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Santoral › 08/09/2018

NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA

Amados irmãos e irmãs 

“Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco”.
O nome desta virgem é Maria e a bíblia não nos dá informações sobre o nascimento dela e nem detalhes sobre sua família; mas ela foi uma realidade importante do projeto divino da nossa salvação.
De Maria padre Dehon nos diz: Que alegria no céu! Que cânticos de alegria entre os anjos quando Maria nasceu! Informados pela mensagem do Arcanjo Gabriel, sabiam que era a aurora da salvação dos homens. Maria ocupa um importante lugar nas promessas, nas figuras, na redenção! Ela é como que a aurora que precede o sol, como a lua que reflete os raios do astro-rei. É a nova Eva, a mãe espiritual dos homens, é Judite que será vitoriosa sobre o inimigo do povo de Deus. É Ester que alcançará misericórdia para o seu povo. É a esposa dos cantares, cuja poesia sagrada cantou a união com Jesus. Foi ela que Adão entreviu quando Deus lhe disse que uma mulher esmagaria a cabeça da serpente. Deus tinha-a em vista quando prometia a Abraão, aos patriarcas, a David, que o Salvador brotaria da sua estirpe. Ela é o tronco de Jessé que havia de dar a flor escolhida, conforme a profecia de Isaías.
Esta memória surgiu na Igreja do Oriente no século IV e conforme escritos apócrifos teriam encontrado o lugar onde moravam os pais de Nossa Senhora Joaquim e Ana; ali construíram uma Igreja. Na Igreja romana; as primeiras celebrações surgem no século VII. Beato Guerric de Igny, abade cisterciense no 1º sermão para a Natividade de Maria nos diz: Hoje celebramos o nascimento da bem-aventurada Virgem Maria, de quem nasceu Aquele que é a vida de todos. Hoje nasceu a Virgem de quem quis nascer a salvação de todos, para dar àqueles que nasciam para morrer a possibilidade de renascerem para a vida. Hoje nasceu a nossa nova mãe, que apagou a maldição de Eva, nossa primeira mãe. Assim, através dela, somos herdeiros da bênção, nós, que por causa da primeira mãe tínhamos nascido sob a antiga maldição. Sim, Ela é na verdade uma nova mãe, uma mãe que renovou a juventude dos filhos envelhecidos, que curou o mal dum envelhecimento hereditário e de todas as outras formas de envelhecimento que lhe tinham sido acrescentadas. Sim, Ela é na verdade uma nova mãe, que dá à luz um filho através dum prodígio novo, permanecendo virgem, Ela é a que deu ao mundo Aquele que criou o mundo. Que novidade maravilhosa, a dessa virgindade fecunda! Mas ainda mais maravilhosa é a novidade do fruto que Ela deu ao mundo. Perguntas a ti próprio como é que uma virgem deu à luz o Salvador? Da mesma forma que a flor da vinha espalha o seu perfume. Muito tempo antes do nascimento de Maria, o Espírito que iria habitar nela tinha dito em seu nome: Tal como a vinha, produzi um doce perfume (cf Sir 24,17 Vulg). Como a flor não se alterou por ter dado o seu perfume, assim a pureza de Maria não se alterou por ter dado à luz o Salvador. E também tu, se te mantiveres casto, não apenas a tua carne reflorirá (cf Sl 27,7), mas descerá sobre ti uma santidade vinda de Deus. O teu olhar já não errará, desregrado e perdido, mas será embelezado pelo pudor; toda a tua pessoa ficará ornada pelas flores da graça e da pureza.
Precisamos entender “predestinação” no sentido universal da palavra. Todos nós somos predestinados à salvação, chamados por Deus para ser salvos. Mas há também o significado de predestinação como escolha. Sim, Deus escolhe alguns para que sejam cooperadores, colaboradores d’Ele no plano da salvação. Ainda que todos nós sejamos chamados a colaborar, há aqueles que, de um modo mais direto, contribuem mais incisiva e plenamente com toda a sua vida no processo de salvação da humanidade.
Padre Roger da CN diz que Maria assume um plano singular nos desígnios de Deus; pois foi escolhida no coração do Pai, pensada por Ele desde o momento do pecado e da queda de Adão e Eva no paraíso. A ela foi destinado o papel de ser a nova mulher, a nova Eva, aquela que seria a Mãe do Filho de Deus, o Salvador de toda a humanidade. A escolha de Maria é dom gratuito e amoroso de Deus; foi Ele que a amou, foi Ele que a escolheu e chamou! Algumas pessoas, por preconceito, por visões erradas, por mentalidades distorcidas, têm muita dificuldade para amar Maria. Não tenha medo de amá-la. Assim como o anjo disse a José: “não tenha medo de receber Maria como sua esposa”, não tenha medo de receber Maria como mãe, pois quem a amou primeiro foi Deus. Se Deus a amou muito, nós não podemos amá-la pouco!
Da profecia de Miquéias vemos a exaltação de Belém: “Mas tu, Belém de Éfrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel”. Podemos sem medo de errar dizer que hoje exaltamos a pequenez de Maria escolhida entre tantas mulheres para ser aquela de onde sairia o Rei dos Reis.
Rezemos com o Salmista: Uma vez que confiei no vosso amor, meu coração, por vosso auxílio, rejubile, e que eu vos cante pelo bem que me fizestes! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Mq 5,1-4a
Salmo: Sl 70,6;12,6
Evangelho: Mt 1,18-23

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