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Ano A › 22/10/2017

29º. Domingo Comum

22449865_1461985787219975_8988056450356179606_n (1)Amados irmãos e irmãs
Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Diríamos então: ao mundo o que é do mundo, a Deus o que é de Deus e aí nos lembramos da oração sacerdotal de Jesus em João 17 onde se referindo a nós Ele claramente diz: Pai eles estão no mundo, mas eles não são do mundo! Se a corrupção, o roubo, a pornografia não é de Deus então não queira ficar com elas.
A interpretação para esta frase de Jesus assume diferentes óticas e gostaríamos de destacar duas; ou seja; se era o rosto de César que estava na moeda então ela deveria ser devolvida a ele e a segunda é que o dinheiro é do mundo e Jesus estava a dizer para dar ao mundo o que é do mundo e a Deus o que é de Deus. Jesus também nos ensina que o bom cristão cumpre bem os seus deveres de cidadão, pagando impostos, taxas e observando as leis; no entanto se estas forem injustas o cristão deve se posicionar contra elas e lutar para que sejam mudadas.
São Pedro Crisólogo, bispo e doutor nos ensina: “Homem, porque és tão vil aos teus próprios olhos, quando és tão precioso aos olhos de Deus? Porque te desonras, quando Deus te honrou tanto? Porque te perguntas como foste criado, e negligencias em procurar para que fim? Esta morada do mundo que não foi construída só para ti?
Deus moldou-te do pó da terra, para que sejas senhor das coisas desta terra, no entanto, por mais terreno que sejas, Deus não te nivelou ao ponto de não estares já ao nível dos céus, no que diz respeito à tua alma. Para que tenhas a inteligência em comum com Deus, e o corpo em comum com os animais, Deus deu-te o dom de uma alma celeste e de um corpo terreno. Quis ainda acrescentar a tua elevação, e chegou mesmo a depositar em ti a sua imagem, para que esta imagem visível tornasse presente sobre a terra o Criador invisível. Concluindo o pensamento deste doutor diríamos que a imagem do homem não é a de César, mas sim a de Deus.
Impossível falar em impostos sem tocar na delicada questão das relações entre Igreja e Estado. Neste tempo em nosso Brasil não podemos deixar de lembrar que o poder é enfeitiçante e em alguns casos sua busca torna se como uma doença; onde às vezes ficamos cegos e damos tudo para ter mais. O fato de estarmos na Igreja, não nos torna imunes a isto e basta de páginas violentas na Igreja para aumentar seu poder temporal.
Lembremos que a Igreja não existe para disputar poder, mas sim cultivar o Reino de Deus no mundo de modo profético, lembrando ao poder político que ele não é dono do povo, mas servidor do mesmo. Jesus não quer negar a função de César (do Estado), mas quer deixar claro aos que não compreenderam sua missão esses se esqueceram do principal que é o Reino do Pai que Ele veio anunciar.
A moeda traz a imagem de Cesar, o Imperador divino, que no Império deviam adorar, é uma imagem que sinaliza domínio e poder sobre todas as pessoas, aliás, a moeda continha uma inscrição em que se afirmava que César Augusto era deus; mas nós humanos somos imagem e semelhança de Deus, que nos liberta da condição de escravos e nos faz filhos cuja marca carregamos desde o Batismo.
Jesus não nos quer cristãos alienados, sem compromisso com a ética, moral, política. Exercer a nossa cidadania também é um dever cristão e aqui nos lembramos das palavras do Papa Francisco que definiu a política como a mais autêntica e verdadeira expressão da caridade. Quem sonega no pagamento de impostos, quem se omite da questão política, é tão corrupto e culpado, como os governantes e legisladores desonestos; aliás se a coisa está como está é justamente porque os cristãos não estão honrando seu batismo.
Na primeira leitura do livro do livro do profeta Isaías vemos que Deus envia um rei pagão, Ciro, para libertar e salvar o povo da escravidão. Este rei já havia conquistado a Lídia, Irã, Afeganistão até à Índia. Fortalecido em ouro e em homens investe contra a Babilônia saindo como libertador. Estas notícias fazem os exilados sonhar com a proximidade da libertação; mas gera confusão, pois como entender que o libertador fosse estrangeiro? Atualizando diríamos que Deus age no mundo com através de pessoas limitadas, pecadoras e até dentre aquelas que não são da Igreja.
Na segunda leitura da primeira carta aos tessalonicenses (escrito mais antigo do NT) Paulo ensina que a missão de pregar é resposta à ação do Espírito Santo na vida do evangelizador. O elogio aos tessalonicenses é justamente pelo fato de que apesar das provas que tiveram de suportar, permaneceram fiéis ao Evangelho. Era uma comunidade que, apesar de uma catequese incipiente e de um ambiente hostil, abraçou com entusiasmo o Evangelho e concretizou a proposta de Jesus na vida do dia a dia
Neste domingo, Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária.
Rezemos com o Salmista: Ó família das nações, ai ao Senhor, ó nações, daí ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu nome! Oferecei um sacrifício nos seus átrios. Adorai-o no esplendor da santidade, terra inteira, estremecei diante dele! Publicai entre as nações: “Reina o Senhor! ”, pois os povos ele julga com justiça. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Isaías 45,1. 4-6
Salmo: 95/96
2ª. Leitura: 1 Tessalonicenses 1,1-5
Evangelho: Mateus 22,15-21

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