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Ano B › 10/11/2018

32º. Domingo Comum

Amados irmãos e irmãs 

No Evangelho vale destacar que se dermos ao Senhor somente o que sobra é porque demos aquilo que não estamos precisando; ou o que damos está nos atrapalhando.
Como vivemos de doação aqui na comunidade temos situações em que recebemos telefonemas para buscar doação de móveis e quando lá chegamos percebemos que na verdade aquela pessoa não queria nos doar, mas sim queria se livrar de ter que pagar carreto para o lixão.
Notem que as duas moedinhas não foram dadas de esmola, mas era uma oferta dentro de uma celebração e cremos ser este um excelente momento de nós cristãos buscarmos entender a diferença entre oferta, dizimo e esmola.
Outro detalhe a destacar é o contraste entre a ostentação e a pobreza. O Templo caracterizava-se por seu imenso luxo e riqueza, com suas muralhas de pedra, seus pátios com arcadas e a grande construção central, decorada com placas e florões de ouro maciço. Pelo Templo circulavam os escribas e os sacerdotes, com roupas ostentando prestígio, e os ricos que faziam suas ostensivas ofertas. Com tudo isto os pobres se sentiam diminuídos. Ainda hoje muitos tentam ligar a riqueza material (prosperidade) como sinal de benção e aí vem Jesus e adota os pobres como opção preferencial.
Em relação ao que damos a Deus também é importante destacar a questão do tempo; pois é muito importante. Quando a Igreja precisa de alguém para um trabalho pastoral a primeira desculpa que ouvimos é que não tem tempo ou dizem: Se tiver um tempinho…
O Bem-aventurado Charles de Foucauld, eremita e missionário no nas Meditações sobre as passagens dos santos evangelhos relativos a quinze virtudes, nº 69 nos ensina que Deus não associou a salvação à ciência, à inteligência, à riqueza, a uma longa experiência, a dons raros que nem todos receberam. Ligou-a aquilo que está ao alcance de todos, de absolutamente todos, dos jovens e dos velhos, dos seres humanos de todas as idades e classes, com todo o tipo de inteligência e fortuna. Associou-a aquilo que todos, absolutamente todos, Lhe podem dar, àquilo que todo o ser humano, seja quem for lhe pode dar, bastando que tenha um pouco de boa vontade: um pouco de boa vontade é tudo o que é preciso para ganhar esse céu que Jesus liga à humildade, ao fato de nos fazermos pequenos, de tomarmos o último lugar, de obedecermos; que liga ainda à pobreza de espírito, à pureza de coração, ao amor da justiça, ao espírito da paz, etc. (Mt 5,3ss). Tenhamos esperança, uma vez que através da misericórdia de Deus a salvação está tão próxima de nós, que nos basta apenas um pouco de boa vontade para obtê-la.
Na primeira Leitura do primeiro livro dos Reis vemos que a viúva de Sarepta tinha, apenas, o alimento para si e seu filho; mas, partilha com solidariedade. Quando repartimos, com generosidade e amor, aquilo que Deus colocou à nossa disposição, não ficamos mais pobres; os bens repartidos tornam-se fonte de vida e de bênção
Na segunda Leitura da carta aos hebreus vemos que Cristo veio a este mundo para libertar o homem e sua entrega na cruz é a lição maior, lição de um amor que renuncia, que se entrega. Somos chamados a gastar a vida na missão, colaborar com Ele para eliminar o pecado e restaurar a vida plena.
Rezemos com o Salmista: O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: 1Rs 17,10-16
Salmo: 145
2ª. Leitura: Hb 9,24-28
Evangelho: Mc 12,38-44

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