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Ano Par › 26/07/2016

Quarta Feira – 17ª. Semana Comum

13738237_1032927793459112_2561804778975173600_oAmados irmãos e irmãs
“O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra”.
O que é o reino de Deus? É algo impossível de ser compreendido pela razão humana. Jesus usa de diversas figuras e parábolas para tentar mostrar ao homem que não existe nada mais importante do que o reino.
Nas duas parábolas de hoje vemos que um homem encontrou por acaso e o outro procurava; mas em ambos os casos, eles vão e vendem tudo por causa do tesouro encontrado.
Somos chamados a ser como estes homens, ou seja, após o encontro pessoal com Cristo, nosso maior tesouro, precisamos deixar nosso tudo para ter aquele que é tudo. Esta é uma decisão radical que só quem experimenta Cristo pode fazer.
São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja em suas Homílias sobre o Evangelho de Mateus, n° 47, 2 nos ensina que: “ As duas parábolas do tesouro e da pérola ensinam a mesma coisa: que temos de preferir o Evangelho a todos os tesouros do mundo. Mas há uma situação ainda mais meritória: preferi-lo com gosto, com alegria e sem hesitação. Jamais podemos esquecer-nos de que ganhamos mais do que perdemos ao renunciar a tudo para seguir a Deus. O anúncio do Evangelho está oculto neste mundo como um tesouro escondido, um tesouro inestimável.
Para procurar esse tesouro, são necessárias duas condições: a renúncia aos bens do mundo e uma sólida coragem. Efetivamente, trata-se de um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola. Essa pérola única é a verdade, e a verdade é una, não se divide. Possuis uma pérola? Tu conheces a tua riqueza; mas, se a tens fechada na concha da mão, o mundo ignora a tua fortuna. Acontece o mesmo com o Evangelho. Se o abraças com fé, e o manténs fechado no coração, que tesouro! Mas só tu o conhecerás: os não crentes, que ignoram a sua natureza e o seu valor, não fazem ideia da incomparável riqueza que tu possuis.
O papa Francisco tem insistido bastante na necessidade de que nos conscientizemos de que somos nós os protagonistas do reino. Ele, Francisco nos leva a refletir que talvez o tesouro que vamos encontrar hoje seja o pobre, o doente, o drogado, etc.; e que tudo o que devemos abandonar talvez não seja o dinheiro e o poder ( a maioria nem os tem), mas sim talvez devamos abandonar o devocionismo exagerado que não leva a nada, o tradicionalismo onde misericórdia não existe, o apego a burocracia, etc.
Para reforçar este pensamento de Francisco citamos palavras de Santa Teresa D’Ávila na obra Castelo Interior 5ª morada, 3, 10-11 nos diz: “Minhas irmãs: como é fácil reconhecer entre vós aquelas que têm verdadeiro amor ao próximo e aquelas que o têm num grau inferior! Se compreendêsseis bem a importância desta virtude, não teríeis outra preocupação. Quando vejo pessoas muito ocupadas em examinar o seu recolhimento e tão imersas em si mesmas quando o praticam que nem ousam mexer-se para não desviar o pensamento, com medo de perderem um pouco do gosto e da devoção que aí encontram, penso que compreendem muito mal o caminho que conduz à união. Imaginam que a perfeição consiste nessa maneira de fazer as coisas. Não, minhas irmãs, não. O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário. E tudo isto não tanto por amor dela, mas porque é essa a vontade do nosso Mestre. Eis a verdadeira união com a sua vontade”.
No livro do profeta Jeremias o vemos em profunda crise vocacional e mesmo existencial e por isto faz um desabafo duro e cansado lamentando inclusive o fato de ter nascido: ele que tanto ama a paz e só vê guerra; ele que se sente impelido a proclamar a Palavra e que, por causa dela, se vê envolvido em contendas e conflitos . Lembra a alegria e o entusiasmo do primeiro encontro com a Palavra do Senhor, que, depois, se tornou o centro e o sentido da sua existência. O Senhor vem e confirma sua vocação.
Rezemos com o Salmista: Deus virá com seu amor ao meu encontro, e hei de ver meus inimigos humilhados. Eu, então, hei de cantar vosso poder, e de manhã celebrarei vossa bondade, porque fostes para mim o meu abrigo, e meu refúgio no dia da aflição. Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: Jr 15,10.16-21
Salmo: 58
Evangelho: Mateus 13,44-46

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