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Ano Par › 27/06/2018

Quarta Feira – 12ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs
Guardai-vos dos falsos profetas. Pelos seus frutos os conhecereis. Quando se fala em falsos profetas e charlatães logo vem a nossa mente a dificuldade em identifica-los; mas Jesus neste Evangelho coloca em nossas mãos a luz necessária para iluminar nosso caminho e fazer com que saibamos reconhecer quais são os seus verdadeiros discípulos. A receita é bastante simples, ou seja, basta que olhemos os frutos. O que vem em nome de Deus apesar de toda perseguição e sofrimento gera paz nos corações e faz fluir o amor ao passo os falsos profetas por buscarem apenas seus interesses contaminam a comunidade gerando incertezas, intrigas e divisões.
Nos dias de hoje em nossas comunidades o grande pecado ainda são as divisões e as tais lideranças que se preocupam excessivamente só com a sua pastoral ou movimento, não dando muita importância a comunhão com a paróquia como um todo. Tomem cuidado irmãos com aquelas pessoas que apesar de toda a aparência de piedade só abre a boca para falar mal dos padres, do bispo e da Igreja; pode até parecer que se trate de algum fofoqueiro, mas mesmo na inocência pode existir segundas intenções em tudo isto.
Como ensinamos aqui na comunidade para pessoas que agem desta forma devemos ter misericórdia e fazer a correção fraterna e se por qualquer motivo formos atacados por este mal que não falte irmãos para nos corrigir e ter de nós misericórdia.
Hoje o que mais leva a pessoa de forma consciente tornar se falso profeta é a questão econômica. “Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios…” (2Pd 2,1-3).
Os falsos profetas pregam uma coisa, mas fazem outra; ou seja, seus frutos (vida e obras) não condizem com a semente que lançou pela boca (palavra) e aparência externa.
Santa Teresa de Ávila, carmelita descalça e doutora da Igreja em sua obra O castelo interior, 5ª morada, 3, 10-11 nos ensina “ Minhas irmãs: como é fácil reconhecer entre vós aquelas que têm verdadeiro amor ao próximo e aquelas que o têm num grau inferior! Se compreendêsseis bem a importância desta virtude, não teríeis outra preocupação. Quando vejo pessoas muito ocupadas em examinar o seu recolhimento e tão imersas em si mesmas quando o praticam que nem ousam mexer-se para não desviar o pensamento, com medo de perderem um pouco do gosto e da devoção que aí encontram, penso que compreendem muito mal o caminho que conduz à união. Imaginam que a perfeição consiste nessa maneira de fazer as coisas.
Não, minhas irmãs, não. O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário. E tudo isto não tanto por amor dela, mas porque é essa a vontade do nosso Mestre. Eis a verdadeira união com a sua vontade.
O Papa Francisco na Exortação apostólica Evangelii Gaudium / A alegria do evangelho §§ 169-171 nos ensina: Numa civilização paradoxalmente ferida pelo anonimato e, simultaneamente, obcecada com os detalhes da vida alheia, descaradamente doente de curiosidade mórbida, a Igreja tem necessidade de um olhar solidário para contemplar, comover-se e parar diante do outro, tantas vezes quantas forem necessárias. Neste mundo, os ministros ordenados e os outros agentes de pastoral podem tornar presente a fragrância da presença solidária de Jesus e o seu olhar pessoal. A Igreja deverá iniciar os seus membros – sacerdotes, religiosos e leigos – nesta arte do acompanhamento, para que todos aprendam a descalçar sempre as sandálias diante da terra sagrada do outro (cf Ex 3,5). Devemos dar ao nosso caminhar o ritmo salutar da proximidade, com um olhar respeitoso e cheio de compaixão, mas que ao mesmo tempo cure, liberte e anime a amadurecer na vida cristã. Hoje mais do que nunca precisamos de homens e mulheres que conheçam, a partir da sua experiência de acompanhamento, o modo de proceder onde reine a prudência, a capacidade de compreensão, a arte de esperar, a docilidade ao Espírito, para no meio de todos defender as ovelhas a nós confiadas dos lobos que tentam desgarrar o rebanho. Precisamos de nos exercitar na arte de escutar, que é mais do que ouvir. Escutar, na comunicação com o outro, é a capacidade do coração que torna possível a proximidade, sem a qual não existe um verdadeiro encontro espiritual. Escutar ajuda-nos a individuar o gesto e a palavra oportunos que nos desinstalam da cômoda condição de espectadores. Só a partir desta escuta respeitosa e compassiva se podem encontrar os caminhos para um crescimento genuíno, pode despertar o desejo do ideal cristão, o anseio de corresponder plenamente ao amor de Deus e o anelo de desenvolver o melhor de quanto Deus semeou na nossa própria vida.
Na leitura do segundo livro dos Reis vemos que ao ouvir a leitura do Livro do Deuteronômio, Josias verificou que, ele e o seu povo, estavam sendo infiéis a Deus e prometeu solenemente aderir de alma e coração às palavras da Aliança, comprometendo-se a seguir o Senhor, a observar os seus mandamentos, as suas instruções e os seus preceitos. O povo seguiu o exemplo do rei.

Rezemos com o Salmista: Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim! Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei. Inclinai meu coração às vossas leis, e nunca ao dinheiro e à avareza. Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo! Amém

Reflexão feita por Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2Rs 22,8-13;23,1-3
Salmo: 118
Evangelho: Mateus 7,15-20

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