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Formação › 20/05/2016

O que são as Novas Comunidades

11951912_1699306563523340_1552485970738897146_nO que são as Novas Comunidades

Um Deus que nunca cessa de assistir sua Igreja

No decorrer dos séculos e séculos de nossa historia, o Espírito sempre suscitou na Igreja realidades novas que servem como uma resposta aos desafios que o mundo impõe a Igreja no seu tempo frente as realidades seculares. Isso já nos fica muito claro desde o surgimento das comunidades cristãs já relatadas no Livro dos Atos dos Apóstolos, que em resposta ao perseguição aos cristãos ao invés de se calarem e se espalharem, esses começaram a formar pequenas comunidades fortalecidas na fé, isso vamos vendo ao longo de todo o tempo, conforme o mundo se colocava em uma situação contraria a Deus, Ele suscitava dentro da sua Igreja respostas, vemos também no inicio do cristianismo a primeira forma de vida consagrada cristão, que foram as virgens consagradas, mulheres dispostas a se entregarem na sua totalidade ao Deus vivo revelado a nós em Jesus Cristo, custando a muitas delas a própria vida por meio do martírio, isso em resposta as mulheres que entregavam sua virgindade aos falsos deuses, depois vemos que a partir do momento que o cristianismo foi aceito por Roma e houve um relaxamento por parte dos cristãos, Deus suscita ao coração de diversos homens a vida eremita, que buscava uma vivencia mais radical dos ensinamentos de Jesus, e daí por diante a Igreja sempre vive uma novidade no Espírito, vemos também no monaquismo nos séculos III e IV, que é quando homens começam a dedicar toda a suas vidas a Deus em forma de oração dentro dos mosteiros, bem como no movimento mendicante no século XIII que vem em resposta ao enriquecimento da Igreja e sua elitização, nas congregações missionárias nos séculos XV e XVI indo evangelizar o “novo mundo”, nas congregações voltadas para a caridade nos séculos XVII e XVIII e nos institutos seculares nos século XIX e XX.

Como podemos ver acima, o Espirito Santo sempre suscita no meio de seu povo respostas vivas aos questionamentos ou desvios da sã doutrina. Vemos então na modernidade, os ares do Concílio Vaticano II (1962-1965) favoreceram o surgimento de “novas formas de vida evangélica”, dentre elas, os Movimentos Eclesiais e as Comunidades Novas ou podemos chamar de Novas Comunidades.

Mais uma novidade do Espírito
As Novas Comunidades começaram a surgir na década de 1970 na França e nos EUA, tornando-se um fenômeno mundial. No Brasil temos algumas comunidades mais antigas, pioneiras, podemos citar aqui a Canção Nova e a Shalon, sendo as primeiras e inclusive hoje ambas com reconhecimento Pontifício, mas isso é assunto para mais a frente, esse fenômeno toma força no Brasil por volta das décadas de 80 e 90, apesar de termos algumas poucos anos antes como já falamos entre elas a Canção Nova e a Shalon, mas é me meados dos anos 80 e 90 que vemos o surgimento de inúmeras Novas Comunidades no Brasil e no mundo, e essas comunidades ainda não cessaram de surgir, cada qual com sua novidade do Espírito, com um carisma e um chamado todo particular, hoje no Brasil a estimativa da Catolic Fraternit é que o numero de Novas Comunidade é superior o número de 800.

A resposta que vem do Espírito
O grande desafio do mundo moderno era ter uma Igreja inserido no mundo, capaz de ouvir seus anseios e necessidades, o Concílio Vaticano II vem pedir uma Igreja que faça justamente isso, uma Igreja que possa estar no mundo mesmo não sendo desse mundo, uma Igreja capaz de atrair o mundo para Cristo e de dar respostas aos desafios de seu tempo. São João Paulo II, durante seu pontificado convoca para a memorável Vigília de Pentecostes de 1998, todos os Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades e diz a todos os presentes que ali estava uma “providencial resposta do Espírito”. Pois através das Novas Comunidades e Movimentos Eclesiais, os leigos podiam e buscavam se consagrar a Deus a partir de um carisma particular e, sob o dom e a radicalidade desse carisma, vivem o seu Batismo de forma autêntica num mundo dilacerado pelo secularismo.

