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Ano A › 15/10/2017

28º. Domingo Comum

22448512_1461960293889191_1695610991474938719_nAmados irmãos e irmãs
No Evangelho deste domingo, Jesus nos fala sobre a resposta que é dada ao convite de Deus – representado por um rei – para participar de um banquete de núpcias (cf. Mt 22,1-14). O convite tem três características: a gratuidade, a extensão e a universalidade. Os convidados são muitos, mas algo surpreendente acontece: nenhum dos escolhidos concorda em participar da festa, dizem que têm mais o que fazer; na verdade, alguns demonstram indiferença, estranheza, até mesmo incomodo. Deus é bom para conosco, nos oferece gratuitamente sua amizade, nos oferece gratuitamente a sua alegria, a salvação, mas muitas vezes não acolhemos seus dons, colocamos nossas preocupações materiais em primeiro plano, os nossos interesses e também quando o Senhor nos chama, muitas vezes, parece nos incomodar.
Alguns convidados até maltratam e matam os servos que foram mandados para fazer convite. Mas, apesar da falta de adesão dos que foram convidados, o plano de Deus não é interrompido. Diante da recusa dos primeiros convidados, Ele não desanima, não suspende a festa, mas propõe novamente o convite estendendo-o indistintamente e envia seus servos para as praças e esquinas para reunir todos aqueles que encontram. São pessoas comuns, pobres, abandonados e carentes, bons e maus- mesmo os maus são convidados – sem distinção. E a sala se enche de “excluídos”. O Evangelho rejeitado por alguns é inesperadamente acolhido em tantos outros corações.
A bondade de Deus não tem confins, não discrimina ninguém: por isso o banquete dos dons do Senhor são universais, são para todos. A todos é dado a possibilidade de responder ao seu convite, ao seu chamado; ninguém tem o direito de se sentir-se privilegiado ou pedir exclusividade. Tudo isso nos leva a superar o hábito de nos posicionar confortavelmente ao centro, como faziam os chefes dos sacerdotes e os fariseus. Isso não deve ser feito; devemos nos abrir às periferias, reconhecendo que mesmo aqueles que estão às margens, aqueles desprezados e rejeitados pela sociedade são objetos da generosidade de Deus. Todos nós somos chamados a não reduzir o Reino de Deus aos confins da “igrejinhas” – a nossa “igrejinha pequenina”- mas dilatar a Igreja à dimensão do reino de Deus. Mas há uma condição: vestir o habito nupcial, ou seja, testemunhar a caridade para com Deus e para com o próximo.
Na primeira leitura do profeta Isaias ele nos diz ‘Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado. Hoje podemos com certeza mais do que nunca repetir aos quatro cantos que O Senhor caminha conosco. Esta profecia é como que outra leitura do salmo 22, usado nesta mesma liturgia.
Na segunda leitura da segunda carta de são Paulo aos filipenses nos é ensinado que devemos aprender a viver nas mais diferentes circunstâncias da vida sejam elas difíceis ou não, mas sempre e em tudo devemos louvar e agradecer a Deus que sempre proverá.
Rezemos com o Salmista: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes, ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Isaías 25, 6-10a
Salmo: Sl 22,1-3a.3b-4.5-6
2ª. Leitura: Fl 4,12-14.19-20
Evangelho: Mt 22,1-14

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