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Santoral › 02/11/2017

Comemoração dos fiéis defuntos

Amados irmãos e irmãs22894215_1481745261910694_2399181416803707656_n
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais.”
Quando falamos da realidade da morte o que estamos vendo hoje é que estamos querendo eternizar o que não é eterno e quando o homem se depara com a sua finitude, entra em desespero e os que podem, tentam camuflar o envelhecimento. Costumamos dizer que a maioria das pessoas tem medo de morrer não pela morte em si, mas pelo apego aos bens materiais, ao poder e a fama.
Quando se fala de morte para alguém dificilmente se vê falar não estou preparado diante de Deus, tenho medo do inferno, etc. O que se vê na maioria das vezes é a murmuração do tipo: agora não Senhor, pois tenho que terminar a faculdade, tenho que terminar de pagar o carro, agora não, pois consegui comprar minha casa, espera meu filho ou meu neto nascer e por ai vai.
Esquecemos que Jesus Cristo nos oferece algo muito melhor, algo que nos revestirá de imortalidade, algo que nos fará superar a nossa finitude, libertando-nos dos limites da nossa matéria. Ele nos dá uma Vida que é eterna, não é vida recauchutada, reformada, remendada, mas nova e original. As coisas visíveis são passageiras e as invisíveis eternas
Temos que nos convencer de que aqui estamos de passagem, pois nós somos cidadãos do céu e é para lá que temos que ir. Se todos os homens têm uma certeza que é a da morte; nós cristãos católicos temos duas certezas, ou seja, a da morte e a da ressurreição. Podemos estufar o peito e dizer é vida depois da vida!!!
No dia em que nós nascemos todos sorriram e fizeram festa, mas nós choramos; pois estávamos saindo dos braços do Pai para entrar nesta vida de dor, sofrimento, falsidades e mentiras. No dia da nossa morte todos ao redor vão chorar, mas nós vamos sorrir, pois estaremos de volta ao regaço acolhedor do nosso Deus. Se quando nascemos falamos que é o dia do nosso natal precisamos urgente mudar o discurso para não mais falar dia da nossa morte, mas sim dia da nossa páscoa, dia da nossa vitória em Cristo Jesus.
O poema do pe. Vitus Gustama, SVD abaixo traduz bem o que significa este dia:
Prefiro que partilhes comigo uns poucos minutos agora que estou vivo, e não uma noite inteira quando eu morrer.
Prefiro que apertes suavemente a minha mão, agora que estou vivo, e não apoies o teu corpo sobre mim quando eu morrer.
Prefiro que faças uma só chamada, agora que estou vivo, e não faças uma inesperada viagem, quando eu morrer. Prefiro que me ofereças uma só flor, agora que estou vivo, e não me envies um formoso ramo e uma coroa de flores quando eu morrer.
Prefiro que elevemos juntos ao céu uma oração, agora que estou vivo, e não uma oração poética quando eu morrer.
Prefiro que me digas umas palavras de alento, agora que estou vivo, e não um dilacerante poema quando eu morrer.
Prefiro que um só acorde de guitarra, agora que estou vivo, e não uma comovedora serenata quando eu morrer.
Prefiro que me dediques uma leve prece, agora que estou vivo, e não um político epitáfio sobre minha tumba quando eu morrer.
Prefiro desfrutar de todos os mínimos detalhes do tempo de nossa convivência, agora que estou vivo, e não de grandes manifestações quando eu morrer.
Prefiro escutar-te e ver-te um pouco nervoso dizendo o que sentes por mim, agora que estou vivo, e não um grande lamento porque não o disseste no tempo certo, e agora estou morto…
Aproveitemos a convivência fraterna e amorosa com os nossos seres queridos. Agora que estão entre nós… Valorize as pessoas que estão à tua volta. Ama-as, respeita-as e lembra-te delas, enquanto estão vivas. Deus te abençoe!
Na primeira leitura do livro de Jó vemos que diante de tanto sofrimento e perda a voz de Jó se levanta esperançosa na ressurreição ao afirmar que depois de ver destruída a pele, ele se levantará do pó para ver Deus face a face.
Na segunda leitura da carta aos romanos nós lemos que: “Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida”. Estas palavras são mais que confortantes para nós, pois embora ainda continuemos pecadores já não somos mais inimigos, somos batizados e aceitamos Jesus e seu Evangelho e com certeza isto será levado em conta.
Rezemos com o Salmista: Ao Senhor eu peço apenas uma coisa e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida, saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Jó 19, 1.23-27a
Salmo: 26/27 
2ª. Leitura: Romanos 5,5-11
Evangelho: Jo 6,37-40

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