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Ano Par › 20/06/2018

Quarta Feira – 11ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs

Deus “ama o que dá com alegria”. “E quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita”.
Com certeza sem querer julgar ninguém, mas se você recordar alguns membros de sua comunidade você vai encontrar aqueles que fazem questão de mostrar que são católicos praticantes; que exibem suas qualidades cristãs para os outros como se fossem troféus e dentre elas estão à oração, o jejum e a esmola. O maior perigo que estas pessoas correm é o de se tornarem moralistas. Quem se exibe diante dos irmãos, vai também se exibir diante de Deus e aí cai no pecado da presunção. Jesus Cristo pede que sejamos discretos nas orações, jejuns e esmolas.
Padre Jaldemir Vitório, Jesuíta e doutor em Exegese Bíblica nos ensina que cada uma destas três práticas: a esmola, a oração e o jejum aponta para um tipo diferente de relação.
– A esmola indica a relação de misericórdia com o próximo em suas necessidades.
– A oração indica a relação amorosa com Deus, com quem se procurava estar em contínuo diálogo.
– O jejum indica a relação do indivíduo consigo mesmo e consiste na busca do domínio dos instintos e das paixões.
Jesus não nos dispensou destas práticas, mas simplesmente nos chama a atenção para que não façamos como os fariseus, ou seja, para aparecer.
Quando os nossos próprios interesses se sobrepõem aos interesses da comunidade significa que ainda não entendemos o que é superar em nós a atitude de hipocrisia, que é puro fingimento. Se as nossas ações são realizadas para sermos vistos pelos outros, significa que ainda não entendemos o que é amar de verdade. Quem ama e, por isso doa a vida, não fica esperando nada em troca.
O beato John Henry Newman, presbítero e fundador do Oratório em Inglaterra no Sermão Times of Private Prayer, PPS, t. 1, n° 19 nos diz: Aqueles que buscam o Deus invisível buscam-no nos seus corações e nos seus pensamentos secretos, e não nas palavras barulhentas, como se Ele estivesse longe deles. Têm o costume de se retirar para onde não haja olhos humanos que os vejam; para onde, humildes e cheios de fé, podem encontrar Aquele que está perto do seu caminho, junto do seu leito e vê todas as suas atitudes. E Deus, que sonda os corações (Rm 9,27), os recompensará no último dia. A oração feita em segredo, segundo a vontade de Deus, é conservada como um tesouro no seu Livro da Vida (Sl 68,29). Talvez essa oração tenha requerido uma resposta aqui na terra e não a teve? Talvez o próprio que a formulou tenha se esquecido dela e o mundo nunca tenha sabido da sua existência? Mas Deus recorda-a para sempre; e no último dia, quando os livros forem abertos (Dn 7,10; Ap 20,12), essa oração será revelada e recompensada diante do mundo inteiro. Sabemos bem que devemos estar em oração e meditação, em certo sentido, durante todo o dia (Lc 18,1); mas devemos rezar de maneiras determinadas a certas horas do dia? Mesmo que estas horas e estas fórmulas precisas não sejam absolutamente necessárias à oração privada, constituem uma grande ajuda; ou antes, Nosso Senhor ordena-nos que as façamos quando diz: Tu, quando orares, entra no quarto mais secreto… Até Nosso Senhor tinha momentos privilegiados para a comunhão com Deus. Os seus pensamentos eram realmente um contínuo ofício divino oferecido a seu Pai, mas, além disso, lemos que Ele se retirava para a montanha para orar e que passou toda a noite a orar a Deus (Mt 14,23; Lc 6,12). É preciso insistir neste dever de respeitar momentos precisos para a oração pessoal e privada, porque no meio das preocupações e das tensões da vida temos muitas vezes tendência para negligenciá-la, e este dever é bem mais importante do que habitualmente o consideram mesmo aqueles que o cumprem.
Na leitura do segundo livro de Reis vemos que depois da subida ao céu de Elias, Eliseu rasgou as próprias vestes, e tomou as do profeta. Com este gesto, manifesta a investidura realizada e a aquisição das faculdades a ela ligadas. Então, Eliseu, deixando para trás os outros filhos dos profetas percute as águas do Jordão com o manto de Elias, tal como Moisés percutira as do Mar Vermelho com o seu bastão.
O arrebatamento de Elias, semelhante ao de Henoc (Gn 5, 24), manifesta o beneplácito divino para com a sua pessoa. Eliseu havia pedido que lhe fosse concedido uma porção dupla do espírito de Elias e este último observa-lhe que fora exigente no pedido; mas acrescenta: se me vires quando estiver a ser arrebatado de junto de ti, terás aquilo que pedes e isto lhe fora concedido.

Rezemos com o Salmista: Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens. Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2 Reis 2, 1.6-14
Salmo: 30
Evangelho: Mateus 6,1-6.16-18

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