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Santoral › 30/12/2016

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

ANO A 30/12/2016

15698172_1177488842336339_8810803628674658662_nAmados irmãos e irmãs
Este Evangelho nos apresenta a Sagrada Família que como qualquer família de ontem ou de hoje enfrenta crises e dificuldades. Aqui o inimigo era Herodes, mas quantas famílias não fogem para diversos “Egitos de hoje” e dentre elas poderíamos enumerar as famílias sírias que fogem da guerra, as africanas que fogem da fome, a das populações ribeirinhas que fogem dos latifundiários e grileiros, nas cidades famílias fogem de traficantes e do flagelo das drogas e tudo para proteger seus filhos.
Não caiamos no erro de achar que Jesus, Maria e José viviam como a gente vê nas imagens dos artistas; eles eram pessoas normais como nós. Precisamos olhar para a família de Nazaré como uma família normal e não como uma família extraterrestre. Sendo assim claro é que Maria e José além do sustento material de Jesus, como qualquer pai e mãe o educaram na fé e em outras áreas. A família deve ser amada, apreciada e estimada porque ela é o lugar de Deus e dos homens. É o lugar do amor, da felicidade e da paz. Quando os pais e os filhos não se amam, a casa se torna um hotel, um restaurante. A família-hotel é um lar de desconhecidos. Os hotéis se enchem de hóspedes que estão próximos apenas por causa das paredes, mas suas almas estão isoladas e fechadas.
A Sagrada Família jamais esteve isenta de tribulações. Mas nem por isso desviou-se do caminho da fé e obediência a Deus. Sua fidelidade foi continuamente posta à prova. Desta forma, tornou-se modelo de família cristã que, experimenta as dificuldades da vida, sem se desviar dos caminhos de Deus.
A família deve ser amada, apreciada e estimada porque ela é o lugar de Deus e dos homens. É o lugar do amor, da felicidade e da paz. A mãe, o pai e os filhos são a comunidade onde Deus mora, onde Deus conversa e derrama seus dons, suas bênçãos e graças.
Quando os pais e os filhos não se amam, a casa se torna um hotel, um restaurante ou um bar. A família-hotel é um lar de desconhecidos. Os hotéis se enchem de hóspedes, mas nem sempre são amigos. Estão próximos apenas por causa das paredes, mas suas almas estão isoladas e fechadas. Uma família hotel é o lugar onde ninguém se interessa pelas pessoas, apenas pelo negócio rendoso.
É momento mais que oportuno de lembrarmos de que o Papa Francisco convocou e estamos em pleno Sínodo da família, por isto precisamos mais do que nunca rezar pelos padres sinodais para que o documento final seja o sonhado por Deus para as nossas famílias.
Sabemos dos grandes perigos que hoje sofrem algumas das nossas famílias: famílias feridas, quebradas, vivendo na pobreza e miséria, famílias angustiadas com dificuldades internas e externas, com preocupações no trabalho, dívidas, com dificuldade na educação dos filhos, com pais ausentes. Famílias atacadas pelo flagelo das drogas, do aborto, do divórcio com a guarda compartilhada de filhos.
Diante destas dificuldades temos que olhar o modelo da Sagrada Família para que nos digam o segredo para formar uma família conforme a vontade de Deus.
Paulo VI na Homilia de 5 de janeiro de 1964 em Nazaré elencou algumas lições da Sagrada Família de Nazaré:
– Lição do silêncio. Renasça em nossas famílias a valorização do silêncio que traz paz espiritual; recolhimento, interioridade na vida pessoal e de oração que Deus vê secretamente. José e Maria foram obedientes porque ousaram silenciar e ouvir a voz de Deus. Na vida não basta olharmos o que as pessoas fazem e falam, mas também o seu silêncio, aquilo que elas não falam, mas dizem muito. Para entender o silêncio do outro é necessário criar o próprio silêncio.
– Lição de vida domestica. Nazaré nos ensina o que é a família; a sua comunhão de amor na simplicidade, austeridade e caráter sagrado e inviolável.
– Lição de trabalho. Nazaré é a casa do “Filho do Carpinteiro”, da labuta humana do dia na dignidade do trabalho.
Cremos que um grande conselho é fazer com que nossas famílias sejam alimentadas pelo Pão da Palavra e da Eucaristia.
Na primeira leitura do livro do Eclesiástico vemos que honrar pai e mãe é um modo de viver no temor do Senhor, dentro da própria família. No AT, se modelava as famílias patriarcais onde a paz, os bens materiais e a descendência numerosa eram sinais da benção do Senhor. A obediência não era só sinal e garantia de benção e prosperidade para os filhos, mas também um modo de honrar a Deus nos pais.
Na segunda leitura da carta de são Paulo aos Colossenses nos é ensinado pelo apóstolo que viver no Senhor é uma maneira de criar relacionamentos saudáveis dentro de casa. Toda família passa por sofrimentos e dificuldades como crises financeiras, no trabalho, na separação, na emigração, no afastamento dos pais e outras dificuldades. Por tudo isto é que o apóstolo nos fala em suportar uns aos outros em nossas dificuldades. Suportar aqui significa ser suporte ser escora e se preciso for carregar um ao outro no colo.
Concluamos esta reflexão cantando juntos o refrão desta canção do Rodrigo Ferreira da Banda Louvor e Glória:
Jesus, Maria e José, minha família vossa é!
Jesus, Maria e José, minha família vossa é! (bis)
Abençoai a minha casa, cuidai bem dela pra mim.
Vou amar minha família até o fim!
Rezemos com o Salmista: A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião cada dia de tua vida. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Eclesiástico 3,3-7.14-17
Salmo:128
2ª. Leitura:Colossenses 3,12-21
Evangelho: Evangelho – Mt 2,13-15.19-23

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