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Ano C › 09/02/2019

5º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

Amados irmãos e irmãs 
“De agora em diante serás pescador de homens” (Lc 5,10).
André, Pedro, Tiago e João estavam em um trabalho profissional e não numa pescaria de lazer. Eles eram profissionais da pesca e soou absurdo que Jesus quisesse lhes ensinar a pescar. Mas aí estava o desafio para aqueles homens aceitar ou não a palavra de Jesus. Este é o mesmo desafio para cada um de nós nos dias de hoje.
O que fazemos em nossas comunidades depois de uma noite de fracassos e insucessos? Desanimamos ou ouvimos a voz do senhor mandando ir mais fundo, avançando para águas mais profundas. A nossa tendência é responder: se nem aqui que era fácil demos conta como aceitar desafio maior?
Que bela confissão de Pedro, ele não foi falso ao assumir que já não acreditava mais. Quantos de nós também precisamos aprender de Pedro e dizer ao Senhor: Eu não acredito mais nesta pessoa, mas por causa da tua Palavra vou acreditar mais uma vez; eu não quero perdoar, mas por causa da tua Palavra perdoarei, eu não quero ir, mas por causa da tua Palavra irei, etc. Trata se de destacar aqui a obediência dos apóstolos ao mestre, exemplo que devemos imitar em todas as situações.
Precisamos urgentemente entender que a missão primeira da Igreja não é a preocupação com si mesma, sua estrutura e seu funcionamento, mas sim anunciar o Evangelho de Cristo e assim se fazer a verdadeira “Barca” onde estão os pescadores de homens, navegar por mares às vezes revoltos, bravios e desconhecidos.
Ser missionário é sair do nosso “mundinho” conhecido e entrar na realidade das pessoas, lá onde elas estão e vivem em ambientes talvez não tão favoráveis ou até hostis. Eles nos esperam nos shoppings, condomínios residenciais de alto luxo, favelas, hospitais, presídios, asilos etc. Estes lugares são os lugares das águas mais profundas e onde com certeza a pesca é mais difícil. Chega de pescar em pesque pague; falar todo final de semana para as mesmas duzentas pessoas e achar que está arrebentando a boca do balão.
Ao lembrar-se de seu pecado e de suas limitações pense que nas leituras de hoje tanto Isaías quanto Paulo fizeram este reconhecimento, mas sabiam que tudo era pela graça de Deus. Comigo e com você não será diferente.
Em Isaías lemos: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus do universo! A terra inteira proclama a sua glória”! Na visão dos serafins Isaías dialoga com Deus “Eis – me aqui”, disse eu, “enviai-me”. O homem não tem poder sobre Deus. Ora, o profeta não anuncia uma doutrina abstrata, meramente humana, mas o Deus vivo; ele só é profeta se Deus se lhe revela, se o chama, se o envia. Deus primeiro se mostra no encontro pessoal isto é a revelação, no segundo momento temos o chamado que é a vocação e no terceiro e último momento temos o envio que é a missão.
Paulo diz aos coríntios: Porque eu sou o menor dos apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e a graça que ele me deu não tem sido inútil. Nós também deveríamos assumir este discurso em nossa vida de cristão, ou seja, ao mesmo tempo em que reconhecemos nossa pequenez e indignidade devemos também reconhecer que a graça de Deus que age em nós, nos faz agradáveis aos olhos de Deus pela pregação e testemunho de seu Evangelho.
Rezemos com o salmista: “Como a glória do Senhor é grandiosa!” Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa desta. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! Amém.

Reflexão feita por Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Isaías 6,1-8
Salmo: 138 
2ª. Leitura: 1 Coríntios 15,1-11
Evangelho: Lucas, 5,1-11

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