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Ano B › 25/02/2018

2º. Domingo da Quaresma

Amados irmãos e irmãs27868049_1587868024631750_1827809826134320921_n

“Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!”
O Monte Tabor onde supostamente teria ocorrido a transfiguração é uma alta colina localizada no Leste do Vale de Jizreel, 17 km a oeste do Mar da Galiléia e o seu topo está a 575 metros acima do nível do mar.
Jesus assumiu de tal forma a condição humana que era difícil aos apóstolos enxergar nele algo especial; daí a surpresa na transfiguração.
Subir em uma montanha para orar é fazer ascese, é exercício espiritual que nos leva a afastar das preocupações do mundo e permite focar nossa atenção só na oração que estivermos dirigindo ao Pai.
Jesus hoje nos mostra o caminho da Cruz como única via para se chegar à glória da ressurreição, prefigurada no Tabor.
Os apóstolos não compreenderam, no momento, o episódio da transfiguração, mas quando o Espírito desce sobre eles em Pentecostes, tornam-se as testemunhas do fato decisivo da cruz e da ressurreição.
Muitas vezes nós somos surpreendidos pela dúvida na missão a nós confiada; não sabemos como e nem o que fazer; não entendemos o que acontece ao redor, mas assim como os discípulos seguimos em frente apenas na fé e só depois de outros acontecimentos é que vamos entender o que Deus queria de nós.
Os que dormem podem não entender o que está acontecendo quando acordam e por isto às vezes tal como Pedro pode querer armar tenda e por ali permanecer.
Armar as tendas demonstra comodismo e fuga dos desafios que a missão certamente trará e olha que alguns cristãos usam justificativas do tipo é melhor não mexer em vespeiro; deixa como está para ver como é que fica e assim tal qual ferida mal curada que é encoberta, mas continua febril; as necessidades pastorais são deixadas de lado e os problemas só se avolumam cada vez mais.
O que faz com que o rosto de Jesus seja transfigurado, na sua oração, é que ele em profunda intimidade mantém a sua face voltada para o Pai. É a comunhão com o Pai que transfigura e revela o mistério do Filho. Assim nós também devemos voltar nosso olhar com intimidade para o Pai a fim de sermos transfigurados.
Assim como transubstanciar, transfigurar é diferente de transformar; pois se na transubstanciação temos carne e sangue que não perdem a aparência, o cheiro e o gosto de vinho e pão; também na transfiguração você não vai deixar de ser você, mas pela luz poderosa do Senhor você refletirá para o mundo a luz do inflamado amor de um Pai pelos seus filhos.
Às vezes a celebração e o espaço da Igreja é o nosso Tabor onde queremos permanecer, mas ao término da celebração temos que descer da “montanha”, pois somos enviados a luta árdua do dia a dia.
Na primeira leitura do livro do Gênesis vemos que às vezes o que parece absurdo de Deus é na verdade a nossa única maneira de mostrar confiança e fazer a vontade do Pai. Num primeiro momento o pedido de um pai pode parecer esquisito, mas se temos fé (confiança) obedecemos cegamente, pois temos a certeza de que o Pai não irá nos pedir algo que nos prejudicará; pois Ele nos ama. Imaginemos algumas situações onde o pedido de um pai soaria esquisito se não entendêssemos o contexto de tal pedido: Um pai que pede a uma criança de dois anos que salte de uma altura de três metros na direção de seus braços, ora se não tiver esta fé confiança não saltará; um pai que pede ao médico para que faça um corte de 30 cm na barriga do filho para uma cirurgia, o pai que segura o filho aos prantos para nele ser enfiada uma agulha, etc. Abraão nos ensina a confiar em Deus, mesmo quando tudo parece cair à nossa volta e mesmo se os caminhos são estranhos e incompreensíveis. Se a escuridão vier, a guerra, a violência, a opressão e todo sofrimento que nos leve ao desespero, temos que seguir em frente caminhando serenamente e confiando em Deus que é a nossa única esperança.
Na segunda leitura da carta de são Paulo aos romanos vemos que a razão da esperança cristã está no Deus que ama com um amor imenso e eterno, amor capaz de dar seu filho único; então se pergunta se Ele deu até o Filho o que mais não daria para nos salvar.
Por este motivo o cristão nada tem a temer e deve enfrentar a vida com serenidade e esperança. Costumo dizer que um cristão quanto mais cresce na fé mais perigoso se torna; pois passa a não ter medo de situações das quais a maioria foge, ele é capaz de enfrentar os perigos e de dar a vida por aquele que no – la deu por primeiro.

Rezemos com o Salmista: Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão! Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gn 22,1-2.9-13.15-18
Salmo: 115
2ª. Leitura: Rm 8,31b-34
Evangelho: Mc 9,2-10

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