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Liturgia diária › 25/06/2018

 Segunda Feira – 12ª. Semana Comum

Amados irmãos e irmãs

No evangelho, Jesus recomenda que não julguemos os outros. Ele também não julgou, mas entregou-se para salvação de todos. Deu a vida para que todos tenham vida. O seu juízo sobre o mundo é a cruz, um amor sem limites e misericordioso para com todos, sem qualquer exceção.
Nos dias de hoje em nossas comunidades o grande pecado ainda são as divisões e as tais lideranças que se preocupam excessivamente só com a sua pastoral ou movimento, não dando muita importância a comunhão com a paróquia como um todo. Tomem cuidado irmãos com aquelas pessoas que apesar de toda a aparência de piedade só abre a boca para falar da trave do olho dos outros e falam mal dos padres, do bispo e da Igreja; pode até parecer que se trate de algum fofoqueiro; mas mesmo na inocência pode existir segundas intenções em tudo isto. O fofoqueiro aponta o erro do outro por vício, o falso aponta o erro para prejudicar e o cristão aponta o erro para corrigir fraternalmente.
Hoje o que mais leva a pessoa de forma consciente tornar se falso profeta é a questão econômica. “Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios…” (2Pd 2,1-3). Os falsos profetas pregam uma coisa, mas fazem outra; ou seja, seus frutos (vida e obras) não condizem com a semente que lançou pela boca (palavra) e aparência externa.
A vida comunitária exige que cada um acolha os outros como realmente são, com a sua personalidade e funções, com as suas iniciativas e limitações. Não devemos julgar ninguém.
Devemos sim fazer a correção fraterna tem o objetivo de educar, de ajudar o irmão a vencer os seus defeitos, mais não tem o objetivo de condená-lo. Precisamos e devemos corrigir os nossos filhos, os nossos alunos, os nossos funcionários, enfim, os nossos irmãos. De preferência, chamando-os num canto, e colocando às claras o que eles têm feito de errado e que não pode de jeito algum continuar, para o bem daquela comunidade, para o bem da Igreja, da empresa, da firma, para o seu próprio bem. Mas excluir este irmão da comunidade é o mesmo que condená-lo. E, uma comunidade que prega a inclusão não pode em hipótese alguma, excluir em nome de Jesus, por que Jesus não excluiu. Não podemos negar que existem pessoas perigosas, doentes mentais, psicopatas, etc., pessoas que a gente só pensa que existem em filmes de suspense ou de terror. Quanto a estes, realmente precisamos ter cuidados especiais, entregando-os para Deus, rezando muito por eles, mais não nos esquecendo de orientá-los a procurar auxílio médico.
Santa Teresa de Ávila, carmelita descalça e doutora da Igreja em sua obra O castelo interior, 5ª morada, 3, 10-11 nos ensina “ Minhas irmãs: como é fácil reconhecer entre vós aquelas que têm verdadeiro amor ao próximo e aquelas que o têm num grau inferior! Se compreendêsseis bem a importância desta virtude, não teríeis outra preocupação. Quando vejo pessoas muito ocupadas em examinar o seu recolhimento e tão imersas em si mesmas quando o praticam que nem ousam mexer-se para não desviar o pensamento, com medo de perderem um pouco do gosto e da devoção que aí encontram, penso que compreendem muito mal o caminho que conduz à união. Imaginam que a perfeição consiste nessa maneira de fazer as coisas.
Não, minhas irmãs, não. O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário. E tudo isto não tanto por amor dela, mas porque é essa a vontade do nosso Mestre. Eis a verdadeira união com a sua vontade.
Na leitura do segundo livro dos Reis vemos que os reinos de Israel e de Judá, depois da morte de Eliseu, passaram por diversas vicissitudes que iriam culminar com a tomada de Samaria, capital de Israel (722), pelo rei da Assíria, depois de três anos de cerco. A catástrofe das tribos do reino do Norte é consequência do juízo de Deus, motivado pela infidelidade à Aliança, apesar dos repetidos avisos dos profetas.

Rezemos com o Salmista: Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas? Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele vai esmagar o opressor. Amém

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 2Rs 17,5-8.13-15a.18
Salmo: 59 
Evangelho: Mateus 7,1-5

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