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Ano C › 02/12/2018

1º. Domingo do Advento

Amados irmãos 
O Tempo do Advento é um tempo privilegiado para acolhermos Aquele que vem nos visitar.
O advento é dividido em dois momentos que mostram a dupla manifestação: de Graça (primeira vinda) e de Glória (segunda vinda).
1º Advento Escatológico: Do 1º domingo ao dia 16 de dezembro, toda a liturgia se volta para preparar para a vinda gloriosa do Senhor. Nas leituras e no Evangelho a temática será a da preparação interior de cada um.
2º Advento Natalício: Do dia 17 ao dia 24 de dezembro a liturgia é uma preparação mais imediata para a festa do Natal. É momento de resgatar o verdadeiro sentido do Natal que é uma solenidade tão cara a todos nós cristãos católicos.
Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e suas cores, silenciosamente expressa a esperança e vigilância. Teve origem no séc. XIX em regiões evangélicas da Alemanha. Nós católicos, adotamos a coroa no início do século XX.
Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono. Os ramos verdes são sinais de esperança e vida que teimosamente resiste. Envolve-se a coroa com fita vermelha que lembra o amor de Deus que foi manifestado pelo nascimento de Jesus. A figura geométrica da coroa, o círculo, representa o que não tem início e nem fim, a perfeição, a harmonia, a eternidade.
Na coroa, são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima a festa da luz que brilhará para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil costumava-se usar velas nas cores roxa e uma vela rosa referente ao terceiro domingo (Gaudete Domingo da Alegria). Atualmente, tem-se propagado o uso de velas nas cores dos tempos litúrgicos.
Neste ano C estaremos refletindo o evangelho de Lucas que vê a história da salvação em três tempos: primeiro, o Antigo Testamento, até a chegada de João Batista; segundo, o tempo de Jesus; e o terceiro, o tempo da Igreja, que continua a missão de Jesus até o final dos tempos (Atos dos Apóstolos). Nesta história da salvação, o protagonista invisível é o Espírito Santo.
Lucas é o evangelista mais universalista: a salvação é para todos, também para os romanos e os samaritanos. Lucas também é o evangelista da misericórdia: Deus perdoa e se alegra da volta do pecador. A vida cristã para Lucas consiste em seguir Cristo. Lucas, finalmente, é o evangelista que mais nos fala da Virgem Maria.
A liturgia de hoje nos mostra que Jesus nos fala para reanimar e levantar a cabeça, mas o que estamos vendo é que a exceção está virando regra, ou seja, a perversidade, a maldade, a mentira e o cinismo, estão presentes em todas as classes ou categorias de pessoas, enquanto muitas pessoas acabam desistindo de serem boas, honestas, íntegras em seu ambiente, por terem vergonha de ser uma exceção. Os bons estão andando de cabeça baixa ao passo que os maus tal qual joio empinam o pescoço.
O Evangelho vem e nos diz: “E então verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com grande poder e glória”.
Como já nos dissera Jeremias na primeira leitura: “E nesses dias e nesses tempos farei nascer de Davi um rebento justo que exercerá o direito e a equidade na terra”.
Portanto cristãos alegrai-vos no senhor! Ergam vossas cabeças e testemunhem com vossas vidas a alegria de servir, pois eis que é chegada a hora.
Neste tempo ainda iremos ouvir e muito falar de vigilância, mas esta vigilância não é uma vigilância qualquer, mas a de um cristão e isto implica em ter esperança que é uma das virtudes teologais.
O que demonstra a esperança é a perseverança, ou seja, lutar contra tudo e contra todos tal qual um antigo ditado: Remar contra a maré. Ser uma pessoa perseverante significa não se abater e nem se desesperar por mais difícil que tudo possa parecer. É se esforçar para se tornar um infiel a causa do reino.
Isto significa ser vigilante.
Na segunda leitura da primeira Carta aos Tessalonicenses se pede que o Senhor nos faça crescer e avantajar na caridade mútua e para com todos os homens, como é o nosso amor para convosco.
Rezemos com o salmista: Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma! Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada! Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Jeremias 33,14-16 
Salmo: 25
2ª. Leitura: 1 Tessalonicenses 3,12-4,2
Evangelho: Lucas 21,25-28.34-36

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