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Ano C, Ano Ímpar › 03/02/2019

4º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

Amados irmãos e irmãs 
Tenho que andar, tenho que gritar aí de mim se não o faço! É pelo batismo que nos tornamos profetas.
Santo de casa não faz milagres! A suspeita e desconfiança sobre Jesus partiu de seus conterrâneos? Imaginemos a situação onde uma pessoa simples saiu da comunidade e depois volta e começa a pregar; claro que logo começará os questionamentos do tipo Como é que ele faz isso? Onde aprendeu? Quem o ensinou? E logo a ciumeira e inveja toma conta dos corações. Porque nós humanos somos assim, ou seja, não somos capazes de confiar em quem convive conosco, por exemplo, para pregar um retiro tem que ser pregador de fora, a missa do outro padre é mais bonita; o outro bispo é mais bonzinho; na paróquia vizinha sim tudo vai bem e por aí vai.
Nos tempos atuais onde se vive em uma sociedade que prega a eliminação dos que não são competitivos, pessoas simples e humildes nunca terão vez. Somos tentados a valorizar mais o ministro do que a própria Palavra. Mas no tempo de Jesus também foi assim, pois os que dominavam a religião não podiam admitir que um simples filho de carpinteiro pudesse ser profeta. É o preconceito que reinava e reina em nossos corações ainda hoje.
Foi exatamente assim com Jesus e será com qualquer um que ouse fazer o que Jesus fez. Isto acontece porque o Jesus que criamos em nosso imaginário não tem nada a ver com esse Jesus, Ungido de Deus. A rejeição não chegou a desanimar Jesus e não deve nos desanimar. Jesus entendeu que passava por situação semelhante à dos antigos profetas de Israel. Nenhum deles foi aceito e reconhecido pelo povo ao qual tinham sido enviados. Nós também muitas vezes não seremos reconhecidos e nem por isso devemos desistir de seguir em frente.
Outro detalhe importante é que por vezes somos tentados a seguir os profetas que pregam de acordo com nossa comodidade, são de fala mansa e não nos convoca a mudar; ao passo que rejeitamos aqueles que pregam a verdadeira conversão; porque isto implicaria em nos obrigar a sair de nosso comodismo e perder vantagens. O profeta precisa saber que um dos sinais da autenticidade de sua vocação e missão é a rejeição; mas ele deve fazer como Jesus não se intimidando; passando pelo meio deles seguir o seu caminho e a sua missão.
Na leitura de Jeremias vemos que: Eles te combaterão, mas não conseguirão vencer-te, porque estou contigo, para livrar-te. Assim ainda é nos tempos atuais, ou seja, aqueles que dedicam anunciar o reino são combatidos de todas as formas, mas tal qual naquela época não deve desistir.
Na primeira carta aos coríntios o apóstolo Paulo nos indica que o melhor caminho para profetizar, ou seja, testemunhar e revelar o próprio Deus presente e atuante no mundo é, sem dúvida, a caridade (amor). Pela prática da caridade manifesta-se a presença de Deus no cristão.
De nada adianta pregar e cantar bonito, ter diplomas de doutor em bíblia ou liturgia; dar esmolas; pagar o dízimo, etc. Se não tiver amor tudo isto é vão. O amor não busca os seus próprios interesses. Ele o amor é por excelência o dom que não se acabara; pois tudo vai passar, porém só o amor permanecera.
Rezemos com o Salmista: Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Jr 1,4-5.17-19
Salmo: 71 
2ª. Leitura: I Cor 12,31-13,13
Evangelho: Lc 4,21-30

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