor da perda na morte, a dor física na doença; o sufoco no coração nos relacionamentos rompidos, etc.
A exigência de sinais pode demonstrar certa dúvida em relação a pessoa de Jesus; portanto não devemos subordinar nossa fé em Jesus a nenhum prodígio. Não estamos aqui a criticar aqueles que pedem sinais sem condicioná-los; pois estes na verdade não duvidam do poder de Jesus, mas apenas querem um discernimento e a falta do prodígio em nada lhes afetará fé; aliás, muitos considerarão a falta sinal como o próprio sinal.
São Rafael Arnaiz Baron, monge trapista nos ensina “ Não escondamos a luz debaixo do alqueire, diz Jesus (Mt 5, 15). Proclamemos aos quatro ventos a nossa fé, enchamos o mundo com gritos de entusiasmo por um Deus tão bom, não nos cansemos de pregar o Evangelho e de dizer a todos aqueles que querem ouvir-nos que Cristo morreu amando, pregado no madeiro, que morreu por mim, por ti, por todos. Se O amamos verdadeiramente, não O escondamos, não ponhamos debaixo do alqueire a luz que pode iluminar os outros”. Este ensinamento serve especialmente para aqueles que querem viver uma fé de sinais onde se possível se possa esconder a Cruz e Aquele que nela está pregado. Precisamos estar atentos as oportunidades que nos são oferecidas por Deus; uma vez que aquela pode ser a última que está diante de nós.
Afraates, monge e bispo de Mossul nas Exposições, nº 3 Sobre o jejum; SC 349 nos ensina: Os ninivitas jejuaram um jejum puro quando Jonas lhes pregou a conversão. Eis o que está escrito: Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho e, arrependendo-Se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez (Jn 3,10). Não se diz: Ele viu a abstinência de pão e água, com saco e na cinza, mas: Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho. Pois o rei de Nínive tinha falado e dito: Converta-se cada um do seu mau caminho e da violência que há em suas mãos (v. 8). Foi um jejum puro e foi aceite. Pois, meu amigo, quando se jejua, a melhor abstinência é sempre a da maldade. É melhor que a abstinência de pão e água, melhor que o jejum em que o homem se mortifica, curva a cabeça como um junco, deita-se sobre saco e cinza, como diz Isaías (58,5). Com efeito, quando o homem se abstém de pão, de água ou de qualquer outra comida, quando se cobre de saco e de cinza e se aflige, é amado, é belo aos olhos de Deus e é acolhido. Mas o que mais agrada a Deus é libertar os que foram presos injustamente, livrá-los do jugo que levam às costas (v. 6). Então, desse homem, diz-se: a tua luz surgirá como a aurora. A tua justiça irá à tua frente, e a glória do Senhor atrás de ti. Serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas inesgotáveis (v. 8-11). Ele não será como os hipócritas que mostram um ar sombrio e desfiguram o rosto (cf. Mt 6,16), para mostrar aos outros que jejuam.
Na profecia de Jonas vemos que o profeta não é aquele que anuncia catástrofes que vão acontecer, na verdade o profeta exorta as pessoas para que mudem o comportamento e se convertam para assim poder evitar que o mal lhes aconteça. A profecia se encerra dizendo: “Diante de tal atitude, vendo como renunciavam aos seus maus caminhos, Deus arrependeu-se do mal que resolvera fazer-lhes, e não o executou”.
Ainda hoje é assim, ou seja, Deus envia seus mensageiros para nos alertar de comportamentos e ações que podem nos levar a destruição.

Rezemos com o Salmista: Senhor meu Deus Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado e apagai completamente a minha culpa! Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

Leitura: Jonas 3,1-10
Salmo: 51
Evangelho: Lucas 11,29-32

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