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Ano B › 17/12/2017

3º. Domingo do Advento

17 do 12Amados irmãos e irmãs
O Terceiro Domingo do Advento é denominado Domingo Gaudete, que significa Domingo da Alegria. Isso, porque a antífona de entrada começa com esta expressão: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor’. Esta alegria é devido à proximidade da festa da Natividade do Senhor. Já é possível avistar com os olhos da fé a luz do natal. “Levantai vossa cabeça, pois a vossa redenção se aproxima”. Acendemos hoje a vela rosa de nossa Coroa do Advento.
No Evangelho de hoje João dá testemunho da luz, João Batista se apresenta como o modelo por excelência de testemunho: “Eu não sou a luz. Eu sou testemunha da Luz”. João é a voz que anuncia a luz que dissipará toda treva!
João disse naquele tempo e ainda diz hoje a cada um de nós: “No meio de vós está aquele que vós não conheceis…”. Por esta frase somos desafiados a nos perguntar: Jesus realmente vive e se movimenta entre nós e nós não o conhecemos? Um velho ditado diz que o homem é o que come e ai nos perguntamos se comemos o Corpo e Sangue de Jesus, será que estamos nos transformando em outro Cristo? Ou será que ocultamos Jesus? Se o mundo não vê Jesus é porque não o vê na vida dos próprios cristãos
A vida de um cristão se torna apagada quando Jesus está ausente no seu coração e nas suas opções de cada dia. O próprio cristão é que apaga Jesus do mundo quando sua existência não está mais marcada por Jesus. Quando Jesus não está mais presente no coração do cristão, o próprio cristão se torna mudo no mundo. Onde está a tua Voz?
Hoje em dia necessitamos de “novos João Batistas”, ou seja, de cristãos autênticos que amem e facilitem o caminho dos outros para que eles possam chegar até Jesus. Precisamos de testemunhas que falem de Deus como João falava, com paixão que contagie os demais
Santo Agostinho comenta: “João era voz, mas o Senhor é a Palavra que no principio já existia. João era uma voz provisional; Cristo, do principio, é a Palavra eterna. Ao tirar a palavra, o que será a voz? Se não houver conceito, tudo será nada mais do que ruído vazio. A voz sem palavra chega ao ouvido, mas não edifica o coração. João é a voz que grita no deserto, a voz que rompe o silêncio…”.
Nos é dito: “seu nome era João”. Aí perguntamos qual é os eu nome? Você e eu, fomos um dia como João, chamados pelo nome lá no nosso batismo e isto foi para que assim como João também possamos ser a voz que anuncia a luz da qual damos testemunho com a vida.
Assim como João devemos tomar cuidado para não cair na vaidade e exibicionismo do sucesso fácil e dos aplausos por causa de nossa voz que canta ou prega, lembre-se que João disse: Eu não sou a luz (estrela/astro), eu não sou o Messias, Eu não mereço desamarrar nem a correia de suas sandálias.
Na primeira leitura do livro do profeta Isaías nos é profetizado sobre a missão deste “profeta”, ungido pelo Espírito para anunciar um tempo novo, de vida plena e salvação que Deus vai oferecer aos “pobres”. Nosso Deus não é indiferente à exclusão, a violência e a exploração; Ele vem em socorro ao injustiçado, está ao lado dos que sofrem e dá aos marginalizados a força para vencer o desânimo, a miséria e a opressão.
Às vezes somos tentados a pedir que Deus aja de forma espetacular para assustar os que oprimem; mas Deus age através de gestos pequenos, usa de pessoas simples a quem confia a missão de lutar contra as forças da opressão e da morte. Cada um de nós somos chamados nesta simplicidade e pequenez a ser profeta e testemunha.
Na segunda leitura da carta de São Paulo aos tessalonicenses o apóstolo pede que a comunidade seja “santa” e irrepreensível, que viva na alegria, no louvor e de adoração e aberta aos dons do Espírito. Qual o elemento principal que deve marcar nossa espera: é a alegria; a doce expectativa da volta do Senhor!
A Igreja que somos nós é a noiva que sabe para onde caminha e tem certeza de que ao final da caminhada estará nos braços amorosos do Esposo Jesus que a acolhe e o conduz para a felicidade plena, para a vida definitiva; por este motivo os sofrimentos, as dificuldades, as incompreensões e perseguições não eliminam a alegria durante a caminhada. Imagine no plano humano o amado correndo nos caminhos do campo enfrentado chuva, frio, calor, animais perigosos, etc., mas sempre alegre porque sabe o que o espera ao final; se no plano humano é assim que dirá no plano de Deus.
Neste domingo fazemos a Coleta da Campanha para a Evangelização, que apresenta o tema: “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização”, e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), a iniciativa visa avivar os leigos para o compromisso evangelizador. Sejamos generosos nesta coleta partilhando de nossa pobreza para ajudarmos a quem tem menos a também poder evangelizar.
Rezemos com o Salmista: A minha alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas. E Santo é o seu nome! Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Is 61,1-2a.10-11
Salmo: Lc 1,46ss
2ª. Leitura: 1Ts 5,16-24
Evangelho: Jo 1,6-8.19-28

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