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Ano B, Santoral › 24/06/2018

Natividade de São João Batista

24/06/2018 

Amados irmãos e irmãs

A natividade de João Batista, único santo, além da Virgem Maria, que no calendário da Igreja, tem comemorado o seu nascimento, se reveste de fundamental importância na história da salvação, justamente por ser um elemento divisor entre o tempo chamado das promessas, e o tempo do cumprimento das mesmas; no tempo do Antigo Testamento Jesus era uma promessa, no entanto para nós hoje Jesus é uma realidade.
O nome de João (Deus concedeu a sua graça – Deus é favorável). é de origem divina (cf. 1,13) e temos que ver neste nome o nosso nome uma vez que somos convocados a anunciar que o reino de Deus já está no meio de nós.
Por isto nós cristãos católicos não podemos ficar apenas na popularidade e nas festas juninas aonde iremos nos divertir muito, mas não iremos anunciar nada sobre o reino; pois nestas festas já não há lugar para o dono da festa.
Hoje tanto quanto no Israel antigo em meio aos sofrimentos físicos e morais, às vezes o desânimo toma conta do coração e se perde a fé; mas muitos ainda guardam no coração a esperança de que pelo amor o bem vencerá.
São Máximo, bispo de Turim em seu Sermão 99; PL 57, 535 nos ensina: “Com razão pode João Batista dizer de Nosso Senhor: Ele é que deve crescer, e eu diminuir (Jo 3,30), porque ainda hoje tem lugar o que essa afirmação nos diz; com efeito, os dias começam a crescer quando nasce o nosso Salvador, e a diminuir quando João nasce, quer dizer, é evidente que o dia fica mais comprido logo que nos nasce o Salvador, e menor quando nasce o último dos profetas. Foi no preciso momento em que a duração da noite ultrapassava a do dia que, de repente, a vinda do Senhor projetou todo o seu esplendor; e se o seu nascimento afastou dos homens as trevas do pecado, a sua vinda pôs fim à noite e trouxe-lhes a luz do dia claro.
De João, o Senhor diz que é uma lâmpada: João era uma lâmpada ardente e luminosa (Jo 5,35). Ora, a luz da lâmpada empalidece assim que brilham os primeiros raios do sol; a sua chama perde força, vencida pelo esplendor duma luz muito mais radiosa, e qual será o homem sensato que quererá servir-se duma lâmpada em sol aberto?
Na primeira leitura o profeta Isaías nos fala do chamado de um profeta que já é escolhido no ventre da mãe para ser servo e luz das nações, para propagar a salvação até os confins do mundo. Como vemos a tarefa de um profeta; e todos nós somos chamados a sê lo; não é nada fácil. Ser luz das nações é fazer a diferença onde reina as trevas.
Na segunda leitura do livro dos Atos dos apóstolos vemos que Paulo nos fala de outro profeta e no caso ele se refere a Davi que é aquele, que fará todas as vontades do Senhor e por isto é homem segundo o coração de Deus. O profeta não faz sua vontade, mas sim a vontade de Deus.

Rezemos com o Salmista: Senhor, vós me sondais e conheceis. Fostes vós que me formastes as entranhas e, no seio de minha mãe, vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis; nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis quando eu era modelado ocultamente, era formado nas entranhas subterrâneas. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Isaías 49,1-6
Salmo: 138/139 
2ª. Leitura: Atos 13,22-26 
Evangelho: Lucas 1,57-66.80

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