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Santoral › 14/09/2018

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Amados irmãos e irmãs 

Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. A Cruz é a maior e mais explícita declaração de amor de Deus pela humanidade. Deus é amor e somente um amor grandioso como o de Jesus, foi capaz de tão grande sacrifício, a nosso favor.
A cruz é para o mundo símbolo do fracasso e de vergonha, porém, para os seguidores de Jesus olhar para o lenho da cruz é olhar para a glória da ressurreição. Olhar para a Cruz e exaltá-la não é uma apologia a dor e ao sofrimento; mas sim um gesto de olhar para a cena que revelou a mais absoluta fidelidade do Filho ao Pai.
São Bernardo, monge cisterciense e doutor da Igreja na Meditação sobre a Paixão 6, 13-15; PL 184, 747 nos ensina: Que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 6,14). A cruz é a tua glória, a cruz é a tua soberania. Eis que tens a soberania sobre os teus ombros (Is 9,5). Quem carrega a cruz carrega a glória. É por isso que a cruz, que atemoriza os infiéis, é para os fiéis mais bela que todas as árvores do Paraíso. Cristo temeu a cruz? E Pedro? E André? Pelo contrário, desejaram-na. Cristo avançou para ela como um noivo que sai de seu aposento e se lança em sua carreira (Sl 18,6): Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer (Lc 22,15). Ele comeu a Páscoa sofrendo a sua Paixão, quando passou deste mundo ao Pai; na cruz, comeu e bebeu, inebriou-se e adormeceu. Quem poderá agora temer a cruz? Senhor, poderei dar a volta ao céu e a terra, ao mar e às planícies, que nunca Te encontrarei senão na cruz. É nela que dormes, nela que apascentas o teu rebanho, nela que repousas à hora do meio dia (Ct 1,7). Sobre esta cruz, aquele que está unido ao seu Senhor canta suavemente: Vós sois, Senhor, para mim um escudo; vós sois minha glória, vós me levantais a cabeça (Sl 3,4). Ninguém te procura, ninguém te encontra, senão na cruz. Cruz de glória, enraíza-te em mim, para que eu seja encontrado em ti.
Na primeira leitura do livro dos Números lemos: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo”. Ressaltamos aqui em primeiro lugar que é Deus mandando fazer imagem e imagem de uma serpente e esta cena para nós é a prefiguração da mesma cena do calvário onde suspenso foi no madeiro aquele para o qual todos que olharem serão curados e libertos de todo o mal.
Na segunda leitura da Carta aos Filipenses um belíssimo hino que nos diz: um nome que está acima de todos os nomes, e que ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame para a glória de Deus Pai que Jesus Cristo é o Senhor! O despojamento (kenosis) de Cristo: ele não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas aceitou fazer-se homem para que pudéssemos ser cobertos com sua glória.
Ao exaltarmos a Cruz vale lembrar que o caminho da cruz para nós católicos não é um caminho de perdedores e fracassados, mas sim o caminho que nos conduz à ressurreição; portanto tomemos cuidado com aqueles que querem esconder a Cruz de cristo, aos que querem apresentar Jesus sem cruz! Lembro-me de uma antiga canção que diz:
NÃO ENCONTRA QUEM QUISER ENCONTRAR CRISTO SEM CRUZ.
IMPOSSÍVEL E SEM MARIA ENCONTRAR TAMBÉM JESUS.
COMO NÃO A CRUZ SEM CRISTO E NÃO HÁ CRISTO SEM CRUZ.
NÃO HÁ JESUS SEM MARIA NEM MARIA SEM JESUS.
AVE MARIA, AVE MARIA, ESTRELA GUIA.
MÃE ADMIRÁVEL. QUE AO PAI ME CONDUZ
AVE MARIA, AVE MARIA.
NO DIA ADIA EU QUERO TE AMAR COM O AMOR DE JESUS.
Rezemos com o Salmista: Escuta, ó meu povo, a minha lei, ouve atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios do passado lembrarei. Seus corações enganadores eram falsos e, infiéis, eles rompiam a aliança. Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, não os matava e perdoava seu pecado. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Números 21,4-9
Salmo: 77/78 
2ª. Leitura: Fl 2,6-11
Evangelho: João 3,13-17

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