Highslide for Wordpress Plugin
Ano C › 15/10/2016

29º. Domingo Comum

14657457_1097495527002338_8123561047071973403_nAmados irmãos e irmãs
Na parábola deste Evangelho a insistência da viúva faz com que o juiz injusto lhe atenda e a sua teimosia nesse caso, é sinônimo de perseverança, paciência e esperança, porque a fé que não persevera, que não é paciente e não traz no coração a esperança, é morta. Jesus vai nos ensinar que se até um juiz injusto atende quanto mais o Pai que está no céu também nos atenderá.
Parece-nos que os pobres têm mais esperança e perseveram mais e isto é uma verdade porque eles depositam toda sua confiança em Deus ao passo que os ricos confiam mais em seu dinheiro. A viúva não se conformou com o abandono e a exploração e resolveu ir à luta por justiça; inspirados em sua atitude nos cristãos também devemos tomar consciência dos direitos dos excluídos e lutar por eles.
Deus não tem um ponto fraco, mas se tivesse qual seria? Cremos que as lágrimas dos pobres e pequenos seja hoje o que mais comove o coração de nosso Deus. Ele nos manda rezar sem cessar, insistir sem cansar. É bom pensarmos quantos cristãos não estão nas mãos de juízes ou outras autoridades que nem sempre são honestas. Quantos não são hoje os pobres e pequenos que sequer tem acesso à justiça, são até proibidos por seguranças de entrarem certos lugares para fazer valer seus direitos e sua voz é abafada pelo barulho ensurdecedor da corrupção que graça por todos os lados.
A Igreja tem que ser a voz das viúvas de hoje que são todos aqueles que como ela precisa confiar em Deus que nunca desampara aquele que ora e persevera. A Igreja não pode se omitir de anunciar e denunciar mesmo que isto possa lhe custar “favores de alguns interesseiros”. A grande lição que fica é que nunca devemos desanimar. É preciso orar sem cessar em todas as circunstancias e sempre na firme esperança que nosso deus nos atenderá. “Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo” (I Tes 5, 17-18)
Quando nos fechamos em nosso mundinho acabamos nos afastando e dando as costas para Deus. Nos momentos de decepção, de dor e tristeza não conseguimos rezar, e se rezamos não o fazemos bem. Decaímos na confiança. Muitas vezes, diante dos acontecimentos, achamos que Deus é o culpado e nos tornamos indiferentes a Ele. Não vamos mais à igreja e não buscamos mais os sacramentos.
Se você está dessa maneira, deixe de lado o passado e comece tudo de novo. De que maneira? Comece a rezar. Mesmo sem vontade volte a rezar. Faça como a viúva que contra todas as evidencias não deixou de suplicar.
Jesus exorta os discípulos e a nós hoje a perseverarmos na oração. Por causa da perseguição em razão da fé, é preciso rezar sempre para não cair no poder da tentação, nem desanimar. Orar implica três condições: Confiança em Deus; fidelidade ao Evangelho e perseverança. Em nossas fraquezas a oração é a força que mantém nossa esperança na vitória que com certeza virá.
14715502_1097495937002297_7986959935197590554_oNa primeira leitura do livro do Êxodo vemos o episódio em que Moisés de mãos erguidas intercede em favor daqueles que estão no campo de batalha e quando ele se cansa seus braços abaixam o exercito de Israel sob o comando de Josué começa a perder. Diante disto Aarão e Hur seguram seus braços e os mantém levantados e então Josué vence os amalecitas. Isto tem muito a nos ensinar sobre o poder da intercessão e em especial a necessidade de orar por aqueles que estão na frente de batalha e não contam com muito tempo para a oração. Lembro que quando os líderes não oram seus discípulos penam e isto eu falo por experiência própria.
Na segunda leitura da segunda carta de são Paulo a Timóteo nos ensina que se sabemos em que cremos devemos permanecer fieis ao que aprendemos das Sagradas Escrituras que é toda inspirada por Deus. Por tudo isto devemos pregar a palavra, insistir oportuna e importunamente, repreender, ameaçar, exortar com toda paciência e empenho de instruir.
Rezemos com o Salmista: Eu levanto os meus olhos para os montes: de onde pode vir o meu socorro? Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra! Ele não deixa tropeçarem os meus pés, e não dorme quem te guarda e te vigia. Oh, não, ele não dorme nem cochila, aquele que é o guarda de Israel! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Êxodo 17,8-13
Salmo: 120/121
2ª. Leitura: 2 Timóteo 3,14-4,2
Evangelho: Lucas 18,1-8

Imprimir

Deixe uma resposta