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História dos Santos › 30/10/2018

BEATA MARIA RESTITUTA KAFKA

14610879_1110007532417804_7131414073869236132_nNo dia primeiro de maio de 1894 nasceu Helene, filha de Anton e Maria Kafka na cidade de Brno, atual República Checa. Naquele tempo a região se chamava Morávia que estava sob o governo do imperador austríaco Francisco José. No ano 1896, a família Kafka se transferiu para Viena, capital do Império. Helene concluiu os estudos e se formou enfermeira, com o desejo de se tornar religiosa. No início se conformou com a negativa dos pais, mas ao completar vinte anos, ingressou na congregação das Franciscanas da Caridade Cristã, agora com a benção da família. Como religiosa adotou o nome de Irmã Maria Retistuta, o primeiro em homenagem à sua mãe e o segundo à uma mártir do primeiro século.
Mas logo recebeu o apelido carinhoso de “Irmã Resoluta”, pelo seu modo cordial e decidido e por sua segurança e competência como enfermeira de sala cirúrgica e anestesista. No hospital de Modling, em Viena, a religiosa se tornou uma referência para os médicos, enfermeiras e especialmente para os doentes, aos quais soube comunicar com lucidez o amor pela vida, na alegria e na dor. Foram muitos anos que serviu a Deus nos doentes, para os quais estava sempre disponível. Em março de 1938, Hitler mandou o exército ocupar a Áustria. Viena se tornou uma das bases centrais do comando nazista alemão. Irmã Restituta se colocou logo contrária a toda aquela loucura desumana. Não teve receio de mostrar que sendo favorável à vida não apoiaria jamais ao nazismo de Hitler, fosse qual fosse o preço.
Por isto, quando os nazistas retiravam o Crucifixo também das salas de cirurgias, ela serenamente o recolocava no lugar, de cabeça erguida, desafiando os nazistas. Como não se submetia e muito menos se “dobrava”, os nazistas a eliminaram. Foi presa em 1942. E ela fez da prisão uma espécie de lugar de graça, para honrar o nome de sua consagração, ou seja, Restituta, aquela que foi restituída para Deus. Irmã Resoluta esperou cinco meses na prisão para morrer. Em 30 de março de 1943, foi decapitada. Para as franciscanas mandou uma mensagem: “Por Cristo eu vivi, por Cristo desejo morrer”. E na frente dos assassinos nazistas, antes que o carrasco levantasse a mão que a mataria, Irmã Restituta disse ao capelão: “Padre, me faça na testa o sinal da cruz”.
O Papa João Paulo II em 1998 elevou Irmã Maria Restituta Kafka aos altares para ser reverenciada pela Igreja como Beata. A sua festa litúrgica foi marcada para o dia 30 de outubro, data em que foi decretada a sua sentença de morte.

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