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Ano C › 01/08/2016

18º. Domingo Comum

13895579_1035422429876315_6179239403627830037_nAmados irmãos e irmãs
“Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas”.
Imaginemos a frustração de um homem, que chegando a beira da morte descobre que passou toda sua existência acumulando riquezas, que nada valerá agora. E o que é pior, tudo isso vai ficar para trás, nenhum centavo irá com ele, e outros que talvez nem trabalharam irão usufruir do seu capital. O apego exagerado às riquezas é uma forma de idolatria.
O ganancioso só sabe fazer a oração do meu…
A maioria das pessoas tem dúvidas de como se suster no dia a dia e como pagar as contas, ao passo que este homem do Evangelho tem uma dúvida cruel que é exatamente ao contrário; ela é a dúvida da minoria: O que fazer com tanto que tenho?
Hoje vemos que muitos gastam com vaidades e futilidades, lembram-se da madame que fez uma festinha de aniversário para sua cadelinha?
Acabamos de ouvir pelos noticiários que um grande banco brasileiro bateu todos os recordes com o lucro que teve no primeiro semestre; nunca se viu nada igual. Qual foi o custo de tudo isto? Será que este banco e tantos outros empresários poderiam estar investindo no verdadeiro tesouro, partilhando seus bens e sua riqueza com os pobres, empregados com participação nos lucros, investimento no social, não para isenção tributária, mas com espírito solidário.
Isto é uma ilusão: cremos possuir, mas na verdade somos possuídos!
As riquezas não são um mal em si, mas desvia nossa atenção da verdadeira riqueza, a amizade de Deus. Em tempos de teologia da prosperidade é difícil aceitar isso, sobretudo quando os negócios vão bem.
O imperador Alexandre Magno, também conhecido como Alexandre, o Grande, fez três pedidos aos seus generais antes de morrer:
1. Que seu caixão fosse transportado por médicos.
2. Que espalhassem seus tesouros pelo caminho até o seu túmulo.
3. Que suas duas mãos fossem deixadas fora do caixão.
Intrigados com esses pedidos, um de seus generais, perguntou o porquê desses desejos ao imperador.
A resposta foi a seguinte:
1. Quero que o os médicos carreguem meu caixão para mostrar a todos que nem eles têm poder sobre a morte, que é inevitável.
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas vejam que os bens materiais aqui permanecem.
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Precisamos ter consciência de que: – Não somos Deus; – Não somos nossos próprios criadores; – A vida neste mundo acaba; – Nada de material levamos daqui; – plantamos para outros colherem; – Não dei inicio a minha vida e nem determino o fim natural dela.
A verdadeira riqueza está no amor a Deus e no serviço ao próximo. O nosso maior tesouro é Ele próprio que se oferece no altar como Eucaristia para nós.
O livro do Eclesiastes nos fala da vaidade das vaidades recorda-nos que contra a vaidade e a ganância, a palavra de Deus é nosso porto seguro. O que é ilusão e vaidade, e em que realmente vale a pena se empenhar? A ganância, fruto do egoísmo tem tirado completamente a dignidade do homem enquanto filho de Deus.
A segunda leitura da carta de Paulo aos colossenses nos mostra que nós fomos despidos do homem velho com os seus vícios e revestidos do novo com a graça santificante e assim cristo tem que ser todo em todos; pois já não mais haverá diferenciações entre povos, raças e nações.
Amanhã iniciamos o mês vocacional. A primeira semana enfoca a vocação para o ministério ordenado de diáconos, padres e bispos; a segunda ressalta a família, a terceira destaca a vida consagrada e, por fim, a quarta, os ministérios e serviços na comunidade.
Rezemos com o Salmista: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós. Vós fazeis voltar ao pó todo mortal quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou. Ensinai-nos a contar os nossos dias e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza!
Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. Amém.
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: Eclesiastes 1,2; 2,21-23
Salmo: 89/90
2ª. Leitura: Colossenses 3,1-5.9-11
Evangelho: Lucas 12,13-21

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