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Ano C › 30/10/2016

31º. Domingo Comum

14918828_1110020692416488_706639971907358745_oAmados irmãos e irmãs
“Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.
Procurando ver Jesus, Zaqueu foi visto por ele. O encontro com Jesus transformou a vida de Zaqueu. A salvação vem por Jesus sem que seja preciso esperar mais: “Hoje aconteceu a salvação para esta casa”. Se permanecermos na procura constante mesmo que não estejamos vendo nada Ele já estará nos vendo e consequentemente nos amando.
Portanto é necessário em primeiro lugar desejar, querer ver e fazer um encontro com Jesus. Zaqueu desejou isto; estava ansioso por descobrir o novo trazido por Jesus, desejava de fazer parte embora se auto condenasse e julgasse não ser digno pela sua condição de pecador; mas Deus não se esquece de nós. Ninguém é anônimo diante Dele. Somos de Deus! Ele quer nos dizer: Hoje eu devo ficar na tua casa; assim como disse a Zaqueu.
Depois desta vontade explícita vem a superação dos obstáculos que podem ser os mais variados possíveis, ou seja, desde obstáculos físicos até psicológicos. O obstáculo de Zaqueu era o fato de ser muito baixo em estatura e isto o impedia de ver e a superação se deu quando ele subiu em uma árvore. Qual é o nosso obstáculo? A língua diferente, a condição financeira, a distância geográfica, o medo, a vergonha, a família que não aceita, a falta de liberdade religiosa? Precisamos descobrir a então buscar a superação.
Por fim resta obedecê-lo e descer de nossas árvores, se colocar no chão no mesmo nível de humildade em que Jesus se encontra e deixar que Ele nos ame e aí tudo será concretizado com uma verdadeira conversão.
Zaqueu abandonou seu velho estilo de vida, perdeu seu dinheiro e talvez alguns pseudo amigos, mas encontrou dignidade humana, salvação, o sentido da justiça e o amor para com os mais necessitados e principalmente os que eles explorou.
Neste Evangelho aprendemos que os que se acham puros e santos só conseguem ver defeitos. Não reconhecem nele nada de bom nas pessoas. Mas Jesus vê os anseios de cada um, enxerga as qualidades e para Ele nada é pequeno, pois o seu o amor é grande.
Como cristãos jamais devemos julgar e condenar, mas sim mostrar ao outro um caminho que facilite este encontro com Deus. Quem condena o outro, se condena. Quem salva o outro, se salva também: “Saiba”, diz São Tiago, “aquele que fizer um pecador retroceder do seu erro, salvará sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecado” (Tg 5,20). Paulo na Audiência Geral de 26.08.1970 dizia: Hoje os homens têm a tendência para não procurar a Deus. Procura-se tudo, mas não se procura Deus. Deus morreu, diz-se. Já não nos ocupamos dele. Mas Deus não morreu. Perdemo-lo. Foram os homens do nosso tempo que O perderam. Mas não valeria a pena procurá-lo? Procura-se tudo: as realidades novas e as antigas, as difíceis e as inúteis, as boas e as más, em suma, tudo. Pode-se dizer que a procura define a vida moderna. Então, porque não procuramos Deus? Não é um valor que merece a nossa procura? Não é uma realidade que exige um conhecimento melhor do que o puramente nominal de uso corrente? Não é melhor do que o conhecimento supersticioso e fantástico de certas formas religiosas, que devemos rejeitar exatamente porque são falsas, ou devemos purificar porque são imperfeitas? Não é melhor do que aquele conhecimento que se julga bastante informado e esquece que Deus é inefável, é mistério, e que o fato de conhecer a Deus é para nós motivo de vida, de vida eterna? Não é Deus, porventura, um problema, se assim lhe quisermos chamar, que interessa de perto o nosso pensamento, a nossa consciência e o nosso destino? E se, um dia, fosse inevitável o nosso encontro pessoal com Ele? Mais ainda: e se Ele estivesse escondido, como num interessantíssimo jogo, para nós decisivo, precisamente porque temos de O procurar? Ou melhor, ouvi: e se fosse Ele, Deus, o próprio Deus, que estivesse à nossa procura?
Na primeira leitura do livro da sabedoria vemos que mesmos os opressores Deus como Pai de todos trata com moderação. É a lógica de amor: um Deus onipotente, que criou tudo, ama com amor de Pai cada ser que saiu das suas mãos, mesmo os pecadores, porque todos são seus filhos. Ele não quer a morte do pecador, mas que este se converta e viva; por isso, “fecha os olhos” diante do pecado do homem, a fim de convidá-lo ao arrependimento. Muitas vezes, percebemos certos males que nos incomodam como “castigos” de Deus pelo nosso mau proceder. No entanto, este texto deixa claro que Deus não está interessado em castigar os pecadores. Quando muito, procura nos fazer perceber com a pedagogia de um pai cheio de amor o sem sentido de certas opções e o mal que nos fazem certos caminhos que escolhemos. Ou seja, ele está a nos dizer que somos livres, mas se optarmos por caminhos tortuosos as consequências que nos prejudicará não será a sua vontade.
Na segunda leitura da 2ª Carta aos Tessalonicenses o apóstolo Paulo súplica para que os tessalonicenses sejam cada vez mais dignos do Deus é o protagonista na salvação do homem (centralidade de Deus). Não basta a boa vontade e os bons propósitos do homem; é preciso que Deus nos acompanhe e dê a força de percorrer até ao fim o caminho do Evangelho. Tudo é dom de Deus que chama ; que anima e que leva o homem para a meta. A salvação não é uma conquista pessoal, mas um dom de Deus? Ao longo do caminho, é preciso estar atento para saber discernir o certo do errado, o verdadeiro do falso, o que é um desafio de Deus. Paulo denuncia e desautoriza alguns fanáticos que anunciavam a iminência do fim do mundo e provocava perturbações na comunidade. Quanta semelhança com os fanáticos de hoje!
Rezemos com o Salmista: O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade. O Senhor é bom para com todos, a sua misericórdia se estende a todas as criaturas, Graças vos dêem Senhor, todas as criaturas e bendigam-vos os vossos fiéis. Proclamem a glória do vosso reino e anunciem os vossos feitos gloriosos. Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: Sabedoria 11,22-26.12,1-2
Salmo: 145
2ª. Leitura: 2ª Carta aos Tessalonicenses 1,11.2,2.
Evangelho: Lc 19,1-10

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