Características próprias
Devido ao grande numero de comunidades novas que vem surgindo é importante observarmos algumas características próprias desse mover do Espírito, pois as vezes por falta de discernimento de algumas pessoas pode-se perder o sentido e a autenticidade do Espírito.
Temos certeza que nem todos são chamados a ser uma comunidade nova, e glorias a Deus por isso, pois a Igreja é um todo e é preciso saber que as novas comunidades não vem substituir nenhuma outra realidade já existente na Igreja. É certo que as novas comunidades surgiram de dentro de um outro movimento da Igreja que é a Renovação Carismática Católica, mas deve ficar claro que as novas comunidades não estão presentes na estrutura da RCC e nem toda a RCC será uma nova comunidade, pois temos na Igreja Grupos de Oração da RCC muito grandes e muito bem organizados, mas não é porque são grandes e muito organizados que se tornam uma comunidade nova, continuam sendo grupos da RCC e é isso que devem ser, para não correr o risco de trair aquilo que Deus confiou a esse movimento.
Devemos tomar muito cuidado ao observarmos uma nova comunidade, poderemos observar algumas características muito próprias de uma comunidade nova.

11902404_1044172645593068_761288424586849418_n– A primeira consiste frequentemente no fato de se tratar de grupos compostos por homens e mulheres, por clérigos e leigos, por casados, celibatários e solteiros que vivem em comunidade, seguem um estilo particular de vida sob a graça e espiritualidade de um carisma particular.

– Outra originalidade é a consagração de leigos, inclusive casais, no serviço do Reino. Embora isso não seja exatamente novo na Igreja – vejam-se as ordens terceiras, os oblatos beneditinos – mas a consciência de uma consagração de vida, que inclua pessoas casadas, que inclusive fazem vínculos (promessas, compromissos etc.) de obediência, pobreza e castidade, é, sim, uma originalidade na Igreja.

Outras características fortes das novas comunidades são:
Carisma próprio bem definido;
O carisma como já sabemos é um dom extraordinário e único dado a alguém, no caso das novas comunidades esse dom é dado a um grupo de pessoas, que desde toda a eternidade Deus o sonhara para cada um que daquela comunidade faz parte.
Claro que temos os fundadores e os co- fundadores, que estudaderemos mais a frente, mas um erro muito comum é pensar que o carisma tenha sido dado somente ao fundador, o fundador é a pessoa primeira a dar a resposta ao carisma e a quem Deus escolhe para ser o porta voz daquele carisma, mas o dom não está somente nele e sim o dom é dado a toda a Comunidade, na totalidade de seus membros.

Amor e reverência filial à Igreja através da obediência ao Papa e Bispos e da fidelidade à doutrina católica;
É impensável que alguma comunidade nova possa questionar decisões ou posições tomadas pela Igreja seja na pessoa do Papa ou dos Bispos responsáveis pelos territórios em que a comunidade esta. Seja em situações de maior rigor ou de afrouxamento da doutrina, as novas comunidades sempre deverão ser rigorosas aquilo que a Igreja já definiu como doutrina e que seus pastores tomam por critério, sem querer colocar mais peso ou tirar peso da cruz de cada irmão.
É importante aqui já ressaltar que não existe católico sem paróquia, por isso a comunidade estará sempre em algum território paroquial e com certeza trabalhará em conjunto ao padre e a paróquia ali presente, mas a comunidade nova por se tratar de um movimento ela é ligada diretamente ao diocese em que pertence, devendo total obediência e serviço ao bispo ali presente.

Forte missionaridade sob o impulso da nova evangelização;
Cada comunidade nova de acordo com o dom que Deus lhe deu encontra uma forma muito eficaz em levar a palavra de Deus ao mundo, nenhuma nova comunidade pode se fechar em si, ela deve estar aberta, deve ir além, deve ser missionária, não pensando nesse ir alem, nessa missionariedade em expansão territorial, mas verdadeiramente em um impulsionar da Palavra, no caso de nossa comunidade o nosso principal impulso evangelizador não esta no ir, mas esta no acolher, e é por meio dessa acolhida que evangelizamos mais fortemente.

