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Ano A › 12/02/2017

6º. Domingo do Tempo Comum

16640765_1220158098069413_596698610816873843_nAmados irmãos e irmãs
“Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta”. O Evangelho apresenta quatro exemplos concretos de uma nova forma de entender a Lei.
O primeiro refere-se às relações fraternas. O não matar na perspectiva de Jesus não se resume ao cumprimento estrito da letra da Lei, mas implica o evitar causar qualquer tipo de dano ao irmão. Há muitas formas de destruir o irmão, de eliminá-lo, de lhe roubar a vida: as palavras que ofendem, as calúnias que destroem, os gestos de desprezo que excluem, os confrontos que põem fim à relação. Nos é ensinado a urgência da reconciliação; a reconciliação com o irmão deve sobrepor-se ao próprio culto, pois é uma mentira a relação com Deus de alguém que não ama os irmãos.
O segundo refere-se ao adultério. A Lei de Moisés exige o não cometer adultério; mas, na perspectiva de Jesus, é preciso ir mais além do que a letra da Lei. É no coração do homem que nascem os desejos de apropriação indevida daquilo que não lhe pertence. O terceiro refere-se ao divórcio que é permitido na Lei de Moisés; mas, na perspectiva de Jesus, a Lei tem de ser corrigida: o divórcio não estava no plano original de Deus, quando criou o homem e a mulher e os chamou a amarem-se e a partilharem a vida.
O arrancar o olho e cortar as mãos não podem ser levados ao pé da letra; pois se assim o for seríamos todos mutilados, mas o que Jesus quer chamar a atenção é para que não olhemos para aquilo que facilita ou nos leva a pecar.
O quarto refere-se à questão do julgamento. A Lei de Moisés pede, apenas, a fidelidade aos compromissos selados com um juramento; mas, na perspectiva de Jesus, a necessidade de jurar implica a existência de um clima de desconfiança que é incompatível com o “Reino”. Para os que estão inseridos na dinâmica do “Reino”, deve haver tal clima de sinceridade e confiança que os simples “sim” e “não” bastam.
Cumprir um conjunto de regras externas não assegura a salvação, nem garante o acesso à vida eterna; mas, o acesso à vida em plenitude passa por uma adesão total (com a mente, com o coração, com a vida) às propostas de Deus. Os nossos comportamentos externos têm de resultar, não do medo ou por troca, mas de uma verdadeira atitude interior.
Na primeira leitura do livro do Eclesiástico vemos que o povo estava sendo seduzido pela cultura grega e o autor sugere-lhes o caminho da verdadeira felicidade e convida-os a percorrê-lo, no entanto o homem é livre para escolher entre a proposta de Deus (que conduz à vida e à felicidade) e a autossuficiência do próprio homem (que conduz, quase sempre, à morte e à desgraça). O homem não é um robot nas mãos de Deus que liga e desliga com o seu comando; mas o homem é um ser livre, que faz as suas escolhas. O homem sempre está diante de um caminho que leva a morte e o outro que leva a vida em plenitude. Para ajudar o homem que escolhe a vida, Deus propõe “mandamentos”: são os “sinais” com que Deus delimita o caminho que conduz à salvação.
Na segunda leitura da primeira carta de Paulo aos Coríntios o apóstolo apresenta o projeto salvador de Deus (aquilo que ele chama “sabedoria de Deus” ou “o mistério”). Deus preparou desde sempre “para aqueles que o amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus Cristo revelou com a sua pessoa, as suas palavras, os seus gestos e, sobretudo, com a sua morte na cruz.
O plano de Deus é a sabedoria de Deus, Ele que na cruz expressa esta história de amor que vai até ao ponto de o próprio Filho dar a vida por nós… Esse plano de salvação continua através do Espírito que nos anima no sentido de nascermos, dia a dia, como homens novos, até nos identificarmos totalmente com Cristo; mas Deus não força ninguém: a opção pelo caminho que conduz à vida plena, ao Homem Novo, é uma escolha livre que cada homem.
Rezemos com o Salmista: Sede bom com vosso servo, e viverei, e guardarei vossa palavra, ó Senhor. Abri meus olhos, e então contemplareis maravilhas que encerra a vossa lei! Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim! Dai-me o saber, e cumprir a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Eclesiástico 15,16-21
Salmo: 118/119
2ª. Leitura: 1 Coríntios 2,6-10
Evangelho: Mateus 5,17-37 ou 20-22.27-28.33-34.37

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