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Ano B › 06/05/2018

6º Domingo de Páscoa

31913946_1676009055817646_6052462308590878720_nAmados irmãos e irmãs

“Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”. É um imperativo, não uma opção. Não tem limites nem exclusão
O amor fraterno é um amor de oblação que nos leva a dar a vida como Jesus no lá deu. O que Jesus nos pede é justamente este amor sem reservas, mas não só para com Ele, mas principalmente para com os irmãos. O amor é exigência e condição de uma vida cristã autêntica, sem hipocrisias. A medida do amor fraterno é a medida do amor de Jesus, é amar sem medidas.
Se amar o próximo como a nós mesmos não é fácil; imagine amar o próximo como Jesus nos ama, é muito mais difícil e às vezes soa como que impossível. É o amor cristão. O modelo do amor cristão é um homem-Deus crucificado e ressuscitado, que nos amou até ao sacrifício de si mesmo. Ser discípulo de Cristo consiste em amar o irmão até dar a vida por ele, tal como fez Jesus. Dar a vida não significa necessariamente sofrer o martírio; mas sim gastar-se, deixar se consumir no serviço àqueles que estão ao nosso lado, que precisam de nós. Significa suportar silêncios e não escandalizar com as contradições e pecados, aceitando cada um como é e não como gostaríamos que fosse.
Este amor pode ser traduzido na mãe que passa a noite as claras ao lado do leito de um hospital onde está seu filho, a mãe que se sujeita a revista íntima para ver o filho preso, a filha que não dorme a noite porque a mãe com Alzheimer fez bagunça a noite inteira, o pai que trabalha de sol a sol para pagar o estudo do filho e por aí vai… É o pai que ao sentir que vai partir passa para o filho os bons valores a serem praticados ; assim como Jesus percebendo que seus discípulos já estavam sentindo um vazio e sensação de saudade profunda; vai preparando-os para que sejam sinais concretos de sua presença entre nós, e lhes confere a missão do Querigma, isto é, do anúncio até os confins da terra.
Padre Edward Mc Namara LC nos diz que: Jesus por amor deixou o céu e desceu a esta terra que não o recebeu e o tratou com desprezo. Por amor passou fazendo o bem pelo mundo, pregando, curando e ensinando. Por amor afrontou os sofrimentos durante as horas da sua Paixão. Por amor nos deu de presente: a Eucaristia, o Sacerdócio e o Mandamento da caridade. Por amor abriu o seu lado e nos ofereceu o perdão, por amor nos deu sua Mãe Santíssima, por amor fundou da Igreja e nos deu os sacramentos. Por amor nos enviou o seu Santo Espírito. Cristo foi, é e será a caridade visível do Pai invisível.
Cristo nos ensinou a medida do amor: como Ele nos amou; portanto sem medida. Com este amor divino construiríamos famílias esplêndidas, comunidades unidas. Acabariam as guerras e as fomes e os crimes e os ódios e as vinganças. E haveria paz, alegria, convivência. Este amor do qual falamos não é o amor que alguns dos namorados cacarejam desde o pau mais alto do galinheiro das suas ingenuidades. Não é o amor do garotinho que para conseguir as suas balinhas e chocolates que diz ao papai que o ama. Não é o amor que sussurram às vezes alguns maridos para conseguir as relações íntimas sem o verdadeiro amor. Não é o amor do que dá para receber em troca. Não; o amor cristão é outra coisa e suas características são enumeradas por São Paulo na I Cor 13.
Na primeira leitura dos Atos dos Apóstolos vemos que para os primeiros cristãos (oriundos do mundo judaico), não era claro que os pagãos tivessem acesso à salvação e que pudessem entrar na Igreja de Jesus. A salvação oferecida por Deus através de Jesus Cristo, e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens e mulheres, sem exceção. Para Deus, o que é decisivo não é a pertença a uma raça ou a um determinado grupo social, mas sim a disponibilidade para acolher. Deus não faz acepção de pessoas. Hoje parece fácil aceitar, mas na prática como estamos acolhendo os irmãos que caminham ao nosso lado; sobretudo nos nossos gestos com aqueles que são considerados ”pecadores”. Será que estamos em uma Igreja sem exclusão, sem marginalização, sem intolerância, sem preconceitos? Esta é uma pergunta para respondermos no dia a dia.
Na segunda leitura da primeira Carta de São João nos é dito que o amor vem de Deus, pois Ele é amor. Cremos estar aí a mais profunda e completa definição de Deus: “Deus é amor”. O amor aos irmãos não é algo acessório ou secundário, mas é algo essencial e obrigatório. Se quiseres saber se alguém tem verdadeira comunhão com Deus veja como é a comunhão que ele tem com os irmãos. O amor cristão não é seletivo, ou seja, amar só alguns, excluindo os outros; quem ama com amor cristão ama a todos.

Rezemos com o Salmista: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos At 10,25-26.34-35.44-48
Salmo: 97
2ª. Leitura: 1Jo 4,7-10
Evangelho: João 15,9-17

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