Vivência comunitária sob duas formas: comunidade de aliança e comunidade de vida;
Mais adiante esmiuçaremos essas duas realidades, mas é muito comum encontramos nas novas comunidades essas duas realidades convivendo juntas, como no caso de nossa comunidade, mas pode ser que alguma comunidade tenha entre seus membros somente membros de aliança ou somente membros de vida, isso não define a qualidade da comunidade ou tamanho de importância, pois quem define isso não são os membros, é Deus e somente Deus que vai direcionando para tais situações.
O importante é se saber que deve haver nos membros o desejo de ser comunidade, ou seja o desejo de estar juntos, de realizar juntos, a consciência que um não pode ser sem o outro, a importância de se saber que estamos juntos para amar. Usando as palavras Jean Venier em seu livro “Comunidade – Lugar do perdão e da festa” podemos dizer: “ em uma fabrica os operários se juntam para trabalhar, em um exércitos os soldados se junta para combater, em uma comunidade as pessoas se juntam para amar”
Se a intenção de amar não for o principio, o meio e o fim não existem comunidade.

Chamado específico de pobreza e abandono na Providência Divina;
Como novas comunidades, somos chamados a ser contradição no mundo, hoje todos buscam um enriquecimento, uma vida tranquila e sossegada, todos se esgotam no trabalho para se ter algo, nós vamos em contra mão a tudo isso, não podemos querer nada a não ser Deus, lógico que cada comunidade vai encontrar a forma de se manter, mas não se pode ser consumido pelo serviço para arrecadar algo, pois quem sonhou a comunidade foi Deus e sob a sua providencia devemos estar abandonados.

Governo comum e organizado, vivido sob a graça da obediência;
Cada comunidade encontrará uma forma de se organizar, de acordo com sua necessidade e também orientação apostólica, mas geralmente existe uma pessoa que esta a frente da comunidade seja ela o coordenador, moderador, fundador ou quem a comunidade a essa função diretiva colocar, geralmente apoiada por um conselho dentro da própria comunidade.
Essa pessoa não é e não deve ser encarada como o chefe da comunidade, mas sim ser entendida como uma pessoa que foi escolhida por Deus para naquele momento particular direcionar a comunidade, todos os membros devem ter a certeza de que aquele irmão vive um tempo de Kairos em sua vida e na vida da comunidade e assim entendido todos os membros se colocar com fiel obediência aquilo que pelo governo da comunidade for sendo discernido.

Intenso apelo à vivência moral segundo o Magistério da Igreja, inclusive confirmado por vínculo de castidade segundo o estado de vida;
Pelo compromisso da castidade toda a comunidade vai ser vigilante ao seu andamento moral, sem nunca excluir ninguém por algum ato ou atitude realizada, mas assim como a Igreja acolhe mas orienta as comunidades assim também devem fazer.
Nas novas comunidades não podemos conceber aquilo que o mundo nos coloca como sendo moralmente aceito, é claro que recebermos pessoas que tem um histórico de uma afetividade e uma sexualidade desregulada, mas a esses devemos orientar e fazer com que busquem aquilo que a Igreja nos coloca como sendo certo, sem questionamentos.
E será pelo nosso testemunho que o mundo verá a face de um Deus casto e feliz. Mostrando que nosso corpo é templo do Espírito e não instrumento de prazer.

Presença de todos os estados e realidades de vida: homens e mulheres, clérigos e leigos, casados, celibatários e solteiros;
Nas novas comunidades o protagonismo é do leigo, por isso em alguns casos a presença do clérigo as vezes não acontece, pois a comunidade não pode ordenar um padre para ela, pois o padre, o diácono é da e para a Igreja, mas em uma nova comunidade entre os leigos deve se existir uma mistura saudável, ou seja, deve se haver homens e mulheres, solteiros e casados, cada qual respeitando o espaço e as necessidades um do outro, vivendo de forma fraterna sem buscar no outro algum tipo de compensação ou troca. Viver juntos somente por quererem estar juntos e amar um ao outro como Deus nos ama.

Vida de oração intensa, tanto pessoal como comunitária.
Outra característica importantíssima de uma comunidade é a vida de oração, a busca de intimidade com Deus da comunidade como um todo parte de cada membro que deve buscar em sua oração pessoal essa intimidade para leva-la a oração comunitária.
As novas comunidades buscam essa vida oracional intensa, como se rezassem por todos aqueles que não rezam, as novas comunidades buscam ser um com Deus e esse ser um somente vem por meio da oração.

