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Ano B › 18/11/2018

33º. Domingo Comum

Amados irmãos 

“Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra. Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”. Este Evangelho nos fala da esperança que faz levantar a cabeça e de que não devemos nos esquecer de que nossa condição de cristãos é viver na esperança.
A esperança é a experiência de viver a vida apoiada na Palavra de Jesus Cristo confiantes no que não passa, no que dá firmeza e alimenta: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. Não importa qual seja a situação por que passamos; é preciso saber, mesmo quando não é possível experimentar, que o Senhor está próximo; e mesmo aquelas situações mais dramáticas, é preciso vivê-las com o olhar fixo no Senhor, de quem nos vem auxílio e proteção, e por quem nós somos salvos.
Neste discurso escatológico Jesus está consciente de que os seus discípulos terão que enfrentar as dificuldades, as perseguições, as tentações que o mundo vai colocar no seu caminho. Com a sua vinda gloriosa (de ontem, de hoje, de amanhã), cessará a escravidão que impede de conhecer a vida em plenitude e nascerá um mundo novo.
Mas quando tudo isto acontecerá e qual será o sinal? Para Jesus, mais importante do que definir o tempo é ter confiança na chegada do mundo novo e estar atento aos sinais que o anunciam. Não há uma data marcada para o advento dessa nova realidade. De uma coisa, no entanto, podemos estar certos: as palavras de Jesus não são uma bela teoria ou um piedoso desejo; mas são a garantia de que esse mundo novo, de vida plena e de felicidade sem fim, irá surgir.
Deus não abandona os homens na sua caminhada histórica vem continuamente ao nosso encontro para nos apresentar os seus desafios, para nos fazer entender os seus projetos e indicar os caminhos que Ele nos chama a percorrer. Precisamos estar atentos para reconhecê-lo na história, no rosto dos irmãos, dos pobres e dos que sofrem.
A figueira e demais árvores foram empregadas para ilustrar a parábola da escatologia. A pergunta é para que árvores estamos olhando? Corremos o perigo do engano? Que sinais a história nos oferece hoje?
Na primeira leitura da profecia de Daniel vemos que o arcanjo Miguel é citado como o grande chefe dos Anjos, o príncipe das milícias celestiais. Na defesa da tradição e dos valores o profeta denuncia os desvios e a “perseguição” por causa da fidelidade a estes mesmos valores. Hoje, essa perseguição nem sempre é sangrenta; mas muitas vezes redunda em atitudes de rejeição, provocações e rótulos tais como conservador, atrasado, etc.
Na segunda leitura da segunda carta aos hebreus nos mostra tudo que é necessário para destruir a comunidade ou seja de um lado a falta de entusiasmo dos membros no compromisso cristão e a isto se junta a hostilidade dos inimigos da Igreja. O pecado que escandaliza e afasta deve ser combatido diuturnamente e ainda que as forças da morte nos ameacem, o exemplo de Cristo (o Sumo Sacerdote) deve nos animar a prosseguir na luta cotidiana contra o egoísmo, a injustiça, a opressão, o pecado.
Hoje celebramos o dia mundial dos pobres cujo tema é: “ Este pobre clama e o Senhor o escuta (Sl 34, 7) ”. Quero encerrar com a fala do Papa ao término da mensagem para este dia: Convido os irmãos bispos, os sacerdotes e de modo particular os diáconos, a quem foram impostas as mãos para o serviço dos pobres (cf. At 6, 1-7), juntamente com as pessoas consagradas e tantos leigos e leigas que, nas paróquias, associações e movimentos, tornam palpável a resposta da Igreja ao clamor dos pobres, a viver este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização. Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair em saco roto esta oportunidade de graça. Neste dia, sintamo-nos todos devedores para com eles, a fim de que, estendendo reciprocamente as mãos uns para os outros, se realize o encontro salvífico que sustenta a fé, torna concreta a caridade e habilita a esperança a prosseguir segura no caminho rumo ao Senhor que vem.
Rezemos com o Salmista: Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Dn 12,1-3
Salmo: 15 
2ª. Leitura: Hb 10,11-14.18
Evangelho: Mc 13,24-32

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