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Santoral › 22/07/2017

Festa de Santa Maria Madalena

20245548_1385234201561801_3808323247591121919_nAmados irmãos e irmãs
“Mulher, por que choras? Quem procuras? Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”.
Quem ou o que tirou o Senhor da sua vida? Como fazer para acreditar que Ele verdadeiramente ressuscitou?
Assim como para Madalena, para nós também o sepulcro vazio, por si só, não pode servir de prova para a ressurreição do Senhor. Seria sempre possível acusar os cristãos de fraude. Poderiam ter dado sumiço ao cadáver de Jesus, e sair dizendo que ele ressuscitara. Era preciso ir além e descobrir, de fato, onde estava o corpo do Mestre.
Se estivéssemos em uma investigação policial diríamos que o túmulo vazio e os panos são vestígios; mas não prova concreta.
Como não se trata de investigação policial, mas sim de um evento que exige fé também nós devemos ir além para descobrir que o ressuscitado com as marcas da paixão vive em cada um dos irmãos aos quais devemos tocar, ouvir e amar
O primeiro dia da semana é o tempo privilegiado para fazer este encontro com o Ressuscitado. Este nosso encontro é o encontro de toda a Igreja com o Senhor da vida enxuga nossas lágrimas; é ele quem nos liberta da realidade da morte.
As comunidades Joaninas dos anos 70 – 80 estavam desejosas de saber melhor quem era Jesus, e desejavam, como Madalena, tocá-lo, vê-lo, enxergá-lo, porém, não é mais esse o modo de se fazer a experiência de Jesus em nossa vida e em nossas comunidades.
O monge e doutor da Igreja São Bernardo nos Sermões sobre o Cântico dos Cânticos, n º 28, 9 nos diz: “ Só o sentido da audição pode alcançar a verdade, porque só ele ouve a palavra. Não Me toques, diz o Senhor, isto é, perde o hábito de confiar nos teus sentidos enganosos, apoia-te nas minhas palavras, acostuma-te à fé. A fé não se pode enganar, compreende as coisas invisíveis e não sofre da pobreza dos sentidos. A fé ultrapassa os limites da razão humana, os usos da natureza, os limites da experiência. Porque queres aprender com os olhos o que eles não podem saber? E porque se esforça a tua mão por sondar o que nunca atingirá? É tão pouco o que uns e outra dão a conhecer de mim! É a fé que compete pronunciar-se a meu respeito sem diminuir a minha majestade; aprende a acreditar com mais certeza e a seguir com mais confiança o que ela te diz.
Não me toques, pois ainda não subi para o Pai. Como se devesse ou pudesse deixar-se tocar quando fosse elevado; sim, sem dúvida que poderá ser tocado, mas só pelo coração e não pelas mãos, pelo desejo e não com os olhos, pela fé e não pelos sentidos. Porque procuras tocar-me agora? Não te lembras de que, quando Eu ainda era mortal, os olhos dos meus discípulos não puderam aguentar a glória do meu corpo transfigurado, que ainda tinha de morrer? Faço-te ainda o favor de te mostrar a minha condição de servo (Fl 2,7), mas doravante a minha glória afasta-Me de ti. Suspende pois o teu julgamento , reserva à fé o esclarecimento de tão grande mistério. Para seres digna de me tocar, tens de me contemplar sentado à direita de meu Pai (Mc 16,19; Sl 109,1), não mais na minha condição de abaixamento, mas no meu estado glorificado. Trata-se do mesmo corpo, mas sob outro aspecto. Espera pelo momento em que poderás fazê-lo na minha beleza”.
Na leitura do livro do Cântico dos cânticos lemos: “Vistes acaso aquele que meu coração ama”? Pela memória de Maria de Magdala que celebramos hoje vemos aqui aquela que deve ser modelo para nós; aquela que sai a procura do Senhor e que não tem medo de interpelar o jardineiro para arguí-lo sobre o local onde colocaram o Senhor! Madalena não reconhece Jesus pela visão, mas sim pela audição, ou seja, pela Palavra que sai da boca do Mestre. Jesus deve ser o grande Amor, não só de Madalena, mas de todos os que nele creem, e que só podem experimentá-lo a partir do amor. Peçamos ao Senhor esta mesma diligência em nosso coração quando percebermos que estamos nos afastando e perdendo de vista o Senhor.
Rezemos com o Salmista: Quero, pois, vos louvar pela vida e elevar para vós minhas mãos! A minha alma será saciada como em grande banquete de festa;cantará a alegria em meus lábios ao cantar para vós meu louvor! Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Cântico 3,1-4 
Salmo: 62/63 
Evangelho: João 20,1-2.11-18

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