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Santoral › 01/05/2017

Festa de São José Operário

18193963_1304411886310700_2652005053019608659_nAmados irmãos e irmãs
Porque a suspeita e desconfiança sobre Jesus partiu de seus próprios conterrâneos? Porque nós humanos somos assim, ou seja, não somos capazes de confiar em quem convive conosco, por exemplo, para pregar um retiro tem que ser pregador de fora, a missa do outro padre é mais bonita; o outro bispo é mais bonzinho; na paróquia vizinha sim tudo vai bem e por aí vai.
Nos tempos atuais onde se vive em uma sociedade que prega a eliminação dos que não são competitivos, pessoas simples e humildes nunca terão vez. Somos tentados a valorizar mais o ministro do que a própria Palavra. Mas no tempo de Jesus também foi assim, pois os que dominavam a religião não podiam admitir que um simples filho de carpinteiro pudesse ser profeta. É o preconceito que reinava e reina em nossos corações ainda hoje.
Jesus teve o amor dos pais, trabalhadores honrados, solidários e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional.
A família residiu em Nazaré até que Jesus estivesse pronto para desempenhar sua missão. Lá, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo, José, a quem amava muito e que por ele era muito amado também.
O beato João Paulo II na Exortação apostólica Redemptoris custos, § 22 nos ensina que: A expressão quotidiana do amor na vida da família de Nazaré é o trabalho. Aquele que era designado como o filho do carpinteiro tinha aprendido o ofício de seu pai putativo(adotivo). Se a família de Nazaré, na ordem da salvação e da santidade, é exemplo e modelo para as famílias humanas, o é analogamente também o trabalho de Jesus ao lado de José, o carpinteiro. O trabalho humano, em particular o trabalho manual, tem no Evangelho uma acentuação especial. Juntamente com a humanidade do Filho de Deus, ele foi acolhido no mistério da Encarnação e também foi como que redimido de maneira particular. Graças à sua oficina, na qual exercitava o próprio ofício juntamente com Jesus, José aproximou o trabalho humano do mistério da Redenção.
No crescimento humano de Jesus em sabedoria, em estatura e em graça teve uma parte notável a consciência profissional, dado que o trabalho é um bem do homem, que transforma a natureza e torna o homem, em certo sentido, mais homem.
A importância do trabalho na vida do homem exige que se conheçam e assimilem todos os seus conteúdos para ajudar os demais homens a aproximarem-se, através dele, de Deus, Criador e Redentor, e a participarem nos seus desígnios salvíficos quanto ao homem e quanto ao mundo; e ainda, a aprofundarem a sua vida e amizade com Cristo tendo, mediante a fé vivida, uma participação no seu tríplice múnus: de Sacerdote, de Profeta e de Rei. Trata-se, em última análise, da santificação da vida quotidiana, na qual cada pessoa deve empenhar-se, segundo o próprio estado.
É momento mais que oportuno de lembrarmos de que o Papa Francisco convocou e estamos em pleno Sínodo da família, por isto precisamos mais do que nunca rezar pelos padres sinodais para que o documento final seja o sonhado por Deus para as nossas famílias.
Sabemos dos grandes perigos que hoje sofrem algumas das nossas famílias: famílias feridas, quebradas, vivendo na pobreza e miséria, famílias angustiadas com dificuldades internas e externas, com preocupações no trabalho, dívidas, com dificuldade na educação dos filhos, com pais ausentes. Famílias atacadas pelo flagelo das drogas, do aborto, do divórcio com a guarda compartilhada de filhos.
Diante destas dificuldades temos que olhar o modelo da Sagrada Família para que nos digam o segredo para formar uma família conforme a vontade de Deus.
Paulo VI na Homilia de 5 de janeiro de 1964 em Nazaré elencou algumas lições da Sagrada Família de Nazaré:
– Lição do silêncio. Renasça em nossas famílias a valorização do silêncio que traz paz espiritual; recolhimento, interioridade na vida pessoal e de oração que Deus vê secretamente. José e Maria foram obedientes porque ousaram silenciar e ouvir a voz de Deus. Na vida não basta olharmos o que as pessoas fazem e falam, mas também o seu silêncio, aquilo que elas não falam, mas dizem muito. Para entender o silêncio do outro é necessário criar o próprio silêncio.
– Lição de vida domestica. Nazaré nos ensina o que é a família; a sua comunhão de amor na simplicidade, austeridade e caráter sagrado e inviolável.
– Lição de trabalho. Nazaré é a casa do “Filho do Carpinteiro”, da labuta humana do dia na dignidade do trabalho.
Na leitura do livro do Gênesis vemos que Homem e mulher são imagem de Deus e esta imagem se reflete também na autoridade sobre o universo e na inteligência criativa, com que pode dominar a natureza, desenvolvê-la e transformá-la. A capacidade de trabalho permite ao homem tornar-se colaborador de Deus na obra da criação.
Rezemos com o Salmista: Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gn 1,26–2,3
Salmo: 89
Evangelho: Mt 13,54-58

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