12513670_925472817537944_7642827791966837613_oEm nossa comunidade temos momentos de oração comum a todos e obrigatórios como oração dos terço mariano, terço da providencia, terço da misericórdia, oração do ângelus, oração das laudes e vésperas e principalmente ao menos uma hora santa diante do santíssimo sacramento e a participação da santa missa. Alem desses momentos a busca de cada membro por meio da Lectio Divina, meditação e tantas outras formas de oração deve-se buscar uma intimidade com o Cristo que se doou no alto da cruz por cada um de nós.

Se não quero viver intensamente essa vida de oração ou se não quero buscar essa intimidade com Deus eu não quero ser comunidade nova.
Uma Outra característica de uma Comunidade de Vida e Aliança que está surgindo é a sua originalidade, por que como é Dom de Deus, os dons são sempre originais. São originais em si mesmas, são criativas; tem pontos em comum com outras Comunidades, mas não podem ser cópias da outra.
Como está dentro da graça da Renovação Carismática Católica, essas Comunidades Novas traz dentro delas elementos da graça desse movimento, como exercícios dos Carismas, Seminário de Vida no Espírito Santo, porém agregado à sua forma própria de realizar e de viver o seu carisma e de realizar a sua missão. Existem Comunidades Novas, mas não exercem os carismas, não vivem a experiência do Batismo no Espírito Santo, não tem esta experiência do poder e das características próprias da graça da Renovação Carismática, por que um dos pontos indispensáveis para reconhecer uma Comunidade Nova é que dentro da espiritualidade, dentro de seu carisma, da sua graça própria traga também os elementos da graça da Renovação como o Batismo no Espírito Santo, os carismas e outros elementos. Portanto, o caminho para discernir este apelo interior de Comunidade de Vida e Aliança é a ORAÇÃO. VIDA DE PROFUNDA INTIMIDADE COM DEUS.

A Igreja que nos acolhe
As Comunidades Novas são uma novidade do Espírito na Igreja de Jesus Cristo e que por ela têm sido acolhidas, através de seu Magistério, como uma esperança para a Igreja.
O Documento de Aparecida dedica um sub-capítulo aos Movimentos Eclesiais e Comunidades Novas, que começa dizendo: “Os novos movimentos e comunidades são um dom do Espírito Santo para a Igreja. Neles, os fiéis encontram a possibilidade de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente até ser verdadeiros discípulos missionários.”
Todo o apostolado de uma nova Comunidade deve ser um serviço para a Igreja, e por ela ser consumida. Nenhuma comunidade trabalha para si, ou para o seu crescimento, toda comunidade autentica deve trabalhar junto e para a Igreja, para assim revelar ao mundo a palavra de Deus e levar ao mundo a vivencia do Reino que está na Igreja.
Ninguém se define comunidade, o que nos diz ser comunidade é a Igreja, por meio da autoridade eclesial presente, ou seja por meio do Bispo, não existe comunidade sem a Igreja, ou sem estar totalmente debaixo das benção do Bispo diocesano, que é por direito e tradição os sucessores dos apóstolos.
Ainda as novas comunidades não são tidas como Vida Consagrada, por isso os bispos não podem assim reconhecê-las, mas elas veem sendo reconhecidas como Associações Privadas ou Publicas de Fieis, que ao receber o reconhecimento diocesano se torna uma associação de direito canônico reconhecida em todo o mundo católico.

