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Ano C › 23/12/2018

4º. Domingo do Advento

Amados irmãos e irmãs 
Tempo de Advento é como tempo de gravidez!
Durante a gravidez de uma mulher o seu corpo passa por inúmeras transformações físicas para acomodar o novo que habita em seu ser. Na casa todos se preparam com o pré-natal, o enxoval, o berço, etc. Cria se um clima de grande expectativa. É uma espera com alegria e até certa curiosidade de saber como será. Os hábitos de todos mudam quando a criança nasce: o volume do som tem que ser mais ameno; as conversas, os horários, enfim tudo muda.
É a isto que somos convidados para o natal. Se vivemos este advento nesta alegre espera, agora que se aproxima o momento de seu nascimento mais do que nunca de forma consciente precisamos mudar nossos hábitos.
No seu canto Maria nos leva a descobrir os critérios da misteriosa ação de Deus em nossas vidas. Ele vem em auxílio dos pobres e pequenos como nós. Estas palavras do cântico, ao mesmo tempo em que nos mostram em Maria um modelo concreto e sublime, nos ajudam a compreender que o que atrai a benevolência de Deus é, sobretudo a humildade de coração.
Maria repleta do Espírito Santo, não olha só para si, mas compreende que o seu SIM fará a diferença para todo seu povo. O Magnificat, inspirado no Antigo Testamento ficará para sempre em nossos corações como que uma marca que remete ao mistério da Encarnação do Verbo!
Outras mulheres as quais o anjo anunciou um filho eram estéreis e/ou idosas como, por exemplo, Sara (Isaac); a mãe de Sansão e Ana (Samuel) ao passo que para o anúncio daquela que seria a Mãe de Jesus a escolhida foi jovem e fértil! A história de Maria mostra como é possível fazer Jesus nascer no mundo: através de um “sim” incondicional aos projetos de Deus. Eis que agora a virgem está diante de outra anciã também escolhida por Deus na velhice: Isabel a mãe de João, o precursor. A ótica é bem diferente da nossa, Deus age através de homens e mulheres sem considerar suas qualidades humanas; aqui Ele usa da mulher que era muito marginalizada. Nos meios policiais para identificar alguém apesar de toda tecnologia o nome da mãe tem grande importância, aliás, antes do exame de DNA e outros podia se duvidar da paternidade, mas da maternidade jamais, pois o ventre que gerou e deu a luz não tinha como negar a filiação.
Como pode então o ventre da mulher ser morada digna de um Deus? A resposta para nós cristãos católicos parece clara e sóbria, ou seja, esta morada é a Arca da Aliança, o ventre virginal de Maria, a toda pura, santa e sem a mancha do pecado original. Se na antiga Arca da aliança tínhamos as tábuas da lei, o maná e o cajado de Aarão na nova e eterna Arca da aliança temos JESUS, o verdadeiro Pão do céu!
Na primeira leitura o profeta Miquéias exalta Belém e precisamos entender que Cristo quis nascer em Belém por dois motivos. Primeiro, porque “é da descendência de Davi segundo a carne”, como se diz na aos Romanos (1,3). E, em segundo lugar porque, como diz Gregório: “Belém quer dizer ‘casa do pão’. E o próprio Cristo afirma: ‘Eu sou o pão vivo, que desceu do céu'”.
Na segunda leitura da Carta aos hebreus vemos que os sacrifícios são abolidos; pois somos santificados e salvos pela oblação do corpo de Cristo. Jesus faz a vontade do Pai, não como um sacrifício, mas, sim, pelo convívio amoroso e misericordioso. A antiga religião baseada em vítimas e oferendas, holocaustos e sacrifícios, não é do agrado de Deus.
A fala de Isabel a Virgem Maria é a resposta à voz do anjo que a anunciou e nós povo de Deus completamos com a santa Maria; senão vejamos:
ANJO: Ave Maria / gratia plena /Dominus tecum.
ISABEL: Benedicta tu / in mulieribus /Et Benedictus / fructus ventris tui, Jesus
POVO DE DEUS: Sancta Maria (2x), Maria. /Ora pro nobis / nobis peccatoribus, /Nunc et in hora / in hora /mortis nostrae. Amen.
Rezemos com o Salmista: Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai./ Visitai a vossa vinha e protegei-a!/ Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a e ao rebento que firmastes! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Mq 5,1-4
Salmo: 79
2ª. Leitura: Hb 10,5-10
Evangelho: Lc 1,39-45

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