Highslide for Wordpress Plugin
Ano A › 09/07/2017

14º. DOMINGO COMUM

Amados irmãos e irmãsdomingo
“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei”.
Com certeza você conhece no mínimo uma pessoa para quem a vida é um fardo pesado e que precisa fazer malabarismos para conseguir sobreviver; que fica sempre a lamuriar sua situação. Muitas dessas pessoas se tornaram escravas porque deixaram de ser simples, buscaram complicações outras das quais não conseguem se desvencilhar.
Simplicidade não é sinônimo de ignorância, o Cristianismo não é uma religião de ignorantes como gostam de nos acusar. Simples é a pessoa que não complica, que não quer esgotar o conceito sobre Deus. Para os simples Deus é Deus e o Homem é o Homem, não há nada de errado nisso, são distinções necessárias. Para os simples, Jesus Ressuscitou no Poder e na Glória do Pai, não é preciso que a Ciência nos prove todas essas coisas. Aí está a diferença entre os Sábios e Entendidos e os Simples, do tempo de Jesus, do tempo das primeiras comunidades cristãs, e dos nossos tempos. O Simples e pequeno não despreza o conhecimento científico, mas não precisa dele para conhecer Deus manifestado em Jesus.
Hoje somos convidados a descomplicar nossas pastorais e movimentos, nos libertar do rigorismo moral e principalmente de toda e qualquer forma de manipulação. Se fizermos de Jesus uma pessoa complicada e de difícil acesso estaremos mostrando uma face que não é a de Jesus de Nazaré; pois Ele era manso e humilde, o relacionamento de Jesus com os fracos e pequeninos caracterizou-se pela paciência e pela benevolência, pelo respeito ao ritmo e ao momento de cada um. Será que como agentes de pastoral estamos respeitando o ritmo de cada um? Será que não somos nós que tornamos os fardos dos irmãos mais pesados do que podem suportar? Pensemos nisso.
Resta destacar que não haja entre nós a confusão entre ser pequeno e humilde com ser pobre de bens materiais; pois muitas vezes os ‘humildes’ são identificados com os ‘pobres’, o que não quer dizer, necessariamente, que os desprovidos do bem material sejam humildes. Pobreza e humildade são sinônimas na Bíblia de abertura e disponibilidade à novidade, à disponibilidade à dependência de Deus, e estes se opõem por natureza à riqueza/grandeza como sinônimo de autossuficiência, que é uma espécie de orgulho que consiste na recusa de toda dependência e na reivindicação de uma autonomia absoluta com relação ao próximo e a Deus.
Na primeira leitura da profecia de Zacarias vemos que se nos apresentas um enviado de Deus que vem ao encontro dos homens na pobreza, na humildade, na simplicidade; e é dessa forma que elimina os instrumentos de guerra e de morte e instaura a paz definitiva.
Na segunda leitura da carta aos Romanos o apóstolo Paulo convida os crentes – comprometidos com Jesus desde o dia do Batismo – a viverem “segundo o Espírito” e não “segundo a carne”. A vida “segundo a carne” é a vida daqueles que se instalam no egoísmo, orgulho e autossuficiência; a vida “segundo o Espírito” é a vida daqueles que aceitam acolher as propostas de Deus.
Rezemos com o Salmista: Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou. Amém.

Reflexão feita pelo Diácono irmão Francisco 
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Zacarias 9,9-10
Salmo: 144/145
2ª. Leitura: Romanos 8, 9.11-13
Evangelho: Mateus 11,25-30

Imprimir

Deixe uma resposta