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História dos Santos › 14/09/2018

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

14358724_1070769716341586_6614961045186508875_nSob inspiração do Espírito Santo, São Paulo escreveu na sua carta aos filipenses que Cristo “esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome” (Fl 2, 7-9).
Estes versículos resumem o significado da Festa que celebramos na liturgia Católica no dia 14 de setembro, a Festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma celebração muito antiga que remonta o início da liberdade religiosa dos cristãos, tempo em que foram construídas as primeiras Igrejas – por que até então, os cristãos eram perseguidos e não tinham liberdade nem ao menos para construir um templo. Foi nesta época, mais precisamente no ano 335 que foi construída a Igreja do Santo Sepulcro. Na dedicação desta Igreja foi exposto para veneração pública um pedaço de madeira que se acreditava ser a Cruz de Nosso Senhor – não sabemos se era realmente ou não. E isso aconteceu no dia 14 de setembro. A partir de então começou a propagação desta festa. O dia da exaltação da Santa Cruz nos recorda a paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas em um tom um pouco diferente daquele celebrado na sexta-feira Santa. É – por mais estranho que soe aos nossos ouvidos – uma celebração da vitória de Cristo realizada na cruz. Como o próprio versículo citado acima diz, “Deus o exaltou grandemente”! A fé cristã olha para a cruz e vê nela um símbolo de duplo sentido, um paradoxo: a cruz é símbolo do sofrimento, da dor, da dificuldade e ao mesmo tempo sinal da salvação, da destruição da morte, da vitória. Como isso é possível?
Só se entende isso encontrando o fato que está por detrás da Cruz: o Amor de Deus por nós. Sim! O Amor! O amor carrega em si esse paradoxo de dor-salvação, sofrimento-vitória, morte-ressurreição. Não compreende isso que acha que amor é sentimento… Amor é mais do que isso, e só sabe o que é o amor de verdade quem já foi capaz de sofrer por alguém. Um amor que não é capaz de fazer renúncias por quem se ama, não é amor de verdade! Amor verdadeiro é cruz, é experimentar a renúncia a si mesmo e a alegria pelo bem do outro, a destruição daquilo que em nós é falso e a exaltação daquilo que é verdadeiro, daquilo que realmente importa. Foi assim que Cristo nos amou! “Deus demonstra seu amor para conosco porque Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores. Assim, tornados justos pelo sangue de Cristo, com maior razão seremos salvos por meio dele” (Rm 5, 8-9). Nós cristãos acreditamos no Amor, acreditamos no Cristo que diz: “Amai-vos como eu vos amei” (Jo 15,12); “Se alguém quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua Cruz e me siga”. Tudo isso pode parecer muita loucura. Mas quando encontramos o Amor de Cristo, que é muito maior do que tudo, somos capazes de olhar para a cruz e ver nela um sinal da nossa salvação. “Pois a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem. Mas, para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus” (1Cor 1,18). Exaltado seja o Amor! Exaltado seja o Cristo! Exaltada seja a Cruz! Nós vos adoramos Senhor Jesus e Vos bendizemos – Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
(*) Pe. João Henrique Corrêa, pároco-administrador da Catedral Santa Cruz – Rondonópolis MT

14359050_1070768963008328_5832648177874440458_nNos reunimos com todos os santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : “Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos ” (I Cor 1,23)
Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus.
A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos: “Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus.
Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada”.
“Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!” Santa Cruz, sede a nossa salvação!

14332979_1070768019675089_9139239867355165674_nNÃO DEVEMOS TER VERGONHA DA CRUZ
Também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna. Hoje Nosso Senhor Jesus Cristo está na cruz e nós estamos em festa, para que saibais que a cruz é uma festa e uma celebração espiritual. Antigamente, a cruz designava um castigo; hoje, tornou-se objeto de honra. Outrora símbolo de condenação, ei-la, hoje, princípio de salvação. Porque para nós ela é a causa de inumeráveis bens: libertou-nos do erro, iluminou-nos nas trevas e reconciliou-nos com Deus; fôramos para Ele inimigos e longínquos estrangeiros, e ela deu-nos a sua amizade e fez-nos aproximar-nos dele. A cruz é para nós a destruição da inimizade, o penhor da paz, o tesouro de mil bens. Graças a ela, deixamos de errar pelos desertos, porque conhecemos agora o verdadeiro caminho. Não ficamos do lado de fora do palácio real, porque encontramos a porta. Já não tememos as armas inflamadas do diabo, porque descobrimos a fonte. Graças a ela, saímos do estado de viuvez, porque reencontramos o Esposo. Não tememos o lobo, porque temos o bom pastor. Graças à cruz, não receamos o usurpador, porque moramos ao lado do Rei. Eis porque estamos em festa ao celebrar a memória da cruz. O próprio São Paulo nos convida à festa em honra da cruz: Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da pureza e da verdade (1Cor 5,8). E deu ainda a razão para tal honra, dizendo: Pois Cristo, nossa Páscoa, foi imolado por nós (v.7). São João Crisóstomo (c. 345-407), bispo e doutor da Igreja na Homilia 1 sobre a Cruz e o Ladrão 1; PG 49, 399-401.

14264967_1070767749675116_615184253876602200_nA CRUZ, ÁRVORE DE VIDA.
Como é bela a imagem da cruz! A sua beleza não oferece mistura de mal e de bem, como outrora a árvore do jardim do Éden. Toda ela é admirável, uma delícia para os olhos e desejável (Gn 3,6). É uma árvore que dá a vida e não a morte; a luz e não a cegueira. Que leva a entrar no Éden e não a sair dele. Esta árvore, à qual Cristo subiu como um rei para o seu carro de triunfo, derrotou o diabo, que tinha o poder da morte, e libertou o gênero humano da escravidão do tirano. Foi sobre esta árvore que o Senhor, qual guerreiro de eleição, ferido nas mãos, nos pés e no seu divino peito, curou as cicatrizes do pecado, quer dizer, a nossa natureza ferida por Satanás.
Depois de termos sido mortos pelo madeiro, encontramos a vida pelo madeiro; depois de termos sido enganados pelo madeiro, é pelo madeiro que repelimos a serpente enganadora. Que permutas surpreendentes! A vida em vez da morte, a imortalidade em vez da corrupção, a glória em vez da ignomínia. Por este motivo, o apóstolo Paulo exclamou: Toda a minha glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 6,14). Mais do que qualquer sabedoria, esta sabedoria que floresceu na cruz tornou ignóbeis as pretensões da sabedoria do mundo (1Cor 1,17s).
Foi pela cruz que a morte foi morta e Adão restituído à vida. Foi pela cruz que todos os apóstolos foram glorificados, todos os mártires coroados, todos os santos santificados. Foi pela cruz que fomos reconduzidos como ovelhas de Cristo, e reunidos no redil do alto. São Teodoro Estudita (759-826), monge de Constantinopla. Homilia para a adoração da cruz

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