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Santoral › 14/09/2017

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

21761434_1436648533087034_4997873161103783071_nCom efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. A Cruz é a maior declaração de amor de Deus pela humanidade. Deus é amor e somente um amor como o de Jesus, foi capaz de tão grande sacrifício, a nosso favor.
A cruz é para o mundo símbolo do fracasso e vergonha, mas, para os seguidores de Jesus olhar para o lenho da cruz é olhar para a glória da ressurreição. Olhar para a Cruz e exaltá-la não é uma apologia a dor e sofrimento; mas um gesto de olhar para a cena que revelou a mais absoluta fidelidade do Filho ao Pai.
São Bernardo doutor da Igreja sobre a Paixão nos ensina: Que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 6,14). A cruz é a tua glória, a cruz é a tua soberania. Quem carrega a cruz carrega a glória. É por isso que a cruz, que atemoriza os infiéis, é para os fiéis mais bela que todas as árvores do Paraíso. Cristo temeu a cruz? E Pedro? E André? Pelo contrário, desejaram-na. Sobre esta cruz, aquele que está unido ao seu Senhor canta suavemente: Vós sois, Senhor, para mim um escudo, ninguém te procura, ninguém te encontra, senão na cruz. A Cruz é o trono do meu Rei e Senhor.
Ser discípulo missionário como fala Aparecida implica em renúncia, cruz e perda. Eis aí três palavras proibidas nos dias de hoje pelos que querem um Cristianismo sem sacrifícios e renúncias, sem calvário e sem cruz; aliás, estamos tendo muitos especialistas em arrancar Jesus da cruz. Lembramos aqui de uma música do padre Antônio Maria que diz: “Não encontra quem quiser encontrar Cristo sem cruz… Como não a cruz sem Cristo e não há Cristo sem cruz…”.
A RENÚNCIA: Renunciar a si mesmo é optar por fazer o outro viver; é lutar contra o instinto de preservação da própria vida. Renunciar a si mesmo é optar por viver a vida de Deus, sem perder o que lhe é próprio; é viver o caminho de Jesus como algo grandioso; é renunciar a todo tipo de egoísmo.
A CRUZ: Jesus não quer que pratiquemos uma religião alienadora que despreza o mundo; aliás, no Evangelho de Jo 17 ao fazer a oração sacerdotal Ele diz: Pai eles não são do mundo, mas estão no mundo. Deus também não quer que procuremos o sofrimento, Ele não é masoquista. O sofrimento é consequência do amor. Quem ama não abandona o barco, mas luta e sofre junto. Jesus não desistiu mesmo quando percebeu que acabaria sozinho, traído e negado.
A PERDA: O mundo atual prega a cultura do eu; o importante é ganhar independente do que se faça. Programas televisivos falam claramente em eliminar o outro sem escrúpulo algum. O papa Francisco nos falou da cultura do descartável e aí nos lembramos da eutanásia onde na verdade olhamos para os idosos como alguém que dá prejuízo com remédios, aposentadorias além de não mais produzir então é preciso eliminar. Na esteira dos idosos vem os deficientes e tantas outras categorias marginalizadas. Lutar contra isto e abandonar a cultura do Eu pode parecer perda, mas nós o sabemos que não.

Na leitura dos Números: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo que for mordido, olhando para ela, será salvo”. Aqui em primeiro lugar que é Deus mandando fazer imagem e imagem de uma serpente , cena que para nós é a prefiguração da cena do calvário onde suspenso foi no madeiro aquele para o qual todos que olharem serão curados e libertos de todo o mal.
Na leitura de Filipenses um belíssimo hino que nos diz: um nome que está acima de todos os nomes, e que ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame para a glória de Deus Pai que Jesus Cristo é o Senhor! O despojamento (kenosis) de Cristo: ele não afirmou com orgulho a sua condição divina, mas aceitou fazer-se homem para que pudéssemos ser cobertos com sua glória.
O caminho da cruz não é caminho de perdedores e fracassados, mas sim o caminho que nos conduz à ressurreição; portanto tomemos cuidado com aqueles que querem esconder a Cruz de cristo, aos que querem apresentar Jesus sem cruz! Somos a Igreja da Cruz. Somos o povo da Cruz!
Lembro-me de uma antiga canção que diz:
Bendita e louvada seja no céu a divina luz
E nós também cá na terra louvemos a santa Cruz (bis)
Os céus cantam a vitória de nosso Senhor Jesus;
Cantemos também na terra louvores à Santa Cruz! (bis)
Humildes e confiantes levemos a nossa cruz;
Seguindo sublime exemplo de nosso Senhor Jesus! (bis)
Cordeiro imaculado, por todos morreu Jesus
Remindo as nossas almas, é Rei pela sua cruz (bis).
É arma em qualquer perigo, é raio de eterna luz
Bandeira vitoriosa, o santo sinal da cruz (bis).
Ao povo aqui reunido daí graças, perdão e luz;
Salvai-nos ó Deus clemente, em nome da Santa Cruz! (bis)

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