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Santoral › 02/02/2018

Festa da apresentação do Senhor

Amados irmãos e irmãs27540706_1569559119795974_5640322621399657287_n

“Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixas livre e em paz teu servo, porque meus olhos viram a Salvação”.
A festa da Apresentação do Senhor é celebrada quarenta dias depois do Natal. A prescrição para a purificação da mulher que deu à luz encontra-se em Lv 12,1ss. A prescrição quanto à consagração ou apresentação do primogênito ao Senhor encontra-se em Ex 13, 1.11-12. (40 dias para purificação da mulher lembra-nos o resguardo)
Os judeus tinham como norma a apresentação do recém-nascido no templo para circuncidar, que era uma forma de marcar a criança como propriedade de Deus e pertencente a ele e inseri-la na comunidade.
A lei dizia que todo primogênito do sexo masculino, deveria ser consagrado ao Senhor, mas Maria e José não foram ali só para cumprirem uma lei, eles entenderam que aquele filho não lhes pertencia. Nós pais devemos olhar para nossos filhos com os mesmos olhos de José e Maria. Um filho não é propriedade minha e o que Deus tu dá apenas a graça de poder cuidar; pois depois que cresce cada um segue seu caminho. No caso de Jesus como Filho do Deus Altíssimo Ele cresceu em graça e sabedoria e depois foi cuidar das coisas do Pai; não o pai terreno, mas o Pai que está no céu.
Também era norma oferecer um sacrifício e este sacrifício era de acordo com o poder aquisitivo dos pais e pelo sacrifício oferecido por José e Maria (um par de rolas ou dois pombinhos), podemos deduzir que eram pessoas pobres em relação a bens materiais.
Nesta página do Evangelho podemos observar a importância do papel dos pais na educação religiosa dos filhos; Maria e José exerceram com seriedade, empenho e santidade a missão de serem educadores do seu Filho.
Aqui a luz para iluminar todos os povos e ajudá-los a superar as trevas do erro é revelada nas palavras de Simeão e Ana; pois eis que inspirados pelo Espírito Santo eles não tem nenhuma dúvida de que estão diante do Messias profetizado.
O ser sinal de contradição, de queda e soerguimento nós ainda hoje testemunhamos; pois como cristãos (outro Cristo) somos chamados a ser este sinal de contradição no mundo de hoje.Jesus e seu evangelho continuam sendo em todos os tempos e lugares sinal de divisão e de contradição. Perante Jesus e seu evangelho ninguém pode ficar indiferente: ou aceitar ou rejeitar, com consequências para cada opção feita. O Evangelho de Jesus, quando for proclamado e vivido verdadeiramente, sempre incomoda tanto para quem o prega e vive como para quem o escuta, pois ele é como uma luz que brilha na escuridão: revela o verdadeiro ser de pessoas e das coisas.
O testemunho da profetisa Ana nos ensina que para Deus se manifestar a nós é necessário que frequentemos a sua casa; claro é que Deus pode se manifestar onde e quando e para quem Ele quiser, mas com certeza a probabilidade maior é para os que o procuram. Assim sendo podemos dizer que Ana como mulher, viúva e idosa representa toda uma gama de excluídos aos quais Jesus continua se revelando. Ana por muito esperou aquele momento e ficamos a imaginar a sua alegria. Ela não permitiu que a tristeza e o desânimo lhe tirassem a fé de que veria aquele menino.
Maria apresenta a Deus o filho Jesus, oferece-o e toda oferta é uma renúncia. Começa o mistério do seu sofrimento, que atingirá o cume aos pés da cruz. A cruz é a espada que transpassará sua alma. Todo primogênito judeu era o sinal permanente e o memorial cotidiano da libertação da grande escravidão: os primogênitos no Egito haviam sido poupados. Jesus, porém, o Primogênito por excelência, não será poupado, mas com seu sangue trará a nova e definitiva libertação.
Antigamente desde o século quatro essa festa era chamada de “Purificação de Maria” e se destacava mais a figura de Maria como Nossa Senhora da Luz, das Candeias, dos Navegantes, da Candelária, etc., mas felizmente isto foi corrigido com a reforma litúrgica de 1960 e passou a se valorizar o sentido da “apresentação”, oferta de Jesus ao Pai e sem desprezar o papel de Maria colocou se no centro da liturgia a figura do Cristo – Luz das Nações.
Maria é descrita como uma personagem que não profetiza nem fala, ou seja, ela está em silêncio total. Ela acolhe na obediência as profecias sobre o futuro de seu Filho silenciosamente. O silêncio é esvaziar-se para receber. No silêncio diminuem as defesas e fica-se pronto para receber o que vier. O silêncio se soubermos aproveitar será frutificante e benéfico para quem o cria e consequentemente para os que o cercam.
Na primeira leitura da profecia de Malaquias o profeta anuncia a vinda do mensageiro que preparará o caminho (João Batista) e diz que quando chegar o Senhor ninguém vai resistir? O tempo da paz e da justiça há de vir para os que estão oprimidos e esta é a nossa esperança.
Na segunda leitura da carta aos Hebreus vemos que Jesus não veio para socorrer os anjos, mas sim a nós que somos da raça de Abraão; por isso Ele se tornou em tudo semelhante a nós (exceto no pecado), se fez capaz de expiar os pecados do povo. Ele suportou tribulações, está em condição de vir em auxílio dos que são atribulados.

Rezemos com o Salmista: Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o rei da glória possa entrar! Dizei-nos: Quem é este rei da glória? O rei da glória é o Senhor onipotente, o rei da glória é o Senhor Deus do universo.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Malaquias 3,1-4
Salmo: 23/24
2ª. Leitura: Hebreus 2,14-18
Evangelho: Lucas 2,22-40 ou 22-32

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