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Ano A › 07/05/2017

4º. Domingo da Páscoa

domingoAmados irmãos e irmãs
“Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo”.
Todos os anos o 4° domingo da Páscoa é dedicado ao tema do Bom Pastor, e é o exato momento de olhar o proceder de ovelhas e pastores.
Uma das primeiras pinturas cristãs, de que se tem notícia, e que se encontra numa catacumba romana, representa Jesus como o Pastor que carrega sobre seus ombros a ovelha sã e salva. A imagem expressa uma segurança e é garantia de uma alegria que nada, nem as perseguições, nem as maiores calamidades podem afetar.
Lembro-me de Dom Hélder Câmara que dizia: “Aqui no sertão vejo nas procissões e o povo a cantar: O Senhor é meu Pastor e nada me faltará e eu olho em volta e está faltando é tudo…”. Como entender?
A Igreja primitiva professou que Jesus era o Bom Pastor, a pedra rejeitada sobre a qual devemos apoiar, pois do contrário estaremos pregando doutrina dos homens e não de Deus e aí seremos mercenários e exploradores.
Em seu sermão sobre os pastores S Agostinho diz: “… pastores que apascentam a si mesmo, não às ovelhas: ‘Eis que bebeis o leite e vos cobris com a lã; matais as mais gordas e não apascentais minhas ovelhas”.
Tem pastor que só gosta de ovelha gorda, bonita e saudável e não aceita ou expulsa as feias, as machucadas e as que dão trabalho. Imaginem uma Igreja com ovelhas saradas e de bolso cheio…
O evangelho aprofunda as características do pastoreio na Igreja de Cristo. Seu modelo é o Bom Pastor, que está sempre vigilante aos perigos e ataques do inimigo ao rebanho. Na atualidade, os lobos manifestam-se de muitas e sofisticadas formas. Empunhando as bandeiras do individualismo, consumismo, lucro fácil, prazer imediato e sem limites… O Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas. Ele as defende, as conhece e vai atrás daquela que ainda não pertence ao seu rebanho.
A figura do Bom Pastor diz respeito a todos os cristãos que querem ser discípulos de Jesus Cristo. Quem tem um coração de verdadeiro pastor não fica fazendo contas de onde chegam seus direitos ou onde terminam suas obrigações. Ele segue uma única lei: O amor. Tentemos perguntar-nos: Quais os sinais de que estamos seguindo o Bom Pastor?
Nossas atitudes em relação a Deus e aos irmãos são próprias dos mercenários ou dos pastores? Quais as motivações e interesses de quem é pastor ou dedica parte de sua vida à pastoral?
No Evangelho vemos que para não ser como o ladrão e salteador, como batizados devemos cumprir nossas obrigações, nossos deveres como cuidar de nossa casa, nossa família, saúde, do lazer e do descanso; porém devemos ir além e em comunhão como Pai e o Filho na ação do Espírito Santo amar gratuitamente de forma desinteressada. Encontrar tempo para sair de si e encontrar o outro que necessita. É preciso que sejamos um bom pastor na vida dos mais pobres e necessitados que são as ovelhas feridas e preferidas de Jesus o Bom Pastor.
Encerrando quero usar da letra de uma canção para fazer uma oração:
Sou Bom Pastor, ovelhas guardarei não tenho outro ofício nem terei. Quantas vidas eu tiver eu lhes darei.
1 – Maus pastores, num dia de sombra, não cuidaram e o rebanho se perdeu. Vou sair pelo campo, reunir o que é meu; conduzir e salvar.
2 – Verdes prados e belas montanhas hão de ver o Pastor, rebanho atrás. Junto a mim as ovelhas terão muita paz; poderão descansar.
Na primeira leitura do livro dos Atos dos Apóstolos vemos que Pedro prega a necessidade do batismo em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados e assim receber o dom do Espírito Santo. Era o dia de Pentecostes e os que receberam a sua palavra foram batizados naquele dia elevando-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos.
Na segunda leitura da primeira carta de são Pedro o apóstolo nos fala que Cristo carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por vezes somos surpreendidos dizendo que não merecemos sofrer isto ou aquilo e aí é bom lembrar que Ele também não mereceu, mas por amor a mim e a você Ele aceitou no silêncio. Não teríamos mérito algum se suportássemos pacientemente os açoites por ter praticado o mal.
Neste quarto Domingo da Páscoa celebramos o dia mundial de oração pelas vocações. Jesus é, ao mesmo tempo, o Bom Pastor e a única porta por onde as ovelhas entram e saem com segurança. Na alegria da vocação de cada um rezemos incessantemente para que o Senhor continue chamando muitos ao seu seguimento, e que estes sejam disponíveis e generosos em sua resposta.
Rezemos com o Salmista: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Atos 2,14. 36-41
Salmo: 23
2ª. Leitura: 1 Pedro 2, 20-25
Evangelho: João 10,1-10

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