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Ano A › 18/06/2017

11º. DOMINGO COMUM

domingoAmados irmãos e irmãs
“A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe”.
Jesus tem em mãos um grupo de doze homens que não são peritos em nada. Jesus primeiro identifica o problema… “a messe é grande e os operários são poucos”, depois lhes ensina uma oração muito eficiente “Pedi ao Senhor da messe que envie operários…”. Esta passagem tem nos inspirado na Comunidade Missionária Divina Misericórdia onde as vezes nos deparamos com situações que necessitariam de peritos como psicólogos, enfermeiros, médicos, etc.; mas como não os temos tentamos fazer o melhor mesmo sem ser peritos. Os operários são poucos e por este motivo os poucos tem que se desdobrar para fazer tudo o que tem que ser feito.
Assim como Jesus primeiro precisamos transmitir-lhes confiança, convencê-los de que eles são capazes de cozinhar, de dar banho em doente, de acompanhá-los no hospital e assim por diante.
Nós procuramos os que se perderam, aqueles que estão no fundo do poço para dizer a eles que Jesus os ama, resgatando a sua autoestima.
Muitos poderiam perguntar o que vão ganhar com isto e aí temos que lançar mão deste Evangelho para lhes dizer que devem dar de graça o que de graça receberam, sem nada querer em troca, sem tirar proveito do sofrimento do outro, sem tirar qualquer vantagem do irmão ou da irmã, que estão ajudando. Por vezes em momentos de crise chamamos para uma conversa individual para dizer a cada um que o simples fato de não sermos nós os necessitados já é motivo de fazer o bem, afinal poderia ser qualquer um de nós a estar em uma cadeira de rodas ou em uma cama de hospital.
Como será que estão agindo os que se dizem enviados de Jesus e as nossas comunidades? Será que os pobres, doentes, e marginalizados, podem contar com a nossa compaixão? A resposta tem que estar no coração de cada um de nós, que estamos hoje em lugar dos primeiros discípulos e que somos constantemente convocados pelo Senhor que nos envia na direção da grande massa dos sem Esperança. Jesus ficou tomado de compaixão, porque a multidão estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor e nós como ficamos ao olhar para tantas ovelhas perdidas?
A primeira leitura do livro do Êxodo nos apresenta-nos o Deus da “aliança”, que elege um Povo para com ele estabelecer laços de comunhão a quem confia uma missão sacerdotal: Israel deve ser o Povo reservado para o serviço de Deus, isto é, para ser um sinal de Deus no meio das outras nações. O Povo que aceita o compromisso com Deus e que “embarca” na aventura da “aliança” é um Povo que é propriedade de Deus, que aceita ficar ao serviço de Deus. Tenhamos consciência de que pelo nosso batismo entramos na comunidade do Povo de Deus e assumimos o compromisso de testemunhar Jesus e sua Igreja diante do mundo? Nossa vida tem sido coerente com esta opção? Somos sinal do amor e da bondade de Deus diante dos homens?
A segunda leitura sugere que a comunidade dos discípulos é fundamentalmente uma comunidade de pessoas a quem Deus ama e este amor é totalmente gratuito, incondicional e eterno. Não espera nada em troca; não põe condições
O amor de Deus é universal. Não marginaliza nem discrimina ninguém, não distingue entre amigos e inimigos, não condena
Rezemos com o salmista: Aclamai o Senhor, terra inteira, servi o Senhor com alegria, vinde a Ele com cânticos de júbilo. Sabei que o Senhor é Deus, Ele nos fez, a ele pertencemos, somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia

1ª. Leitura: Ex 19,2-6a
Salmo: 99 (100)
2ª. Leitura: Rm 5,6-11

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