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Ano C › 07/08/2016

19º. Domingo Comum

Pequeno rebanhoAmados irmãos e irmãs
“Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir”. Este versículo nos leva imediatamente a pensar o quanto Deus nos deu, quais os dons que recebemos e como estamos dispondo deles. O evangelho de hoje fala dos imprevistos que podem ocorrer na missão. Imaginem um estudante que não se dedica e que não estuda; não poderá ir bem na prova ou ser um bom profissional.
Há cristãos que não se preparam e se acomodam em uma vida de fé que não exige muito esforço. Acham que já são bons e isto gera excesso de confiança; claro que ao ser colocado a prova não resistirá.
Estar á frente, administrar, ser o responsável; não importa se é a comunidade, a família, ou uma pastoral. Precisamos lembrar que o bem material não é o mais importante; mas sim a pessoa que faz parte da pastoral, da família, etc. O Cristão deve dar testemunho e não com palavras, mas com atitudes.
O Reino é dom de Deus e que, por isso mesmo, ninguém pode tirá-lo ou se apropriar dele como sendo seu. O responsável não é o dono, mas apenas administrador. Ele deve lutar para a comunidade não se dispersar e nem ser apegada demais aos bens terrenos, mas viver o valor fundamental de sua vocação: buscar o Reino de Deus. Este é o seu tesouro!
Em muitas religiões há um apelo ao desapego dos bens materiais, visando à libertação e à realização da pessoa. A pobreza evangélica não está nessa linha, a pobreza evangélica é consequência da fé em Jesus e no advento do reino de Deus. A imprevisibilidade desse advento exige a atitude de vigilância.
O discípulo que permanece de prontidão não tem medo de encontrar o Senhor, qualquer que seja a hora em que ele chegue. Este discípulo não se deixa seduzir pelas riquezas do mundo, pois bem sabe qual é o seu verdadeiro tesouro.
S. Agostinho dizia: Perscruta e reconhece o que há dentro de ti. Tuas roupas e tua carne são externas. Entra em tua intimidade e desce até o mais secreto de tua consciência. Se te exilas de ti mesmo, como poderás aproximar-te de Deus?” Quem não faz isto é levado a olhar só ara os méritos ou defeitos dos outros e veja o que acontece:
– Se olho só para os méritos dos outros vejo que não os tenho e aí me diminuo, desprezo a mim mesmo, sinto que não sou digno e nem amado e isto gera uma praga que invade a Igreja chamada de auto piedade, pessoas que em qualquer situação se fazem de vítimas é o verdadeiro “não me toques”.
– Se olho só para os defeitos do outros vejo que não os tenho e ai me vanglorio, deixo o orgulho invadir o meu coração, sinto me mais santo , mais digno, mais amado e isto gera a praga da soberba, da vaidade, pessoas que estão em lugares tão alto, tão próximas de Deus que ninguém pode chegar perto, e torna-se não me toque também. Aqui surge a figura do sujo que fala do mal lavado!
Na primeira leitura do livro da Sabedoria vemos que muitos judeus eram tentados a seguir o caminho dos ímpios e a renegar a sua fé, seja pela perseguição , pelo ridículo a que eram sujeitos por causa das práticas dessa fé ou pelo rigor da Lei. Hoje a situação não mudou muito quando olhamos para um mundo relativista que nos convida ao mais fácil e vantajoso e que zomba de nossas práticas de fé.
A segunda leitura que é da carta aos hebreus nos recorda as atitudes de fé de nossos antepassados e que devem nortear nosso proceder em tempos tão difíceis. Se a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê; então devemos mostrar ao mundo que contra todas as evidências que o mundo poderia nos oferecer nós continuamos a crer no Deus da vida; na vitória do amor e acima de tudo na vida eterna.
Rezemos com o Salmista: Feliz o povo cujo Deus é o Senhor e a nação que escolheu por sua herança! Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem e que confiam, esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria. No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Sobre nós venha Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

 
1ª. Leitura: Sabedoria 18,6-9
Salmo: 32/33
2ª. Leitura: Hebreus 11,1-2.8-19
Evangelho: Lucas 12,32-48

 

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