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Liturgia diária › 15/12/2017

Sexta Feira – 2ª. Semana do Advento

Amados irmãos e irmãs
“Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: Ele está com um demônio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores”.
Jesus contempla tudo e nada escapa de seu olhar. Ele observa tudo: para depois tirar alguma lição para a própria vida das pessoas. Basta ler todas as parábolas de Jesus e logo confirmaremos a verdade de tudo o que foi dito. Para Jesus a vida cotidiana serve como se fosse um grande livro divino onde ele lê página por página, dia após dia.
Os contemporâneos de João Batista que procuram a todo o custo o prazer consideram João Batista como louco; porque tinha vida austera, mas na verdade sua vida era uma crítica severa àqueles que sacrificavam tantas pessoas em nome do prazer. Nosso coração não está sedento de prazer, de poder, de fama, de riqueza e sim de sentido. Eles achavam que a felicidade estava na bebida, na comida e prazeres desregrados, quando na verdade a felicidade está nas pessoas generosas, solidárias, compassivas, prestativas, atenciosas, confiáveis, mansas e amorosas. Um princípio máximo é o de que ao fazer alguém feliz, nós seremos felizes verdadeiramente.
Se com João foi assim com Jesus também embora o modo de agir fosse totalmente diferente. Ele trouxe vida em abundância para todos, comia e bebia com os excluídos (pecadores, publicanos, prostitutas, doentes etc.). Ele anunciava um Deus que não exclui; que convida para a festa com Ele todos os homens. E foi justamente por causa desta maneira de viver e conviver que Ele foi chamado de “comilão” e “beberrão”.
Somente os simples de coração têm a capacidade de entender tudo isto. Se para Deus tudo é simples, para o simples tudo é divino. A simplicidade é a transparência no olhar, a retidão no coração e no comportamento e a verdade no que fala. A simplicidade é a sabedoria dos santos.
Ao olharmos para João Batista somos convidados a fazer obras de penitência; tirar as máscaras para viver na transparência, renunciar a olhar apenas de um ângulo sobre a vida e seus acontecimentos, aprender o olhar tudo a partir de Jesus Cristo: um olhar de um irmão.
Ao olharmos para Jesus somos convidados a viver com alegria o perdão que não exclui; que não se reduz a uma mera palavra, um olhar que nos faz aceitar as falhas e fraquezas dos irmãos na medida em que também temos falhas e fraquezas. Um olhar de quem ama e é amado.
São Clemente de Alexandria nos ensina no Protréptico, 9, 87-88; SC 2 que ninguém é tão tocado pelas exortações dos outros santos como pelas do Senhor, com todo o seu amor pelos homens, pois a sua única preocupação é salvar o homem. Assim, pois, para mais depressa levar os homens a salvarem-se, Ele exclama: O Reino dos céus está próximo (Mc 1,15), procurando converter os homens que se aproximam dele. Do mesmo modo, o apóstolo do Senhor torna-se intérprete da voz de Deus: O Senhor está perto; para que aquele dia não vos surpreenda como um ladrão (cf Fl 4,5; 1Ts 5,4). Mas vós sentis tão pouco temor, ou antes, sois tão incrédulos que não credes, nem no próprio Senhor nem em Paulo, sobretudo quando este é preso por Cristo? (Fil 1,13) Saboreai e vede como é bom o Senhor! (Sl 33,9) A fé introduzir-vos-á, a experiência ensinar-vos-á, as Escrituras, qual pedagogo, guiar-vos-ão. Elas dizem-vos: Vinde, meus filhos, ouvi-me. Eu vos ensinarei o temor do Senhor; e depois, quando já cremos, acrescentam: Quem é o homem que ama a vida e deseja largos dias? (Sl 33,12-13) – Somos nós, diremos, os adoradores do bem, os émulos dos bons. — Escutai então, “vós que estais longe”, escutai, “vós que estais perto” (Is 57,19). O Verbo não Se escondeu de ninguém; Ele é uma luz comum, que brilha para todos os homens, pois para Ele não há estranhos.
Corramos, pois, para a salvação, para o novo nascimento. Apressemo-nos, nós que somos muitos, a reunir-nos num só rebanho (Jo 10,16), persigamos a unidade seguindo apenas a Cristo. Assim, a união de muitas vozes, quando a sua dissonância e a sua dispersão tiverem sido submetidas à harmonia divina, constituirá finalmente uma única sinfonia. E o coração, obedecendo ao seu mestre, o Verbo, apenas encontrará repouso na própria verdade, quando puder dizer: Abba, Pai (Mc 14,36).
Na leitura do livro de Isaías o profeta nos fala que ao cancelarmos a presença de Deus de nossas vidas nós deixamos de aprender d’Ele,de ser conduzidos por Ele e isto nos causa sério prejuizo inclusive a nossa descendência. Não observamos os seus mandamentos e assim deixamos de ter a verdadeira paz; não podendo dizer que fomos libertados. Precisamos aplicar aqui o lema da CF de 2014: ‘ Foi para a liberdade que Cristo nos libertou”!
Rezemos com o Salmista: Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. Amém.

Reflexão feita por Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Is 48,17-19
Salmo: 1
Evangelho: Mt 11,16-19

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