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Ano C › 24/09/2016

26º. Domingo Comum

14441184_1079333868818504_6289345933186836565_nAmados irmãos e irmãs
“Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá”. Esta passagem vem confirmar que nascemos e morremos uma única vez; não existe a possibilidade de depois da morte retornarmos para corrigir algo ou fazer o que não deu tempo.
O versículo que diz: “Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos”. Jesus nos ensina que de nada adianta sinais e prodígios para quem tem coração de pedra; primeiro é preciso pedir ao Senhor que nos dê um coração de carne, ou seja, um coração humano e isto basta; pois o coração humano tem sentimentos!
O fato de não ter-se aberto á Salvação ainda em vida, criou um abismo entre o rico e Deus, o mesmo acontece hoje com muitos corações. Quem se abre a Graça de Deus e a Salvação, irá se relacionar bem com Deus, porque irá descobrir Deus nos mais carentes. Essa é a verdadeira religião, á que nos leva a Deus, passando antes pelo próximo. O resto é alienação que vai nos levar para o esmo lugar que este homem rico foi e aí o arrependimento será inútil.
É impossível refletir sobre este Evangelho sem verificar a grande confusão existente em torno da compreensão dos termos pobreza e riqueza. Ser rico ou pobre para uns é questão de sorte; outros julgam que é questão de capacidade e prêmio pela inteligência ou virtude. Para outros é precisamente o contrário: os honestos não enriquecem, porque para enriquecer é preciso ser desonesto e assim sendo o rico é ladrão.
Há que se destacar também que infelizmente dentro da própria Igreja existem aqueles que defendem a riqueza como sinal de benção e a pobreza como sinal de maldição. Nem uma coisa nem outra, pois conhecemos ricos de bens materiais que são tementes a Deus e usam de seus bens para ajudar os pobres ao passo que conhecemos pobres de bens materiais que são orgulhosos e sequer temem a Deus. Também não podemos de forma nenhuma admitir o discurso daqueles que pregam a consolação alienante para os pobres incitando-os a aceitar a situação de miserabilidade sem lutar por seus direitos e pela justiça social.
Que são os lázaros de hoje? O pobre Lázaro caracteriza nossos irmãos de rua, os doentes sem médicos, os analfabetos sem escola, os escravizados no trabalho. Ao passo que os ricos que no evangelho é anônimo são os ricos que desviam dinheiro da saúde, que escravizam trabalhadores fazendo-os trabalhar em troca da comida. A despeito de todo luxo e riqueza em Dubai onde está a maior renda per capita do mundo; vimos que é justamente lá que milhares de empregados da construção civil oriundos de países pobres vivem em condições sub-humanas e tem seus documentos retidos para que não saiam do país. Onde está a ONU? Dizem que milhares já morreram na construção civil em especial nas obras para a copa do mundo que será realizada naquele país em 2022.
Na primeira Leitura da profecia de Amós vemos o profeta fazer uma crítica contundente àqueles que vivem comodamente debruçados sobre mordomias e que naturalmente se esquecem da situação daqueles que sofrem, ou o que é pior esta mordomia e suntuosidade tem o preço do suor e sangue de muitos irmãos. É a insensibilidade humana diante da opressão e do descaso para com os pobres.
Na segunda Leitura da primeira carta de são Paulo a Timóteo nos é ensinado que nós como homens de Deus devemos fugir dos vícios e nos esforçar para viver com piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. Se Ele Jesus testemunhou a verdade diante de Pilatos mesmo sob ameaça de morte por que não devemos também nós testemunhar a verdade diante do mundo e olha que na maioria das vezes que negamos a verdade não estamos sob ameaça de morte.
Neste domingo celebramos o Dia da Bíblia e por isso peçamos a Deus que a exemplo de São Jerônimo possamos aprofundar nossa compreensão da Palavra para vivenciarmos o chamado de Deus para vivermos na plenitude do amor.
Rezemos com o Salmista: O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro. Ele ampara a viúva e o órgão, mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Amós 6,1. 4-7
Salmo: 145/146
2ª. Leitura: 1 Timóteo 6,11-16
Evangelho: Lucas 16,19-31

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