O sentido fundamental
As Comunidades de Vida e Aliança prestam muitos serviços, mas não é o fundamental delas. O ponto fundamental é o carisma, é a forma de vida que Deus as chamou a viver. Tem Comunidades que o ponto fundamental delas é o serviço. Elas nascem em vista de um serviço. Elas se organizam, tem compromisso de ordem espiritual, fraterna e apostólica em vista do serviço. Elas podem estar dentro da própria estrutura da RCC ou outro movimento ou pastoral como comunidade de serviço, se ela não tem um carisma próprio, elas não podem ser chamadas de Novas Comunidade e sim se tratam de uma comunidade de serviço, pois estão a serviço da estrutura, todo seu trabalho é para auxiliar a estrutura e o andamento daquele movimento ou pastoral, claro que indiretamente ajudará a Igreja, mas essa ajuda virá por meio daquela pastoral ou movimento. Caso exista alguma comunidade que viva assim sem que possuem um carisma próprio essa não poderá ser tida como uma Comunidade Nova.
Como dito antes é importante a se saber é que uma Comunidade de Vida e de Aliança não é um estágio dentro da vida do grupo de oração ou o grupo de oração não é um estagio dentro da vida da Comunidade. Há Comunidades que serão somente comunidades e grupos de oração que serão somente grupos de oração, porque este é o desígnio de Deus a seu respeito.
Uma Comunidade de vida e Aliança não é status, não é um passo a mais no grupo de oração. Tudo depende do desígnio de Deus, da Sua vontade. Uma Comunidade nova não nasce de uma motivação humana, não é uma iniciativa nossa, não é um acordo entre amigos em vista de um trabalho que precisa ser feito. Uma nova comunidade não existe para fazer e sim para ser, não existe para fazer nada a alguém e sim para estar com alguém, não existe para trabalhar para Deus e sim para estar com Deus. As Novas Comunidades é uma iniciativa Divina. Deus vai mexendo em nosso coração, a nos inquietar, a nos chamar e a nos inspirar. Isso só nasce em um coração, ou em corações que escuta a Deus. O caminho é a vida de oração, de intimidade com Deus. Escutar a Deus para que seja gerada a Comunidade de Deus e não a minha Comunidade. O projeto de Deus, exige grandes renúncias. A Comunidade existe para Deus, por isso devemos examinar muito as nossas motivações.
Queremos fundar ou fazer parte de uma Comunidade de Vida e Aliança por que todo mundo já tem e também precisamos ter uma?
Ela é para maior glória de Deus, ou é por orgulho e vaidade?
É por status?
Para que o bispo veja?
Devemos perguntar, na fundação de uma Comunidade: Por que e para que que esta Comunidade está sendo gerada?
E por que Deus está dando um carisma?
Para o bem da Igreja e para o bem do mundo?
É para maior glória de Deus?
Ou tudo se desenvolve para objetivos mesquinhos, motivações ou planos humanos, baseado no orgulho, na inveja, na vaidade, na disputa e nos partidos?
É muito importante que posamos purificar as nossas intenções nas fundações e na pertença de uma Comunidade. Há muitas Comunidades que não nasce da inspiração de Deus; são geradas da vontade humana. Com outras acontecem o chamado, mas por não se colocarem em atitude de discernimento, precipitam-se e acabam por fazer cópias de outras que já existem. Por não saberem como executar a inspiração de Deus. Logo, cria a Comunidade que se pensa e não a que Deus quer.

Chamados as ser discípulos e não somente apostolo
Nas novas comunidades somos levados a diversas missões e se não tomarmos cuidado essas missões vão nos levando para longe de Cristo. Sim, o próprio apostolado da comunidade pode levar para longe da comunidade.
Geralmente se há tanta coisa a ser feita em nossas comunidades que nos deixamos consumir a cada instante pela missão, é claro que devemos exercer nosso apostolado com maior dedicação possível, mas uma verdadeira comunidade deve ser muito mais discípulo do que apostolo. Se não inconscientemente nossas comunidades começaram a ser elitistas, pois não começaremos a ver as pessoas como filhos e filhas amadas de Deus e que veem a nossa comunidade para amar e serem amadas e vamos passar a ver essas pessoas como o mundo as vê, vamos começar olhar para elas não pro aquilo que elas são mas sim por aquilo que elas tem a me oferecer.
Precisamos ter em mente que nem todo discípulo um dia poderá chegar a ser apostolo, mas que todo apostolo precisa antes ser discípulo. O discipulado deve ser considerado sempre mais importante que o apostolado, pois o discípulo é aquele que se debruça no colo do Senhor é aquele que ouve direto do coração de seu mestre e que permite que seu mestre escute seu coração e assim o conheça.
Vemos que é tão importante ser discípulo que quando Jesus entrega sua mãe a João, ele não fala o apostolo mais amado e sim o discípulo mais amado, pois Jesus conhecia o coração daquele discípulo, ele conhecia a verdadeira intenção presente naquele coração.
Por isso uma nova comunidade verdadeira não deve se preocupar em o que e como fazer, uma verdadeira comunidade deve se preocupar em como ser.
As comunidades novas devem se colocarem diante de Deus e dizer “Senhor Tú és Aquele que é e eu não sou aquilo que Tú és, por isso Senhor eu lhe peço vem ser em Mim aquilo que Tu és”.

