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Noticias da Comunidade › 23/07/2016

NOSSO FUNDADOR ESTEVE NA CÂMARA DE BATATAIS

5874258d-fea2-4a57-8c7c-e25540d48c0aNo ultimo dia 19/07/2016, os membros da Comunidade Missionária Divina Misericórdia, se fizeram presentes na seção ordinária da Câmara Municipal de Batatais, pra junto com membros de outras entidades solicitar junto ao poder legislativo daquela cidade que possam cobrar da prefeitura daquela cidade que quite seus débitos com as entidades assistenciais daquela cidade.
Ao nosso presidente foi dado a palavra em plenário e o mesmo falou em nome de todas as entidades do município, solicitando e reforçando a importância desses débitos serem quitados para que a população da cidade, em especial a mais necessitada possam continuar tendo seus atendimentos realizados por meio das instituições sem redução dos serviços oferecidos.

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Exmo. Sr. REGINALDO DE OLIVEIRA Presidente desta casa legislativa na pessoa de quem aproveito para cumprimentar os demais edis presentes
Representantes e usuários de nossas as entidades
Senhoras e senhores
Os senhores não podem fazer idéia do que significa estar aqui neste momento, sinto-me como estar entre a Cruz e a espada, mas não poderia fugir a responsabilidade em momento tão delicado pelo qual passa nossas entidades aqui representadas. Por isto antes de prosseguir quero deixar bem claro que não é meu objetivo e sei que muito menos é objetivo de qualquer entidade que se faça uso político partidário do que aqui falarmos ou do que viermos fazer.

Não queremos travar batalha jurídica ou de qualquer outra natureza com quem quer que seja e muito menos com a prefeitura ou com o prefeito, mas queremos uma solução. Não seremos levianos de querer simplesmente culpar este ou aquele; pois bem sabemos a dimensão da crise econômica, politica e moral em que encontra atolado nosso Brasil.

É muito simplório olhar para nossas entidades e mandar cortar custos, mas aí perguntamos:
– Reduzir o número de funcionários. OK; mas se não estamos conseguir manter a folha em dia como fazer acertos trabalhistas?
– Buscar outras fontes de recursos. OK; mas daqui a pouco se já não for realidade como conseguir certidões negativas?

– Fazer eventos. Santo Deus daqui a pouco nossas assistentes sociais ao invés do curso de serviço social vão ter que fazer culinária; as psicólogas fazer propaganda e marketing. Com certeza vocês vereadores quando veem a aproximação de algum de nós pode até não falar, mas pensa: Lá vem ingresso de bingo e jantar. Ninguém aguenta mais. Ao invés de desenvolver nosso trabalho para proporcionar atendimento digno ficamos preocupados com venda de ingressos, salão, etc. É até salutar que se faça alguns eventos por ano, mas o que não se pode é fazer dois ou três por mês.

– Nos socorrer na iniciativa privada é que mais nos envergonha, pois se não bastasse o sufoco pelo qual passa nossos empresários; fica até engraçado que ao chegar à porta da indústria ou comércio me encontro com o pessoal do São Vicente e ao sair vejo a ABADEF entrar; isto soa esquisito; pois eles pagam impostos justamente para que o arrecadado seja revertido nas politicas públicas em especial as de inclusão social.
– Dispensar serviços. OK; mas perguntamos:
a) Será que o Dirceu pode pegar as senhorinhas da enfermaria e colocar na calçada?
b) Poderia o Elder Rinhel mandar as crianças para casa sem se importar com o ano letivo?
c) E o que dizer dos doentes e outros usuários da APAE ficariam sem atendimento?
d) Nas creches como fariam as mães e pais que trabalham se suas crianças fossem dispensadas por falta de alimentação.

e) Eu não posso daqui a poucas horas chegar para os cadeirantes, cegos, sequelados de AVC que estão na CMDM e dizer a eles que não temos comida para jantar, ou que a água para o banho será fria por falta de energia.

Já cortamos na carne tudo o que podíamos cortar, aliás, já estão cortando de nós o telefone, a energia, o crédito, etc. Só não irão cortar nossa coragem de lutar até o fim pelos nossos usuários que são realmente os mais afetados pela politica atual.

Saibam os senhores que estamos procurando o caminho da transparência, da serenidade e da legalidade e os senhores são os legítimos representantes do povo e este mesmo povo é que vira aqui cobrá-los, caso haja interrupção na prestação de serviço por parte das entidades.

Faço aqui uma breve explanação sobre a CMDM que não é muito diferente das outras entidades, ou seja, o que nos devem e teria que ser repassado talvez não chegue a 5 ou 10% do que gastamos com dinheiro de outras fontes; mas este é nosso e esta fazendo falta; pois não teríamos assumido compromissos se não houvesse previsão.

Traduzindo em números: excetuando a Casa abrigo Moisés de Oliveira temos sete casas onde atendemos em média 150 (cento e cinquenta) pessoas por dia, em pensão completa, ou seja, 150 cafés da manhã, 150 café da tarde, 300 almoço/janta (9.000) por mês, banho, sabonete, pasta de dente, toalha, gás de cozinha, papel higiênico, etc. Sem contar salários, FGTS, IPVA, INSS, IPTU, CPFL, CTBC e outros.

Sabem quanto a prefeitura teria que repassar de subvenção: algo em torno de 7.000,00 por mês. Logo usando de parâmetro vosso salario de vereador não ficaria difícil imaginar a distância entre uma coisa e outra, ou seja, entre o que recebemos e que verdadeiramente gastamos. É UM ABISMO.

Citei a CMDM que é uma entidade pequena, imaginem vocês a APAE, São Vicente, ABADEF, Lazzarini, Menino Jesus. Outro detalhe que não pode passar despercebido é a questão dos voluntários, todas as entidades trabalham com dezenas deles e diria que nenhuma tem mais do que a CMDM. Aqui estão alguns irmãos da CMDM e desafio a provar que alguns deles têm registro em carteira.

7be39064-f5c8-4c9b-a0ef-b7bf793bf11dOs voluntários de todas as entidades trabalham por dedicação e amor ao próximo. Orgulho-me de todos eles, mas ao mesmo tempo me envergonho por não poder dar o mínimo necessário de condições para executar de forma adequada seu trabalho. Envergonho-me de ver que pagam do próprio bolso viagens, cursos, alimentação, usam seus veículos sem nada cobrar e se não bastasse tudo isto muitos ainda são sócios colaboradores de suas entidades.

Não queremos ser o patinho feio. Parece que estamos pedindo favor, sempre de chapéu na mão. É uma utopia, mas é como se estivéssemos a mendigar algo que de direito e de fato é nosso.

Nossa principal reinvindicação é uma solução rápida para que não se estabeleça o caos em nossas entidades.

SIM, COM TODAS AS LETRAS É UM PEDIDO DE SOCORRO!

Juntos: Nós as entidades, o legislativo, o Executivo e porque não o Judiciário podemos de forma civilizada encontrar uma saída que evite à interrupção da prestação de serviços necessários a tão sofrida parcela de nossa população.

Tome a frente Legislativo de Batatais, façam alguma coisa por nós! Com a Palavra o Legislativo de Batatais de quem esperamos não faltar conosco! Muito Obrigado.

Diácono Irmão Francisco
Presidente da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
Representando todas as entidades assistenciais de Batatais

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