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Ano B, Santoral › 08/01/2018

Batismo do Senhor (festa)

26114258_1537147829703770_1841600190678259499_nAmados irmãos e irmãs
E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.
É para você que Deus diz hoje: “Eis meu filho, minha filha amada em quem ponho meu bem querer”. Sabemos que pode parecer muita responsabilidade, mas pelo nosso batismo assumimos o compromisso de ser outro Cristo (Cristão) na vida dos irmãos.
Com a festa do Batismo do Senhor encerramos o Tempo do Natal e abrimos o Tempo Comum que será suspenso na Quaresma e Páscoa, e reiniciado depois da festa de Pentecostes.
Cristo quis ser batizado não para ser purificado dos seus pecados, Ele, que era a pureza original. Se Cristo desceu ao Jordão foi para purificar as águas, para comunicar-lhes a sua própria pureza, de tal maneira que daqui a adiante essa águas fossem capazes de purificar os homens mediante o Batismo. O calor do corpo vivo de Cristo posto em contato com as águas fez que estas fossem aptas para limpar não somente o exterior dos corpos-que é a sua virtualidade natural-, mas também o mais recôndito das almas, o pecado. Ao penetrar, pois, Jesus no Jordão, as águas deste rio, e a de todos os rios, todas as águas do mundo, fizeram-se aptas para a ordem sacramental. Já não seriam somente “águas da terra”, serão também “ondas de Cristo”.
O Batismo de Jesus marca o início de sua vida pública, de sua missão redentora no mundo. Também o nosso batismo marca nossa entrada na comunidade cristã e o início de nossa colaboração com Cristo. O Batismo, como sabemos, é o primeiro dos sacramentos, isto é, condição para se receber os outros.
À margem do Rio Jordão, João Batista prega a conversão dos pecados como meio para se receber o reino de Deus que está próximo. Jesus entra na água, como todo o povo, para ser batizado. Para os judeus, o batismo era um rito penitencial; por isso, aproximavam-se dele confessando seus pecados. Entretanto, o que Jesus recebe não é só um batismo de penitência; a manifestação, do Pai e do Espírito Santo dá-lhe um significado preciso. Jesus é proclamado “filho bem-amado” e sobre ele desce o Espírito que o investe da missão de profeta (anúncio da mensagem da salvação), sacerdote (o único sacrifício agradável ao Pai) e rei (messias esperado como salvador). Jesus é ao mesmo tempo vítima a ser imolada, sacerdote que oferece a vítima imolada e Altar de imolação.
Do céu, o Pai se dirige ao Filho, e o Espírito Santo desce sobre ele, em forma de pomba. É a presença da Trindade no Batismo e por isto devemos ser batizados em nome do Pai e do filho de do Espírito Santo.
O útero de nossa mãe biológica nos faz nascer para o mundo, para as coisas terrenas; para uma vida limitada.
O Útero da Igreja que é a Pia Batismal nos faz nascer para o céu para as coisas de Deus, para a eternidade.
No Batismo nos tornamos filhos, mas adotivos, pois Jesus é o primogênito e unigênito. No batismo nos tornamos eleitos do Senhor.
Será que podemos dizer que como eleitos do Senhor estamos anunciando a verdadeira religião, será que estamos sendo luz?
Como batizados somos chamados a anunciar os céus abertos, pois o batismo nos coloca no grupo de Jesus a serviço da mesma missão. Com Jesus os céus se abriram, a esperança voltou, por isso não sejamos batizados com cara de “céu fechado”, reclamões e achando que o mundo está perdido. Se a missão é grande, maior é a esperança em Deus que mantém os céus abertos e nos chama de filhos amados.
Infelizmente muitos foram batizados, mas se esqueceram de quem são filhos. A voz do mundo pode desviar-nos da voz calma e suave que fala no centro do nosso ser: “Tu és o meu Filho (a) amado (a)”; por este motivo é preciso ouvir sempre o que Deus nos diz: ”Eu te amo com o amor eterno” (Jr 31,3).
Concluindo perguntaríamos:
Você sabe o dia do seu batismo?
Você sabe o nome do seu padrinho?
Aos que não sabem fica a missão como lição de casa de buscar estes dados e guarda-los no coração; em especial a data do batismo como sendo o aniversário, o nascimento para o Reino de Deus o dia em fomos banhados em Cristo e nos tornamos uma nova criatura. Na primeira leitura do livro do profeta Isaías vemos que Deus nos garante que Jesus é o Servo, o eleito que anuncia a verdadeira religião e que é a aliança com os povos, a luz das nações.
Na segunda leitura dos Atos dos Apóstolos vemos o grande testemunho de Pedro ao confessar que nosso Deus não faz distinção de pessoas e em especial a trajetória de Jesus após o batismo da Galiléia a Judéia e todo o bem que fez.
Rezemos com o Salmista:Eis a voz do Senhor, sua voz sobre as águas intensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa. Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura:Isaías 42,1-4.6-7
Salmo: 28/29
Evangelho: Mc 1,7-11

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