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Ano A › 23/07/2017

16º. Domingo Comum

Amados irmãos e irmãsdomingo
“O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça”
Olhando para tudo que Jesus fez e falou fica bem claro que o Reino de Deus é para ser construído a partir de cada um de nós; o Reino de Deus não cai do céu pronto e nem acontece no imediatismo, mas como em um gigantesco quebra-cabeça, cada peça vai sendo colocada, até que no final iremos todos ver uma belíssima obra.
De todas as comparações que Jesus fez sobre o reino, a mais fiel é a parábola da semente, algo que precisa ser plantado, cuidado, cultivado, para poder germinar, e depois de germinado tem de ser muito bem conservado e mantido, ou seja, a edificação do reino é algo permanente em nossa vida, que um dia, na visão beatífica iremos contemplar e poder admirar toda sua beleza, e ainda mais, sentir uma imensa alegria ao perceber que ajudamos a construí-lo.
O imediatismo é inimigo número um da paciência que é virtude cristã; pois o Pai nos ama e o seu amor é paciente, compassivo, tolerante, e sabe esperar, confiando no ser humano, quando o chama para viver a vocação do amor.
A impaciência, a intolerância e o radicalismo não podem prevalecer no lugar do amor que tudo suporta e tudo crê. Nesta correria dos tempos atuais falta paciência com os pais, com os idosos, com as crianças, com os enfermos, com os pobres, com a esposa, com o esposo, com os netos, com os alunos, com a equipe de trabalho, e porque não colocarmos aqui entre agentes de pastoral onde às vezes fazemos daqueles que não concordam conosco um inimigo mortal. Se não tivermos paciência e soubermos esperar poderemos abortar santas vocações na Igreja de Jesus
Na primeira leitura do livro da Sabedoria vemos que a “sabedoria” de Deus se manifestou na história de Israel. Quantos aos estrangeiros como os cananeus, que cometiam crimes e praticavam obras detestáveis, ritos ímpios, e eram assassinos dos seus filhos; Deus podia tê-los eliminado rapidamente; no entanto, retardou o mais possível o castigo, dando-lhes várias oportunidades de se arrependerem e de mudarem de vida. Agiu dessa forma equilibrada e moderada, é porque é um Deus justo. Esta leitura nos ensina que Deus não quer a morte do pecador, mas sim que ele se converta e viva; por isso, “fecha os olhos” diante do pecado do homem, a fim de convidá-lo ao arrependimento. Além disso, vale destacar que a lógica de Deus é uma lógica de perdão e de misericórdia e nós devemos trilhar nesta mesma lógica.
Na segunda leitura da carta de são Paulo aos Romanos o apóstolo fala de nossa dificuldade em articular devidamente os nossos desejos e necessidades e é por isto que o Espírito se encarrega de formulá-los juntando sua intercessão aos nossos gemidos, fazendo com que a nossa oração chegue até Deus. O Espírito é mediador eficaz; Ele é nosso intérprete e intercessor, elevando-nos ao Deus que conhece o coração. Atualmente a vida humana é corrida e somos muito exigidos profissionalmente ou pela família, estudos e por isto estamos sempre ocupados e cansados, estressados. É preciso encontrar tempo e espaço para refletir e redefinir o sentido da nossa existência, para perceber se estamos a conduzir a nossa vida “segundo a carne” ou “segundo o Espírito”.
Rezemos com o Salmista: As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas: vós somente sois Deus e Senhor. Vós, porém, sois clemente e fiel, sois amor, paciência e perdão. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Sabedoria 12, 13.16-19
Salmo: 85/86
2ª. Leitura: Romanos 8,26-27
Evangelho: Mateus 13,24-43 ou 24-30

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