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História dos Santos › 15/09/2017

Nossa Senhora das Dores

14370038_1071478706270687_7636175262650004039_nNeste dia quinze de setembro lembramos a memória de Nossa Senhora das Dores. “Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”
O novo calendário romano, em sintonia com a Constituição sobre a Igreja do Concílio Vaticano II, enfatizou o papel de Maria na redenção, no tocante a sua particular dependência do Filho. Mesmo a festividade deste dia segue essa diretiva conciliar, propondo a nossa reflexão o momentoque resume a indizível dor de uma paixão humana e espiritual única: a conclusão do sacrifício de Cristo, cuja morte na cruz é o ponto culminante da redenção e da “co-redenção” de Maria, uma vez que, como mãe, ela vive na própria alma os sofrimentos do Filho.
A teologia e a piedade cristã na Idade Média puseram em relevo a Paixão de Cristo e a compaixão de Maria, o Homem das dores e a Dolorosa. O Stabat Mater, de Tiago de Todi, é o exemplo mais notável. A lírica intensidade deste Pranto comoveu gerações no devoto exercício da via-crúcis.
A devoção a Nossa Senhora das Dores fixou, simbolicamente, em sete as dores da co-redentora, segundo outros tantos episódios narrados no Evangelho: a profecia do velho Simeão (uma espada te trespassará a alma); a fuga para o Egito; a perda de Jesus aos 12 anos, durante a peregrinação a Jerusalém; a caminhada de Jesus até o Gólgota; a crucifixão; a deposição da cruz e a sepultura.
A Ordem dos Servos de Maria, que inicialmente tinha como nome Companhia de Maria Dolorosa, obteve em 1667 a aprovação das celebrações litúrgicas das sete dores de Maria, que Pio VII inseriu no calendário romano, colocando-as no terceiro domingo de setembro. São Pio X fixou a data em 15 de setembro e o novo calendário litúrgico, embora reduzindo a celebração a simples memória, conservou-a com a denominação mais apropriada de Nossa Senhora das Dores, enfatizando a co-participação da mãe nas dores do Filho crucificado e no mútuo amor sacrificial e sofredor de Jesus e Maria
Retirado do livro: ‘Os Santos e os Beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente’, Paulinas Editora.

EIS AÍ A TUA MÃE
A gloriosa Virgem Maria pagou o nosso resgate como mulher corajosa, com amor de compaixão por Cristo. Diz o Evangelho de São João: A mulher, quando está para dar à luz, sente angústia, porque chegou a sua hora (16,21). A bem-aventurada Virgem Maria não experimentou as dores que precedem o parto, porque não concebeu em pecado, como Eva, contra quem foi pronunciada aquela maldição; a sua dor veio-lhe depois: Ela deu à luz na cruz. As outras mulheres conhecem a dor corporal, Ela experimentou a dor do coração. As outras sofrem uma alteração física, Ela sofreu a compaixão e a caridade. A bem-aventurada Virgem Maria pagou o nosso resgate como mulher corajosa, com amor de misericórdia pelo mundo, e, sobretudo pelo povo cristão: Pode a mãe esquecer-se do seu filhinho, pode deixar de ter amor pelo filho das suas entranhas? (Is 49,15) Isto pode ajudar-nos a compreender que todo o povo cristão saiu das entranhas da Virgem gloriosa. Que Mãe a nossa! Imitemo-la e sigamo-la no seu amor. Ela sentiu tal compaixão pelas almas, que teve em nada qualquer perda material e qualquer sofrimento físico. Fomos resgatados a alto preço! (1Cor 6,20). São Boaventura (1221-1274), franciscano e doutor da Igreja Os sete dons do Espírito Santo.

 

 

14368657_1071587529593138_6014671307094229627_nSEQUÊNCIA DE NOSSA SENHORA DAS DORES
Ó santa mãe, por favor,
Faze que as chagas do amor
Em mim se venham gravar.

O que Jesus padeceu
Venha a sofrer também eu,
Contigo sempre chorar!

Quero ficar junto à cruz,
Velar contigo a Jesus
E o teu pranto enxugar.

Virgem mãe tão santa e pura,
Vendo eu a tua amargura,
Possa contigo chorar.

Que de Cristo eu traga a morte,
Sua paixão me conforte,
Sua cruz possa abraçar!

Em sangue as chagas me lavem
E no meu peito se gravem,
Para não mais se apagar.

No julgamento consegue
Que às chamas não seja entregue
Quem soube em ti se abrigar.

Que a santa cruz me proteja,
Que eu vença a dura peleja,
Possa do mal triunfar!

Vindo, ó Jesus, minha hora,
Por essas dores de agora,
No céu mereça um lugar.

 

NOSSA SENHORA DAS DORES – Rogai por nós!

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