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Ano C › 13/11/2016

33º. Domingo Comum

15037073_1126449334106957_8947846105453654875_nAmados irmãos e irmãs
“Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; o tempo está próximo. Não sigais após eles. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis. Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fome e peste, e aparecerão fenômenos espantosos no céu. Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim”.
A expectativa da segunda vinda de Cristo gerou uma tradição de que alguns fenômenos atmosféricos anunciariam o fim do mundo e que Deus seria o responsável, por causa de sua decepção com o homem.
Jesus não predeterminou nenhuma data, mas fez um apelo: “Cuidado para não serdes enganados…”.
Na força de fé, nós discípulos missionários de Jesus não devemos nos iludir com falsos profetas e suas profecias assustadoras, pois só em Deus está a segurança e a salvação de suas vidas. O que Jesus quis dizer é que não importa o que acontecer não devemos esmorecer, nem temer e muito menos perder a fé.
Não devemos temer porque o julgamento de Deus não pode ser manipulado nem comprado. O “tribunal” de Deus não favorece uns em detrimento de outros. Por isso, quem clama por justiça verá que ela acontecerá. No entanto, em Deus, justiça e misericórdia andam juntas e não são contrárias uma à outra. Deus é justo sendo misericordioso, e é misericordioso sendo justo.
Na história da salvação temos três momentos: 1) a destruição de Jerusalém (julgamento sobre Jerusalém), 2) tempo da missão da Igreja e 3) a vinda do Filho do Homem que trará a plenitude do Reino de Deus (parusia).
Este Evangelho quer chamar a atenção de dois grupos. O primeiro grupo é o dos fanáticos que esperam com impaciência o fim, daqueles que confundem os próprios sonhos com a realidade; Lucas convida os cristãos a refletir sobre o que devem fazer para que o mundo seja mais humano e fraterno.
Lucas também quer chamar atenção do grupo dos decepcionados e resignados que não esperam mais nada.
O objetivo é chamar todos para a necessidade do empenho presente, no Tempo da Igreja, pois este é o tempo oportuno do testemunho. Testemunhar significa provar com a própria vida aquilo que se fala, se professa e no que se acredita, assumindo todas as consequências e aí teremos que perseverar.
Perseverar significa a capacidade de resistir diante de cada dificuldade. As provações que suportamos podem e devem revelar-nos quais são as nossas forças. Nós muitas vezes possuímos forças que desconhecemos.
Na primeira leitura da profecia de Malaquias o profeta nos alerta sobre a justiça de Deus que recairá sobre os justos. A espera pelo dia do Senhor, pelo dia do derramamento desta justiça não pode nos atormentar, pois precisamos continuar nossa jornada no trabalho cotidiano e assim estar nos preparando para os acontecimentos do final dos tempos.
Na segunda leitura da segunda carta de são Paulo aos Tessalonicenses o apóstolo nos adverte de que: “Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer” e isto porque muitos membros da comunidade agiam como desordeiros e vadios. Ele não quer se tornar peso para ninguém, mas sim um exemplo a imitar.
Ainda hoje em nossas comunidades muitos estão ocupados em não fazer nada, só esperando pelo grande dia. Não podemos ser assim, pois ser cristão é comprometer-se em construir o reino a cada dia ligando Fé e Vida em todas as suas dimensões nas nossas celebrações que só assim terão sentido.
Rezemos com o Salmista: Aplauda o mar com todo ser que nele vive , o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria. Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Malaquias 3,19-20
Salmo: 97/98
2ª. Leitura: 2ª. Tessalonicenses 3,7-12
Evangelho: Lucas 21,5-19

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