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Liturgia diária › 11/01/2018

Quinta Feira – 1ª. Semana Tempo Comum

Amados irmãos e irmãs
“Aproximou-se de Jesus um leproso, suplicando-lhe de joelhos: Se queres, podes limpar-me. Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: Eu quero, sê curado.”
Na época de Jesus todas as doenças eram consideradas como um castigo de Deus, mas a lepra era o próprio símbolo do pecado e era considerada como castigo divino por excelência (cf. Dt 28,27-35). O leproso era excluído do convívio da comunidade. Somente Deus poderia purificar alguém da lepra. A atitude de Jesus visa esclarecer que Deus não só pune e castiga, aliás, Ele sequer nos trata segundo as nossas faltas.
“Senhor, se queres, podes me purificar”. A oração desse leproso é breve e confiante. O leproso se aproxima de Jesus porque acredita no poder de Jesus para curá-lo. Jesus se apresenta como amigo do sofredor, do abandonado e se aproxima dele para dizer que o sofredor não está sozinho. Jesus não tem medo de ficar “impuro” e aqui é preciso fazermos uma reflexão de quantas vezes deixamos de ajudar um irmão por medo ou preconceito?
O fato da proibição de espalhar a cura é que Jesus não quis mostrar-se superior á Instituição Religiosa, ele respeitou o rito de purificação do templo, embora tivesse mostrado que só Ele é quem faz a verdadeira purificação do Ser Humano. Esse evangelho apenas quer ensinar que os ritos são sinais de uma ação Divina em nossa vida. Não se deve ficar só no rito, mas nele fazer uma experiência profunda de Deus. Nós temos os Sacramentos, que devem ser vividos e não apenas celebrados.
O Papa Francisco na Encíclica Lumen fidei / A luz da fé, §§ 56-57 nos ensina que a fé é uma força consoladora no sofrimento. O cristão sabe que o sofrimento não pode ser eliminado, mas pode adquirir um sentido: pode tornar-se ato de amor, entrega nas mãos de Deus que não nos abandona e, deste modo, ser uma etapa de crescimento na fé e no amor. A luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para muitos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá. Compreenderam o mistério que há neles; aproximando-se deles, certamente não cancelaram todos os seus sofrimentos, nem puderam explicar todo o mal. A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho.
Ao homem que sofre, Deus não dá um raciocínio que explica tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha, duma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz. Em Cristo, o próprio Deus quis partilhar conosco esta estrada e oferecer-nos o seu olhar para nele vermos a luz. Cristo é Aquele que, tendo suportado a dor, Se tornou autor e consumador da fé (Hb 12, 2).
Na leitura do primeiro livro de Samuel vemos que a Arca da Aliança representa o Deus no meio do povo. Assim como ela provoca medo nos adversários se não vigiarmos ela será tirada da nossa presença. Ainda hoje o inimigo tira Deus do nosso meio. Por isto é preciso vigiar.
Rezemos com o Salmista: Agora nos deixastes e humilhastes, já não saís com nossas tropas para a guerra! Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, os adversários nos pilharam à vontade. Levantai-vos, ó Senhor, por que dormis? Despertai! Não nos deixeis eternamente! Por que nos escondeis a vossa face e esqueceis nossa opressão, nossa miséria? Libertai-nos, Senhor, pela vossa compaixão! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1 Samuel 4,1-11
Salmo: 43/44
Evangelho: Marcos 1,40-45

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