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Santoral › 14/05/2016

FESTA DE SÃO MATIAS

Amados irmãos e irmãs

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“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”. Parece tão simples, mas nós conseguimos complicar tudo. O amor não possui regras complicadas; o amor consiste em apenas amar; mas nós conseguimos complicar tudo ao querer impor ao amor de Deus condições meramente humanas. O amor não é humano, ele é divino!

A descoberta de que Deus nos ama tanto, e de maneira apaixonada em Jesus, faz a gente se tocar, a vida ganha um novo sentido e isto só é possível se observarmos o que Ele nos ensinou ou seja: “ Permanecei em mim”! Isto porque Ele é amor.

No evangelho de hoje João escreveu nove vezes o verbo amar o que parece uma dose estratosférica, mas na verdade sabemos que o amor de Deus é ilimitado, infinito; afinal de contas Ele é o “Amor”.

Quem ama quer o outro sempre junto, e aqui, o poder de Deus torna-se frágil diante da liberdade humana, Deus não pode nos manter junto dele, sem o nosso consentimento, sem a nossa vontade!

Com certeza você ama alguma ou algumas pessoas e neste caso o que você quer é apenas amar; não se importando com a indiferença do amado. Claro que as vezes isto te faz sofrer , mas não se torna motivo para deixar de amar. Você as vezes é até chamado de “bobo”,mas o amor é assim. Dizem que o amor é cego, mas diríamos que ele além de cego é surdo e por vezes mudo.

Por isto que às vezes ouvimos um amante dizer: “Não tem problema, eu só quero amá-lo, não precisa que ele me ame”.

Pronto, chegamos a um ponto culminante da nossa reflexão, Deus quer e sempre quis, e sempre vai querer nos amar, mesmo que não seja correspondido, o seu amor Ágape é o amor oblativo, é o verdadeiro e único amor, enquanto que o nosso jeito de amar é ainda tão pequeno.

O Papa Francisco na Exortação apostólica Evangelii Gaudium / A Alegria do Evangelho nos ensina: O encontro pessoal com o amor de Jesus que nos salva: a primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, a experiência de sermos salvos por Ele, que nos impele a amá-lo cada vez mais. Com efeito, um amor que não sentisse a necessidade de falar da pessoa amada, de apresentá-la, de torná-la conhecida, que amor seria? Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para lhe pedir que volte a cativar-nos. Precisamos implorá-lo a cada dia, de pedir a sua graça para que abra o nosso coração frio e sacuda a nossa vida tíbia e superficial.
É preciso que estejamos cheios do Espírito Santo e isto significa se encher de amor e o maior sinal visível para nós deste amor é a Eucaristia onde Ele se doa, se entrega como alimento a ser partilhado única e exclusivamente porque nos ama.

No livro dos Atos dos apóstolos vemos a liderança de Pedro ao propor um substituto para Judas e em especial a forma como escolhem,ou seja oram sobre os nomes indicados. Muitas vezes hoje deveríamos nós também agir da mesma forma quando tivéssemos que escolher algum agente de pastoral;mas infelizmente na maioria dos casos escolhemos atendendo interesses outros; como por exemplo a questão intelectual ou financeira.
Rezemos com o Salmista: Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra? Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para faze-lo assentar-se com os nobres, assentar-se com os nobres do seu povo.Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 1,15-17.20-26
Salmo: 112/113
Evangelho: João 15,9-17

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