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Ano B › 18/02/2018

1º. Domingo da Quaresma

Amados irmãos e irmãs 27972093_1587857281299491_8583367394733151884_n

Resistir as tentações!
O Evangelho nos fala que o Espírito levou Jesus para o deserto onde foi tentado.
Aqui uma grande oportunidade para refletirmos sobre a diferença de tentação e provação. Provação pode vir de Deus quando o sofrimento ou a dor nos faz crescer espiritualmente e se aproximar um pouco mais de Deus. Já a tentação conforme vimos no Evangelho não vem de Deus, pois ela é convite ao pecado, convite para abandonarmos a fé e isto Deus jamais faria.
O Evangelho nos mostra que até o Filho de Deus foi tentado imagine nós pobres pecadores; mas Jesus nos mostrou armas com as quais podemos vencer as tentações e derrotar o inimigo e elas são: o jejum e a oração.
Outro detalhe importante é que somente nas tentações é que provamos nossa fé. O telhado de uma casa só será testado e aprovado como bom se sobrevier a tempestade e ele não apresentar goteiras.
Às vezes nos afastamos de algumas pessoas por medo do mal que elas possam representar, mas Jesus nos ensina que sua graça é maior.
Na narração de Marcos não se elenca as tentações, mas em Mateus vemos que são três: a primeira tentação (pedra em pão) nos é ensinado que não devemos tirar proveito de nossa condição: “Olha, deixa de ser bobo e use o seu poder”.
Na segunda (Dar poder e glória) nos é ensinado que não devemos querer dominar a tudo e a todos: “comer na palma da nossa mão”.
Na terceira tentação (Se és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo) nos é ensinado que não devemos exigir de Deus prova do seu amor “poderei me jogar do vigésimo andar de um prédio, que nada irá me acontecer porque Deus não irá permitir”.
As tentações fizeram parte da vida de Jesus e a maior delas foi a de abandonar a Cruz e Ele não abandonou e hoje somos chamados a também não abandonarmos a Cruz e seguir com ela até o fim.
A tentação é a de utilizar a sua condição de Filho de Deus em benefício próprio. Nós também devemos olhar para os dons que Deus nos deu e saber que devemos usá-lo em benefício da comunidade.
O convite da liturgia deste domingo é: “Convertei-vos e crede no Evangelho!”
No livro do Gênesis vemos a história do dilúvio onde Deus depois de eliminar o pecado que escravizava o homem e corrompia o mundo, vem ao encontro para fazer uma Aliança de paz e fazer nascer uma nova humanidade. O que aqui é narrado é posterior ao dilúvio, quando já tinha deixado de chover e Noé e sua família que já tinham desembarcado em terra seca construíram um altar e ofereceram holocaustos sobre o altar. Deus disse: farei aparecer o meu arco sobre as nuvens para recordar a minha aliança convosco (para muitos este é o arco íris); portanto quando as nuvens escurecerem o céu procure pelo arco íris; quando na tua vida tudo parecer escuridão e prenuncio de tempestade tente ver o arco íris que Deus coloca no céu como que para dizer que ti ama e que nada de mal te acontecera; pois Ele estará contigo até o final dos tempos.
Na primeira carta de Pedro nos mostra que apesar das provações que sofremos todos os dias, apesar das dificuldades, devemos nos manter fiéis. Olhar para Cristo, que sofreu a paixão e cruz, antes de chegar à ressurreição sem nunca desanimar. Diante das dificuldades e propostas contrárias aos valores cristãos, Cristo deve ser sempre o Senhor da vida, o Senhor mundo e o Senhor história.

Rezemos com o salmista: Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias e das vossas graças que são eternas. Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência, por causa da vossa bondade, Senhor. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Gn 9,8-15
Salmo: 24
2ª. Leitura: 1Pd 3,18-22
Evangelho: Mc 1,12-15

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