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Ano C, Homílias › 07/05/2016

ASCENSÃO DO SENHOR Ano C

Amados irmãos e irmãs

“Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo”. Os confins do mundo é a sua Igreja particular, a sua diocese, a sua paróquia, a sua comunidade e a sua família.

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A Solenidade da Ascensão não é apenas a “subida” de Jesus entre as nuvens, Jesus foi ou ficou? Se foi, não pode ter ficado, e se ficou, então não pode ter ido. Não nos esqueçamos de que Deus é Onipresente no sentido espacial e temporal. Sua presença em nosso meio não é um “faz de conta”, um sonho bonito que alimentamos, quando, por exemplo, perdemos um ente querido e afirmamos convictos que sentimos a sua presença junto de nós. Jesus não está vivo entre nós, porque evocamos a sua lembrança, a sua presença é real, embora mística.

Ascensão é o reencontro da Humanidade com Deus. A nossa pobre natureza humana se eleva sobre os anjos ao céu como Ele, ao trono de Deus. A comunhão de vida que o homem havia perdido por causa do pecado, agora é resgatada, podemos dizer que se na encarnação o céu desceu na terra agora na ascensão é a terra que sobe aos céus. Se quando desceu Ele trouxe a divindade até nós agora ao subir Ele leva nossa humanidade ao céu. Jesus abre novamente as portas do paraíso para todos nós; carrega consigo sua natureza humana e com toda a humanidade é chamada a ocupar o céu.

Essa “Esperança Escatológica” dá novo sentido á nossa vida. Vida terrena que não se resume a um simples esperar a hora da morte e como num jogo se tivermos sorte seremos salvos e levados para um céu distante; não é nada disso,mas a esperança cristã é ter esse “Céu” no coração e deixar refletir em nossas atitudes e nas relações com o próximo e na vida. Sermos Cristãos capazes de refletir o paraíso que já está no meio de nós, mas que ainda não chegou.

É no cotidiano da existência humana que o Senhor se deixa encantar. A sua “elevação” é sentida em todos os lugares e em todo tempo. O prefacio I da Ascensão já nos diz que Ele nossa cabeça e princípio, subiu aos céus, não para afastar-se de nossa humanidade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade.

Nos Atos dos apóstolos vemos que dois homens de branco (anjos) disseram: “Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”. Recomendam os anjos que não se fiquemos a olhar para o céu, mas que se espere e prepare a volta gloriosa do Senhor. É preciso ter os pés no chão e não nas alturas, a missão acontece aqui na terra. Nossa missão de discípulos missionários é testemunhar com nossa vida no dia a dia esta esperança e enquanto aguardamos vamos fazendo este reino de amor e justiça acontecer no meio de nós.

Todas as pastorais e movimentos, associações, ordens religiosas, ministérios e tudo mais que há no contexto da Igreja, deve estar direcionado para este mandato; Anunciar o Evangelho é essa a missão primeira e primária da Igreja, se o trabalho na comunidade não tem esse objetivo há algo errado. Como lembra o documento 100 da CNBB sobre a paróquia: as paróquias não são Postos de Atendimento Religioso e nem Distribuidora de Sacramentos.
Na carta aos Efésios lemos “rogo ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê um Espírito de sabedoria que vos revele o conhecimento dele”. E este o Espirito prometido e pelo qual preparamos para recebê-lo em pentecostes. Jesus disse náo vos afasteis de Jerusalém e hoje nos diz não vos afasteis da minha Igreja; pois caso contrario não será derramado sobre vos o meu Espírito.

Hoje, celebramos também o Dia Mundial das comunicações sociais, com o tema: “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”. Não fique ai parados com medo, pois do encontro da misericórdia com a comunicação deve irradiar para o mundo inteiro as ondas que transmitem o amor e o perdão que só Jesus pode dar.

Vamos rezar por todas as mães. Elas que como Maria souberam receber a semente da vida e cultivaram seu desenvolvimento. De modo especial rezemos pelas mães enfermas, as idosas abandonadas ,a s que fazem papel de pai, as que trabalham fora e em casa ,as mães que se encontram no cárcere e as falecidas. Cada mãe representa um pouco da misericórdia de Deus que leva o filho no ventre e depois no colo e o protege, cuida e abençoa.
Neste domingo também iniciamos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em preparação para a Solenidade de Pentecostes. Sob o tema: “Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor” (cf. Pd 2,9).

Rezemos com o Salmista: Por entre aclamações, Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai, ao som da harpa, ao nosso rei! Porque Deus é o grande rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso. Amem.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 1,1-11
Salmo: 46/47
2ª. Leitura: Efésios 1,17-23
Evangelho: Lucas 24,46-53

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