A comunidade a serviço do Povo
As novas comunidades foram constituídas por Deus para ser para o povo, segundo Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Catolica Shalon, as novas comunidades são formadas por pessoas que descobriram seu Batismo e nele encontraram o seu carisma particular, a sua forma de viver o Evangelho e seguir plenamente a Cristo, ser Igreja.
“Devemos saber que somos constituídos por Deus a serviço do Seu Povo, aquele em cuja vida vamos concretizar, provar nosso amor por Deus”, afirma.
“As Novas Comunidades não são um clube, não vivem para si mesmo. São um dom e uma missão em favor dos outros. Nosso papel é consumir e doar, sacrificar a nossa vida em favor deste povo, para que ele possa, nos olhando, ver os olhos de Cristo; nos ouvindo, ouvir a Palavra de Cristo e da Igreja. E que possam, no amor e no acolhimento, se sentirem amados e acolhidos por Cristo e a própria Igreja”.
Em nossa comunidade sempre falamos que acolhemos Jesus no irmão mais necessitado, mas nosso fundador Diácono Ir. Francisco deixou em nossa Regra de Vida uma frase muito semelhante a essa do Moyses.
“Não basta ser o rosto de Cristo para o outro, mas acima de tudo é preciso enxergar o rosto de Cristo no rosto dos pobres e doentes, confesso que as duas coisas são bem difíceis” (parágrafo 2º do Art. 4º do Estatuto Canônico da CMDM)
O grande testemunho que nos novas comunidades podemos dar é exatamente esse, fazer o povo se sentir acolhido e amado. Dessa forma, as novas comunidades precisam oferecer o alimento necessário da sã doutrina, da evangelização fundamental, da boa formação cristã, católica, para que se possa formar homens e mulheres que façam a diferença neste mundo.

Finalizando
Quero finalizar usando ainda algumas colocações do fundador da Comunidade Shalon; é preciso ter consciência de que a Obra não é humana, mas de Deus. “Às vezes, corremos o risco de querer fazer tudo com nossas próprias mãos”.
Moyses ainda nos dá duas dicas fundamentais:
1 – Deus tem um projeto, uma promessa divina, e às vezes se quer realizar de modo humano. É preciso lembrar que, se a comunidade é autêntica, deve ser um projeto de Deus. É o espírito de escuta e obediência à vontade de Deus que sela essa autenticidade;
2 – “Não comecem pelo telhado”. Moysés cita que há comunidades que mal começaram a dar os primeiros passos e já têm grandes estruturas. Em primeiro lugar, o carisma precisa ser acolhido, compreendido e entendido para ir se institucionalizando, não começar pelo contrário, com regras e estatutos antes mesmo de a Comunidade existir concretamente. “É Deus quem precisa estar no comando e condução”, afirma.

DSC_0004-350x250RESUMINDO
As comunidades novas baseiam-se em novas inspirações adaptadas dos institutos de Vida Consagrada da Igreja Católica, tendo como grande diferencial a Vida Comunitária ser formada por Sacerdotes e leigos, homens e mulheres em uma mesma Comunidade devidamente dividida mais trabalhando junto em prol da Evangelização ou Promoção da Dignidade Humana.
Tais formas de vida comunitária em vista da Evangelização existem desde o fim do século XX, se expandindo pelo mundo todo em diversas novas comunidades, e ainda hoje aguardam um futuro enquadramento canônico enquanto são muito bem vistos pela hierarquia católica, sob a qual existem em esforçado serviço e auxílio. É formada por leigos e padres engajados como um passo a mais em seus engajados projetos de evangelização diocesanos oriundos comumente da Renovação Carismática Católica.
Devido a essa sua origem também são conhecidas por Comunidades Carismáticas, e teve seu apogeu na convocação feita por sua Santidade o Papa João Paulo II em 1998, no Vaticano onde reunindo-se com milhares de Comunidades do Mundo Inteiro reconheceu sua existência e lhes deu o grande impulso motivador na Igreja.

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Uma resposta para “O que são as Novas Comunidades”

  1. Maria Menezes disse:

    O Artigo me ajudou bastante a clarear as idéias e principalmente aquietar o coração!

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